Rafael Marques volta amanhã ao Tribunal Dona Ana Joaquina na condição de réu, acusado de calúnia e difamação por sete donzelas patenteadas de generais que ficaram muito ofendidas de verem os seus nomes e das suas empresas serem citados na obra “Diamantes de Sangue” como protagonistas de torturas e homicídios na zona diamantífera das Lundas. Estas matrioskas já tentaram processar a editora do livro e o autor em Portugal, mas saíram de lá (bem) derrotados, de modos que vão agora dar continuidade ao circo na sua selva privada chamada Angola.

Um apelo de solidariedade lançado por cidadãos comuns tem rodado no facebook desde Janeiro, pedindo que as pessoas se façam presentes no perímetro do Tribunal e nós subscrevemos: Deixem o Rafael em paz, prendam os generais.

Rafael Marques Julgamento

 

 

Cruzámo-nos esta manhã com este post feito pelo artista Thó Simões no seu mural de facebook. Um daqueles desabafos sentidos, que infelizmente são tão raros tendo em conta a proporção de aberrações que diariamente testemunhamos neste grande kimbo chamado Angola. O Thó diz odiar a política, odiar políticos e não podemos censurá-lo, mas, desafortunadamente para ele, não consegue desembaraçar-se do seu coração de artista e esse, quando observa ao seu redor, transforma os fotogramas registados pela retina em emoções e ao exprimir essas emoções está, involuntariamente, a fazer política.

Obrigado ao Thó por não auto-censurar o artista e não manter essas angústias que dilaceram como navalhas a garganta de quem tem de as engolir em seco para si.

Segue então na íntegra o post do Thó Simões

“DESABAFO DE UM BANANA NO PAÍS DOS BANANAS!

Bom dia caros amigos, camaradas e desconhecidos.

Hoje a umas horas a atrás, enquanto me aventurava pelos magistrais engarrafamentos de Luanda (para quem não vive cá, ontem choveu a noite toda)a tentar deixar o filho e a mulher na e escola e no serviço, ia ouvindo a Rádio Luanda, quando já estava sozinho no carro (graças a deus) uma ouvinte, moradora do Morro da Luz, ligou para o programa para pedir socorro, para uma situação que esta a virar rotina lá no bairro. Dizia ela ao locutor de rádio por telefone, que há duas semanas atrás, a sua casa fora assaltada por um grupo de marginais… para entrarem na casa usaram uma pedra como martelo ou marreta para arrombar a porta, e saquear a casa, depois dos assaltantes se retirarem ligaram logo para a policia, segundo ela era 2h da manhã, a Policia apareceu nas proximidades as 5 da manhã mas recusaram-se a ir ao local da (ocorrência) o pessoal teve descer até a estrada para reportar a Policia, dai para frente nada mais… ou melhor dai em diante os assaltos sistemáticos continuaram nas casas vizinhas, quem não tivesse nada em casa que satisfizesse os ladrões era espancado. Um trecho em particular no seu relato me revoltou as entranhas.
Ela disse que numa das casas os bandidos amarram uma mãe e meteram o seu bebé na arca frigorífica!

AMARRAM UMA MÃE E METERAM O SEU BEBÉ NA ARCA FRIGORÍFICA!!!
Graças a Deus a criança não morreu e parece estar sob cuidados. Acham isso normal???

A policia entretanto, não sei o que fez ou faz por essas famílias até ao momento.
Mas agora passei a perceber bem uma coisa… este não é o País do Pai Banana, como é (carinhosamente) cantado e citado… É O PAÍS DO POVO BANANA!!!

Como podemos ser tão hipócritas!?
A nós, tudo nos acontece… até agora, já há 800 famílias desalojadas, de ontem para hoje! Grande parte da população hoje não vai trabalhar, porque a geografia das zonas, dos bairros, onde habitam ou dos trajectos que os leva de casa para o trabalho e do trabalho para casa mudou para cenários apocalípticos como nas grandes produções de Hollywood, sobre o fim do mundo ou sobre a extinção da raça humana!

Mas ao olhar para as postagens na minha página do Facebook, bwé de fotos do pessoal interessante, o pessoal que faz isso andar, o pessoal que se quisesse podia sim aliviar esse fardo que carregamos a mais de 500 anos, pessoal que faz a opinião publica, pessoal que mobiliza e se mobiliza para causas que estejam na moda mas que convenha (afinal ninguém quer ser apelidado ou ser confundido com os revús, esses sim tiro-lhes o chapéu, uma dúzia de putos, mas que basta um deles dar um peido (desculpem o termo) movimentam logo uma enorme estrutura Policial seus meios e aparatos que não são nada baratos para os nossos bolsos) dizia eu… pessoal jovem, uns com grandes carreiras outros nem tanto, como dizia, olho para as vossas fotos no festival Sons do Atlântico, (fotos bonitas na sua maioria) vocês também lindos e felizes, dentes todos escancarados a posarem ao lado de grandes estrelas da música mundial, quem olha até parece que vivemos no mesmo mundo, temos os mesmo direitos temos as mesma oportunidades e que por aqui desde que a guerra acabou…

ESTAMOS SEMBRE A SUBIR!!!

Thó Simões”

Aos 23 de Novembro de 2014 a ativista Laurinda Gouveia foi alvo de uma repugnante e covarde sessão de tortura que se estendeu por duas longas horas, perpretada por agentes (devidamente uniformizados) da Polícia Nacional. Uma entrevista muito pormenorizada foi dada ao Rede Angola e, para quem ainda não acompanhou, pode fazê-lo agora apertando no play no vídeo abaixo:

Volvidos três meses e meio, nem água vai, nem água vem, a polícia continua amorfa, a assobiar para o lado, aguardando que a poeira assente.

A nossa missão é fazer com que isso não aconteça tão cedo, nem tão facilmente e por isso solicitámos um serviço de advocacia para formalizar uma queixa-crime que, no dia 4 de Março, deu finalmente entrada na PGR e na DNIC, que deverão agora decidir a quem passar a batata quente. Quanto a nós, queremos levar isto até à última instância e consequência.

Se continuamos a limitar-nos a encolher os ombros, emitindo suspiros resignados de “aqui é assim” não há razões para que estas práticas deixem de se verificar e a/o leitor(a) pode perfeitamente vir a ser a próxima vítima desta impunidade generalizada.

Abaixo, podem ver o scan da primeira página da queixa e a acusação de recepção (sem carimbo… que degredo) da PGR.

Justiça, é o nosso clamor.laurindaDNIC

As cicatrizes da colonização são ainda marcantes na alma dos vários povos que a ela foram submetidos. Angola não se escapou deste trágico encontro com a História e viu-se submetida a senhores, regras e formas de organização social que lhe eram, até então, alheias.

Traumatizante e estigmatizante para as vítimas, é natural que, nessa qualidade, temamos ser sujeitos novamente a um processo semelhante. Mas, pelo andar da carruagem, existem contornos que nos fazem antecipar a enraização de um “Império Chinês” em Angola. O poder e as imunidades das quais gozam são pura e simplesmente inaceitáveis num país democrático e de direito, o seu excesso de confiança de intocabilidade revelado em diversos escândalos que protagonizam nesta pátria que nos pariu e do qual saiem amiúde impunes.

“Chineses raptam um doleiro em Benguela e dias depois a vítima é encontrada morta.” (In Rádio Despertar e Rádio Eclésia).”Mototaxis­­ta perde a vida fruto de um acidente de viação em Cacuaco. Polícia aconselha motorista do camião, um cidadão chinês, a evadir-se do local para não ser linchado e indica-lhe que se dirija à esquadra, sem o acompanhar” (In mural de facebook de Bitão Felisberto Holua).”Chineses enterram trabalhadores em obras. Os mesmos trabalhadores são maioritariamente oriundos de províncias como: Cunene, Benguela e Lubango.” (In Rádio Despertar). Há ainda o caso várias vezes captado em fotografias de chineses envergando fardas das FAA ou Polícia Nacional, mostrando até que ponto chega a promiscuidade do poder do Estado com cidadãos de origem estrangeira, o que poderia (e deveria) ser considerado um atentado à segurança do Estado, perpretado justamente por aqueles que deveriam velar por ela.

Gostaríamos de acrescentar o elemento que nos propulsionou a redigir este texto: o caso das obras descartáveis. A mão-de-obra chinesa continua em descrédito pelo simples facto de serem frequentemente de pouca durabilidade. Mas, a questão que se coloca é a seguinte:

QUEM FOI QUE CONSTRUIU A CHINA?

Temos visto várias reportagens acerca do potencial da China em termos infra-estrutural e económico, mas também técnico, factor que terá sido usado como argumento pelo governo angolano ao celebrar o maior contrato com este gigante asiático na reconstrução do país saído de 27 longos anos de guerra. O facto de permitirmos que os chineses construam obras descartáveis no nosso país leva-nos a questionar se nós (angolanos) é que somos burros ou eles (chineses) é que preparam terreno para uma neo-colonização apadrinhada pelos nossos próprios conterrâneos que criaram raízes no poder.

As chuvas que se abateram na Sexta-feira 13 e Sábado 14 de Fevereiro, deitaram abaixo esta grande estrutura e o que a nossa reportagem apurou no terreno foi que, surpresa, a empreiteira responsável pela obra era chinesa. Esta estrutura seria usada como stand automóvel e a sorte do proprietário é que não havia ainda viaturas no interior.

Antes mesmo da inauguração, a obra é depenada pela chuva miúda. Quem se vai responsabilizar pelos danos causados?

REPORTAGEM Alemao Vieira 01Reportagem Alemão Vieira 02

Já em 2010 o Hospital Central de Luanda, com apenas 4 anos de existência, foi evacuado por causa de graves fissuras que tornaram o edifício propenso ao elevado risco de colapso. O edifício da DNIC (apenas “restaurado” cosmeticamente pelos chineses) não foi a tempo da evacuação e acabou mesmo por vir abaixo qual torre gémea ou “O desejo de Kianda”.

Por Alemão Francisco e Manuel Vieira

No dia 31 de Janeiro chegava ao seu término a “Semana Social” organizada pela Mosaiko, ONG angolana promotora dos direitos humanos. Recheada de preletores interessantes e sérios, pensadores sociais com ideias próprias e sem receios de os exporem (salve Pio Wacussanga, salve Reginaldo Silva, salve Luísa Rogério), mas também “dirigentes” do mais alto escalão para tratar de temas relacionados com os respetivos pelouros.

mosaiko semana social conviteUm comportamento que se tornou rotineiro entre os nossos dirigentes é a indelicadeza (eufemismo) de, depois de acederem ao convite e terem o seu nome colocado no programa, simplesmente não aparecerem ou mandarem alguém em seu lugar.

No programa dessa semana estavam como preletores a Ministra do Comércio, Rosa Pacavira com o tema “Combate à pobreza e às assimetrias em Angola” e o Ministro da Educação, Pinda Simão e ambos se escusaram em fazer-se presentes.Mosaiko Semana Soc Prog 2

A desculpa eterna quando mudam de ideias e resolvem que, afinal de contas, não irão comparecer num evento em que estarão sujeitos à questões vindas do público – sobretudo se essas questões não puderem ser programadas e previamente preparadas pelas empertigadas e mui importantes figuras do nosso elenco (des)governativo – é que, à última da hora, não conseguiram desvincular-se dos seus compromissos profissionais.

É, são muito ocupados estes meros auxiliares do titular do Poder Executivo, estes sapupos cuja única competência é exarar “decretos executivos e despachos”, não conseguem honrar os compromissos assumidos?

Rosa Pacavira não se deu ao trabalho de esboçar uma tese de doutoramento em torno da sua ausência, mas, desta vez, o Ministro Pinda superou-se e, tentando ser original, inventou outro pretexto, tendo-lhe no entanto a emenda saído pior que o soneto.

Ministra do Comércio, Rosa Pacavira

Ministra do Comércio, Rosa Pacavira

Ministro da Educação, Pinda Simão

Ministro da Educação, Pinda Simão

Confiando a missão da preleção ao senhor Joaquim Cabral Felizardo, alegou que a sua agenda colidia com a abertura do ano lectivo 2015, por sinal fora de Luanda. Para seu infortunio, ele foi visto por um professor na FILDA onde teve lugar uma reunião… do MPLA! Acrescenta ainda o professor que o ano letivo teria início apenas no dia 2 de Fevereiro, três dias depois da data da sua apresentação. Não conseguimos conceber que uma pessoa com responsabilidades no país, ainda que limitada à exaração de decretos, tenha uma postura de inenarrável infantilidade ao mentir com assuntos que são do domínio público para encobrir a sua desfaçatez.

E estes são os líderes exemplares que nos sairam na rifa. Como se diz na gíria: “estamos feitos ao bife” e bem mal passado por sinal.

Excesso de zelo ou abuso de poder?

Pelo menos foi nesses termos que a vítima manifestou a intenção de acusar, em Tribunal, os seus agressores, que, por ironia ou não, eram indivíduos com a farda das Forças Armadas Angolanas, em número de nove (9), armados com metralhadoras AK-47, e agentes da DNIC, três (3), com pistolas em punho.

O Jornalista da Voz da América e professor, Manuel José, foi a vítima referida acima, ao ter sido cruelmente destratado por patriotas e acérrimos defensores da integridade territorial e segurança do Estado angolano, quando, na última segunda-feira, 09.02.2015, no Zango 0, zona em que reside e dá aulas, decidiu encontrar um canto, praticamente na rua, para sentar-se, abrir o seu PC e enviar um trabalho jornalístico à Washington, onde está sedeada a VOA.

Manuel José VOAMal tinha concluído o expediente, MJ, viu-se subitamente cercado por doze (12) aguerridos militares e polícias, apontando-lhe doze armas, ou seja, nove AK-47 e três pistolas, como se os tais tivessem encontrado o “criminoso mais procurado do país”, se é que temos algum.

– “O que se passa, algum problema?!”, – Questionou MJ, apavorado e sem perceber o que estaria a ocorrer, pois na sua noção de Estado democrático não cabia um tal cenário, em que um cidadão de bem podia ver-se colocado em tão traumatizante situação.

– “Cala a boca, mãos no ar!”. – Ordenaram os mais exemplares agentes da autoridade que um país de direito pode ter.

– “Vai, deita-se no chão!”. – Obediente, como, se calhar será uma das suas características, MJ deitou-se, mas não deixou de identificar-se (já algemado com as mãos atrás e barriga no solo que o viu nascer): “eu sou o Manuel José, jornalista da VOA, professor e vivo aqui mesmo no Zango, talvez estejam a me confundir com outra pessoa”. Como quem dissesse, “achas que não te conhecemos?”, a resposta dos compatriotas foi pisotearem-no, com botas e vitupérios, quase nada, só uns «insultozitos» de nada, tipo, “tão gordo e não sabe gerir as tuas banhas…?”.

Ato contínuo – os guardiães da soberania que o jornalista punha em causa com os seus meios de trabalho (mochila, PC e caça palavra), em plena rua (perímetro de segurança de quem?), ao Zango 0 – conduziram-no à Esquadra 47ª, adstrita ao Zango 1, onde uma hora depois e a seguir a um irritante interrogatório, recebeu a informação de um investigador, segundo a qual, “houve um engano, confundimos-te com um marginal, podes ir para casa”.

– “Mas eu identifiquei-me, disse-vos quem era e ignoraram-me completamente, como podem ter -se enganado, eu vou processar-vos!” – Retorquiu a vítima do patriotismo zeloso, que no seu próprio país, viu a sua honra e bom nome postos em causa, em asta pública, aos olhos de não poucos conhecidos e vizinhos e quiçá alunos, como se de um reles marginal se tratasse.

– “Pedimos desculpas, foi um engano, não precisas processar…”. – Reafirmou o porta-voz dos agentes ao serviço da pátria, cujo zelo não se pode de forma alguma confundir com abuso de poder, de modos que será uma tremenda falta de espírito patriótico, da parte do cidadão Manuel José, fazer o que prometeu: “…processar a polícia, por excesso de zelo e abuso de poder”.

Mas o Jornalista e professor decidiu ser anti-patriótico e “frustrado”, tendo mesmo avançado com uma queixa à inspecção do Comando Provincial da Polícia de Luanda e manifestando-se disposto a avançar com um processo contra a Polícia Nacional da República de Angola, pelas razões que vimos relatando acima.

No dia 21 de Dezembro de 2014 estava de passagem pela 7ª Avenida do Cazenga, com um horrível amontoado de lixo fedorento que, para além de impossibilitar o trânsito e de ser uma paisagem que denigre o bairro, se tornou num autêntico bunker de ratos, ratazanas,mosquitos e mosquitões e, consequentemente, um foco de doenças, constituindo um atentado à saúde pública para os moradores daquela parcela de Luanda.

Caso Dago ANTES 05

O mais caricato é que, bem no centro da montanha de lixo, estava fixada uma placa de reabilitação posta pelo Governo de Angola que indicava obras que deveriam ter arrancado (e terminado) em 2007. Ainda assim, parecia que o Cazenga não tinha Administrador, pois ninguem tugia nem mugia perante aquele atentado à vida dos cidadãos daquele Município até que, neste dia, decidi denunciar publicamente o estado do abandono daquela via, por meio do facebook.

Cazenga Artigo Dago ANTES 02
Caso Dago ANTES 03
Caso Dago ANTES 04

Um mês depois desta denúncia que foi amplamente comentada e partilhada, eis o que aconteceu:

Cazenga Artigo Dago DEPOIS 02
Cazenga Artigo Dago DEPOIS 01

O executivo de Tani narciso que parecia estar a navegar no facebook cego*, decidiu meter um saldo de dados, abriu os olhos, esfregou-os e resolveu “dar um brilho” na avenida e livrar-se da placa que prometia a construção de uma via alcatroada para 2007, pois não parecem ter ainda intenção de o cumprir. Quem sabe nas próximas eleições.

O que podemos concluir com isso?

Certamente, como cidadão, a maior lição a tirar desta sequência de acontecimentos é que denunciar, reclamar, manifestar são as melhores formas de chamar a atenção de quem nos governa, porque quando fazemos isso expomos publicamente o lixo que eles atiram para debaixo do tapete. E quando isso acontece, com aqueles que ainda têm um pingo de vergonha na cara, passam da passividade governativa à acção,mesmo que só de um coro.

É so vermos o caso da famosa 7ª Avenida

Por Francisco “Dago Nível Intelecto” Mapanda

*Facebook cego é um calão para “Facebook zero”, uma opção para aqueles que não tendo dinheiro para comprar um saldo de dados, navegam gratuitamente (através do endereço 0.facebook.com) no facebook graças a acordos dessa empresa com algumas operadoras de telefonia móvel pelo mundo, dentre as quais a UNITEL. Nessa forma de navegar vêm-se todos os textos normalmente, mas nenhuma imagem, pelo que é referido comummente como “cego”.