Archive for September, 2011

Outras formas de agir…

Posted: September 30, 2011 in Angola, Argumentos, Opinião

Há outras formas de manifestar e enquanto não saímos à rua (e sobretudo para aqueles que ainda não querem sair à rua) podemos fazê-lo de maneira singela incorporando certos comportamentos nos nossos hábitos diários. Seja usando uma braçadeira de uma cor pré-estabelecida para esse dia/semana, seja uma peça de roupa de uma determinada cor (ainda que vá escondida, tipo as meias), seja através de um buzinão, ou de outra que nos/vos ocorra. Vamos concertá-la. São acções pequenas que não expõem ninguém de maneira inequívoca e que, ao contrário, poderão ser surpreendentes ao nível da adesão, reconfortando-nos com a noção que somos mais do que aparentamos.

Podemos comprometer-nos a enviar SMS com a indicação eleita para o dia/semana para os interessados. Mandem-nos os vossos números para o nosso email: dia7angola@gmail.com

Para terminar, facultamos aqui o número do Provedor de Justiça, Paulo Tchipilica: 912 501 489. Inundemos-lhe de telefonemas e SMS a questionar sobre a sorte dos nossos irmãos detidos, após vergonhoso julgamento que borra ainda mais com o bâton da ditadura o nosso sistema judicial. Vamos vencê-los pelo cansaço.

A MARCHA DAS MIL PESSOAS.

Apelamos a todos filhos de Angola, espalhados pelo grande Reino Unido, a unirem forças para juntos exigirmos a liberdade dos nossos irmãos condenados por um tribunal militarista a penas que vão dos 45 dias aos 3 meses de prisão O crime deste jovens, foi levantar as suas vozes para pedir tudo aquilo que os verdadeiros angolanos humildemente a muitos anos procuram, que e’ justiça, igualdade de direitos e fim da ditadura.

Nos somos todos conscientes que na Inglaterra, aprendemos a viver na base da justiça, da igualdade e a respeitar os direitos humanos. São estes valores, que nos levaram a fixarmos residência nesta terra e viver condignamente. Por conhecermos os benefícios que a liberdade, a justiça e igualdade de direito trazem para um povo, temos o dever de defender e promover a todo custo estes valores para os que nossos irmãos em Angola possam também usufruir destes direitos e viver condignamente na sua terra, algo que lhes foi roubado brutalmente pelo regime militarista e sanguinário de José Eduardo dos Santos.

Não queremos nem devemos ficar no silêncio enquanto os nossos irmãos sofrem na prisão pelo simples facto de exercerem um direito plasmado na constituição angolana. Hoje são eles os injustiçados, amanhã seremos nos a prestar contas com o regime do MPLA, quando regressarmos a nossa terra e exigirmos os nossos direitos. A luta dos presos políticos e também a nossa luta. Por isso, vamos nos consciencializar e nos unir para juntos lutar contra os opressores do povo oprimido de Angola.

Somos angolanos de raiz, somos autóctones, vamos recuperar a nossa terra. Vamos manifestar a nossa insatisfação diante da Embaixada de Angola em Londres, exigindo a liberdade imediata e incondicional dos nossos irmãos condenados injustamente pelo regime do MPLA. A Embaixada de Angola, e’ a representação do governo angolano no Reino Unido, e é lá, onde as nossas reclamações devem ser expostas. Vamos gritar, cantar, batucar e saltar para dizer chega a ditadura de JES e seus comparsas. 32 é MUITO.

Será uma mega manifestação onde contamos com cerca de 500 pessoas provenientes de vários pontos do Reino Unido. Por isso aqui fica o nosso apelo a todos os angolanos e amigos de Angola a se juntarem a esta causa justa. Vamos todos diante da Embaixada de Angola em Londres no dia 4 de Outubro partir da 10hrs da manha para manifestar a nossa indignação pelo tratamento desumano que os senhores do MPLA e dos diplomatas da Embaixada de Angola têm dado aos angolanos.

Queremos ainda informar que a Policia Metropolitana da zona de Westminster nos concedeu a autorização para manifestar pacificamente diante da Embaixada de Angola de Londres de 4 a 7 de Outubro do corrente ano. Contamos ainda com o apoio das organizações, A Voz do Povo Angolano no Reino Unido, Mãos Dadas, Fórum Academico do East London, Human Right Commission e Global Witness.

Sobre o Lema. ‘‘ANGOLA PARA OS ANGOLANOS’’,  vamos exigir a libertação imediata dos presos políticos do 3 de Setembro.

Para o bem de Angola e do futuro dos angolanos, contamos consigo.

Viva Angola livre.

Nzinga Martins Azevedo.

Presidente da OMAL (Organização da Mulher Angolana em Londres).

Ao que parece os reclusos na cadeia de alta segurança Kaboxa no Bengo já estão autorizados pelos invisíveis “superiores” a receber visitas. A tia Ermelinda ontem já os visitou.

Temos tido notícias dos 5 detidos no Bengo, sabemos que estão bem e moralizados, mas estamos apreensivos em relação aos manos na Comarca de Viana. Tememos que por seus nomes serem menos sonantes e por terem menos holofotes em cima, estejam a ser submetidos a castigos que com mais dificuldade se aplicariam ao Carbono e ao Libertador. Esperamos estar enganados e que os nossos receios sejam infundados, mas será que podemos ter notícias deles amigo Mendes, Tonet e Nascimento?

Kaboxa (Bengo)

Afonso Mayenda João Matias (Mbanza Hamza)

Alexandre Dias dos Santos (Libertador)

Bernardo António Pascoal

Dionísio Gonçalves Casimiro (Carbono)

Francisco César Jamba Kussaluka

 

Comarca de Viana

Adolfo Miguel Campos André

António Kangombe

António Roque dos Santos (Santeiro)

Gabriel Tchakussanga

Garcia Samba Fragoso dos Santos

Jeremias Manuel Augusto (Xplosivo Mental)

José Mateus Mwanza

Mateus Gaspar Luamba Monteiro

Pedro José Malembe

Policarpo Manuel Augusto Lopes

Rafael Domingos de Oliveira

 

Por mais que se esforcem, às ideias jamais poderão encarcerar.

LIBERTEM OS NOSSOS IRMÃOS!

Sabemos que muitos dos nossos amigos a volta do mundo e principalmente aqui em Luanda não tiveram a oportunidade de ler este editorial do Jornal Público, que saiu domingo, dia 25 de Setembro. Foi um editorial inteiro dedicado à nossa causa, e até já fez com que alguns jornalistas da nguimbi resmungassem que este jornal português não deu o mesmo tratamento à tão “famosa” e triste “contra”-manifestação do MPLA (pelos vistos a TPA, RNA, e ANGOP não chegam, também querem que a imprensa estrangeira promova as iniciativas cómicas e desesperadas deles). Mas enfim! Estórias para outro dia. Para já malta, fiquem com este editorial, espalhem-no, e mantenham-se firmes, cientes que estamos do lado da razão e que a força da razão sempre triunfará sobre razão da força. Para melhor visualizar a imagem, convém clicar nela. Também têm a opção de fazer o download do PDF clicando no link que se segue as imagens. Sem mais rodeios:


Jornal O Público 25 de Setembro

A PN mais uma vez obedece à ordens superiores, que pelos vistos ontem foram a de não usar a força. Estiveram muito bem nesse campo, parabéns. No entanto, não podemos omitir que o cordão para nos impedir de progredir até ao Largo é a continuação da aplicação da regra “um peso, duas medidas”, uns podem marchar onde e quando quiserem, outros têm de se submeter a leis obtusas e a despachos ilegais que as atropelam.

Queríamos partilhar convosco esta linda carta que recebemos da Tia Rosa Mayunga no nosso email. A carta é longa e densa de informação e mensagens de encorajamento. É preciso lê-la com calma e absorver a cultura que dela transborda e, sobretudo a sinceridade no apreço e carinho afetuoso que nos dedica, nós, JOVENS ANGOLAN@S, o futuro do país. Bastante emotiva e emocionante. Obrigado tia Rosa.

Sobre os Jovens do meu Amado País:

“Começando do Zero”

Comecem do zero e sigam em frente, vençam, façam por melhorar e pelo melhor do Vosso, Nosso País e das suas Gentes, sois o Futuro, tenham Carisma e Força, Resistam todas as intempéries como resistiram os Vossos/Nossos antepassados na esperança de verem o País Livre dos seus opressores.

Hoje na esperança de vermos o País Livre da miséria física e mental imposta.

Que os recursos Humanos do País sejam respeitados por quem Governa e por quem recebemos em casa, para uma salutar partilha.

Que os lucros dos recursos naturais sejam aproveitados para o melhoramento da qualidade de Vida de todos os Angolanos de Cabinda ao Kunene, impedindo que a morte infantil (dos (as) Filhos (as) do Futuro de Angola) se alastre.

Os Angolanos sempre receberam com dignidade os seus visitantes, mas importa que esta recepção Digna seja antes de tudo o ornamento diário de todos os Angolanos para que possam partilhá-lo com terceiros.

Não sejam invejosos, nem mesquinhos, nem queiram vida fácil patrocinada pela corrupção, drogas,

prostituição, nem manchem as Vossas mãos de sangue por dinheiro, que um dia não valerá para nada, ou outras formas que não dignificam o ser Humano!

Não sigam o exemplo da maioria dos adultos da minha geração que perderam o Amor por eles, pelas pessoas que os rodeiam, pelos mais Velhos, pelas Crianças e muito menos pela Pátria.

Desvirtuaram a nossa Cultura, a nossa Identidade Africana, muitos deles beberam “licores de sangue”, ao invés do chá de Kaxinde!

Por isso vivem fortificados em palácios vigiados, têm medo da sua própria sombra, todos os seus actos são vigiados por um segurança, porque têm medo de serem livres na terra ampla que herdamos de gentes simples e que lutaram por ela no passado colonial, mas alguns que a usurparam mancharam-na de sangue, de injustiças, de miséria, de subdesenvolvimento!

A palavra de ordem destes adultos é a “manutenção do dinheiro” que na sua maioria também não lhes pertence, e da valorização material em detrimento da integridade Humana, que deveria ser sustentada pela (Saúde, Educação, Estabilidade Social/Económica, através do trabalho digno e da partilhas de recursos do País para o desenvolvimento sustentável, Felicidade Colectiva) ou seja (Saúde mental e Física dos Povos).

A maioria destes Kotas da minha geração, não têm dó nem piedade Humana, e também não se repugnam em partilhar a ostentação de riqueza efémera, com a miséria dos Povos e o acumular do lixo nauseabundo pelo País, “símbolo de revolta dum Povo marginalizado na sua própria terra”!

Jovens do meu País, tendes uma Cultura, uma História, e a maior riqueza que um ser Humano deve ter a “Consciência” da realidade ― a consciência do bem e do mal), leiam, estudem, partilhem

conhecimentos entre os adultos ainda disponíveis e Vençam.

Deixem que a Estrela Dalva ao chegar vos encontre procurando esperançados, e lutando por uma

justiça que vos está sendo negada!

Não lutamos por uma Independência para sairmos de escravos, para nos transformarmos em “escravos e miseráveis”!

Nenhum destes títulos serve para qualquer Povo no mundo, muito menos para os Angolanos que têm todas as condições para viverem com Dignidade.

Do solo, ao mar e ar de Angola, existem potenciais recursos Económicos suficientes para todos os Filhos e Filhas da terra sem excepção viverem com o conforto Humano e Social necessários., sem precisarmos de “mendigar” alimentos e outros bens, seja a quem for.

A Natureza deu-nos recursos vários, para que possamos ser um dos Povos mais felizes do mundo, é muito importante que o maior património de Angola que são os seus Povos vivam respeitados por quem Governa e por quem escolheu Angola para viver.

As injustiças são o maior perigo para uma Paz ainda frágil, que parece estar a matar tantos Angolanos quanto as minas dos imperialistas mataram ao longo de 30 anos de guerra! Isto tem de parar, os Angolanos têm de viver respeitados e não envergonhados na sua terra.

E chega de tanto sangue derramado em guerra e os ocultos, numa terra Santa e abençoada por Deus.

Nenhum Homem tem o direito de limitar a vida de outro ser. Quem oprime não é suficientemente livre para Governar esta terra dos nossos Antepassados que deixaram exemplos de partilha Nacional e Internacional.

Os nossos antepassados fizeram muitas vezes acordos com quem nos oprimia para evitarem o

derramamento de sangue dos Povos de Angola, enquanto estudavam uma outra estratégia de se libertarem do opressor, exemplos dão Maikongo, Rainha N`Zinga; Rei Ekuikui, entre outros que nos representaram em lutas onde eram muitas vezes travadas corpo a corpo!

Mas exemplos da História do presente que temos, alimentaram-se guerras preferindo, mutilar e matar os Povos ao longo de 30 anos, ao invés de se fazerem acordos de Paz com honestidade, enriquecendo Países vendedores e negociadores de Armas! O resultado é o desmembramento da Identidade dum Povo e a implementação da cultura do endinheiramento, do oportunismo, do saque, e do salve-se quem puder, esquecendo-se do Futuro das Novas Gerações.

Caros Jovens, Comecem do Zero e não parem, tendes o direito de serem Cidadãos respeitados, de terem qualidade de Vida e de vislumbrarem um Futuro promissor. África foi a primeira Potência no mundo no desenvolvimento Científico nas diversas Áreas “ Saúde, Matemática, Astronomia, Geologia, Arquitectura, extracção mineral, Artes na sua diversidade”, e continua a alimentar economias de terceiros que desvalorizam os seus Povos. Tudo nos foi usurpado, transformando-nos na ignorância e zombaria do mundo! Como se não tivéssemos sido a primeira e a maior Civilização do mundo.

O mundo evolui tanto, dizem: ” que a Ciência pertence a outras terras”, mas até hoje ninguém ainda

descobriu a forma como os Africanos construíram as pirâmides e outras estruturas de Arquitectura na África do Sul, nem como conseguíamos extrair maior quantidade de ouro num ano, sem a alta tecnologia.

Meus Amados Jovens, digam a quem Governa o País e África, digam Jovens ao Mundo, que a África é a Base da Humanidade, digam que nós os Africanos somos “Os pioneiros da Humanidade” – Os Africanos foram e continuam a ser os sertanejos que “colonizaram” uma região do mundo particularmente hostil, a bem de toda “raça” humana. Citando John Iliffe, in “Os Africanos” História de um continente”.

A nossa Angola pertence a África, o continente que viu fundar e acolheu no seu quintal as primeiras

Universidades mais antigas no mundo, a Universidade Al-Azhar a 1020 a.c., Timbuktu no Mali.

“África dos tesouros como o Norte do Limpopo para o grande Zimbábue, onde se encontra, actualmente os vestígios mais imponentes da Idade de ferro Africana, assim como os primeiros vestígios de ouro produzidos pelos mineiros, cujas exportações de ouro terão atingido mil quilos por ano, tanto quanto os Europeus extraíram mais tarde das minas ÀKAN da África ocidental, em anos bons” e com novas tecnologias”.

“África onde foi descoberta uma moeda de Quiloa de c. 1320- 33, no Grande Zimbábue”. John Iliffe, in “Os Africanos” História de um continente”.

África de Mulheres com Poder como a Rainha N´Zinga M´Bande de Angola (1581 a 1663), Kimpa Vita de Angola, Rainha de Sabá, Rainha Cleópatra do Egipto, entre outras.

África de Reinos e Impérios de grande Poder Organizacional, Administrativo, Económico, Popular e de grande relação internacional, como o do Reino do Kongo, lembramdo o seu grande Monarca

Manikongo, violentamente morto pelos Portugueses em 1665 na febre insaciável e ganância pelo tráfico de escravos.

África do Rei Ekuikui do Sul de Angola que enfrentou a barbaridade do colonizador e defendeu a Terra e os Povos. África do Rei Salomão da Etiópia deposto pela bárbara invasão da Itália em 1935.

África de gentes acolhedora, de bom receber, profundamente marcadas pelo sofrimento imposto pela colonização passada e actual, resultado da indiferença desumana de quem pela força impôs o

subdesenvolvimento a um Continente farto de recursos, humanos, minerais, hídricos, florestais,

marinho e cultural tudo para que hoje fosse chamada o Primeiro Mundo Berço da Humanidade e

também do Desenvolvimento Social e Humano sustentável, e não de terceiro mundo!

Vós os Jovens de Angola e de África, tendes a Força e Inteligência para fazer com que se devolva a

Verdade e a Dignidade a África.

Sois o Futuro de Angola, um País com Milhares de Anos de existência, antes de qualquer

colonização, temos uma Identidade, uma História do passado, e a do presente, resistam, façam a

História do Futuro e Vençam.

Exijam dos Vossos/Nossos Governantes que cumpram a Lei da Constituição da República de Angola e, que Governem o País Honrando o Poder que lhes demos, até que novos Governantes sejam eleitos e façamos as mesmas exigências de Boa Governação, do respeito pelos Povos, e da Não Corrupção.

Queremos Angolanos e Cidadãos de todo mundo acolhidos em Angola Felizes, e não residentes

temporários Felizes em Angola pela riqueza que o País lhes proporciona.

Os Filhos de Angola não podem continuar a viver impostos a miséria, a marginalidade e com medo,

devem fazer parte do desenvolvimento do seu País e a gozar dos seus recursos, todos sem excepção, são direitos que todos têm, e que não pode ser o privilégio de alguns!

Angola não é Celeiro do mundo, a África tem o direito de ser Livre das amarras internacionais de

subjugação, por causa dos seus Recursos.

Que pese a consciência do mundo explorador e dos que querem que África se mantenha subdesenvolvida, continuando a mendigar a sua sobrevivência.

Nós os Angolanos com a África Unida, elevaremos de entre as cinzas, e seremos a Potência que um dia o mundo ignorou! VENCEREMOS!

Jovens de Angola, muito obrigada e Força. Estamos juntos.

Governar é respeitar e fazer Justiça aos Cidadãos, Honrando a imagem do País dentro e fora dele, só

assim será possível, salvaguardarmos a Paz e trabalharmos juntos para um Desenvolvimento

Sustentável.

Em Consciência e por Amor aos Jovens e Crianças do meu País

Termino com um Kandando Amigo, por uma melhor Cidadania e duma Angola Unida e Desenvolvida.

(Descendente da Autoridade Tradicional de Angola/Humanista/Escritora)

Contornos ainda por esclarecer: seria um grupo específico de cidadãos a quem teria sido prometido compensação em forma de terreno para abandonarem as suas terras? Como se organizaram? Como fizeram face às ofensivas da polícia? Quantas pessoas exactamente foram detidas (à volta de 20 não é um número redondo)? Há realmente mamãs com bebés a serem levadas para a esquadra ou estamos a cair no facilitismo parcial de usar não-factos para indignar cidadãos? Quem está a acompanhar esta situação?

Factos: Um certo número de pessoas (serão duzentas?) saíram à rua para reclamar por terrenos que a seu entender lhes são devidos. A polícia repeliu, reprimiu e deteve alguns cidadãos. O administrador municipal refere-se à cidadãos que não lhe beijem o anel como “bandidos”. O povo acordou, Angola está a mudar!