Archive for the ‘Cartas’ Category

Hoje pelas 10h00 da manhã, um grupo de ativistas deslocou-se à Cidade Alta com o objetivo de fazer chegar um ofício ao Presidente da República.

Nessa carta, subscrita por 11 jovens ativistas, reivindica-se por celeridade no desfecho do caso que vitimou mortalmente o cidadão angolano, pai, engenheiro, professor e membro da juventude partidária da CASA-CE, Manuel Hilberto Ganga, um dos quadros que o próprio Presidente assumiu já serem poucos, justificando assim a solicitação de expatriados para nos darem uma “mãozinha” na reconstrução nacional.

José Eduardo, mesmo diante das revelações frescas que davam conta do duplo homicídio de Cassule e Kamulingue às mãos de agentes da Polícia Nacional e da Segurança de Estado e do seu próprio exército (a UGP) ter assassinado covardemente com um tiro pelas costas o nosso irmão Ganga, teve o desplante de vir, com o seu cinismo habitual, decretar que “O Estado não mata”. Quereria se calhar dizer “o Estado não deveria matar… infelizmente ainda o faz”.

Exorta-se em dita carta para que ele se digne “promover as diligências necessárias para a responsabilização dos culpados.” e recorda-se que, tal como sucedeu com Cassule e Kamulingue, não descansaremos enquanto a senhora com a balança na mão não deixar de espreitar por debaixo da venda.

Segue na íntegra:

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Fizemo-lo mais uma vez, apresentámos queixa contra os comandantes e oficiais da PNA que abusam das nossas liberdades fundamentais e nos levam em passeios indesejados para esquadras fedorentas.

No passado apresentámos queixas-crime contra altos dignatários na Nação, fomos chamados algumas vezes à PGR para repetirmos tudo o que já estava escrito nos documentos e desde então a coisa estancou.

Desta vez, apresentámos queixa pelo tratamento que nos reservaram no dia 4 de Agosto, aquando de uma manifestação espontânea diante do Ministério da Educação em solidariedade com os professores grevistas do SINPROF na província da Huíla.

A queixa foi entregue ao Diretor Nacional da Policia Judiciária e Militar com cópia para a PGR, tal como se pode ver nas imagens abaixo anexadas.

A ladaínha conhecemos: “para quê se darem ao trabalho, já sabem que irá redundar em nada, a justiça é manietada, é como queixar o porco ao javali”. OK! Mas se fossemos por essa ordem de ideias, também deixaríamos de dar o corpo ao manifesto porque sabemos de antemão que vamos apanhar no lombo, eventualmente verter uns litros de sangue, visitar aldeias longínquas em províncias vizinhas (turismo policial), ser “retidos” longas horas e soltos sem justificação, pedido de desculpa ou indemnização, então… que sentido faz mexermos um dedo que seja para a causa que for?

Acreditamos que os processos poderão, numa primeira instância, incutir um efeito dissuasor ou disruptivo entre a cadeia de comando “ordem superior” —-> executor de ordem ilícita e, mais tarde, numa Angola livre, poderão ser retomados para trazer ao banco dos réus esses fósseis que tentam hoje encobrir-se uns aos outros.

 

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Revelam moradores da Tchavola em carta de contestação enviada ao PR

 

Tchavola depois das demolições. Foto da Omunga

Tchavola depois das demolições. Foto da Omunga

Definitivamente o povo angolano começa a despertar de uma longa sonolência pós-27 de Maio que anestesiou o espírito reivindicativo. Nesta carta que nos foi entregue pessoalmente por um dos representantes da Comissão de Moradores da Tchavola, pode notar-se o grau de retórica e consciência dos direitos reivindicados, a forma com que foram instigados pelo Primeiro Secretário do MPLA na Huíla, agora governador, Marcelino Tyipingi, a manifestarem-se contra o então Governador Isaac dos Anjos a propósito das demolições discriminatórias às quais foram sujeitos (casa do pobre no chão, casa do vizinho influente intacta!).

Feita a dança das cadeiras, os moradores da Tchavola estão a descobrir amargamente que o Tyipingi lhes deu “do cagueiro” e está a correr com a bola sem dar confiança a ninguém e depois de por diversas vezes lhe solicitarem audiência para confrontá-lo, perceberam que o indivíduo ligou o ignorómetro, tendo passado então a dirigir-se para o topo da cadeia alimentar.

Nas imagens em anexo podem ler essa correspondência enviada ao Presidente JES. A forma com que concluem a sua carta é excelente e passamos a citar: “Terminamos com o pronunciamento do Sr. Governador Provincial da Huila proferido por ocasião da abertura das Festas da Nossa Sra. do Monte, edição 2013 que citamos ” O Senhor Presidente da República tem sabido interpretar os anseios e os interesses do povo angolano de Cabinda ao Cunene … “
Já que Sr. Presidente da República tem sabido interpretar os anseias e interesses do povo angolano, então aguardamos pela máxima colaboração de Vossa Excelência na resolução das nossas preocupações porquanto foi o Executivo, encabeçado por Vossa Excelência, que consentiu a demolição das nossas moradias sem justa indemnização.”

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Escolhemos colocar apenas a última página das assinaturas por questão de espaço

Escolhemos colocar apenas a última página das assinaturas por questão de espaço

Recebemos um email de bolseiros do INABE a formar-se na cidade de Donetsk, Ucrânia que reclamam a atenção/proteção do governo angolano após a cessessão que torna esta parte da Ucrânia uma nova República. Reproduzimos na ipsis verbis o documento que nos chegou e publicaremos no facebook um vídeo feito pelo apócrifo estudante nas ruas de Donetsk, já que o WordPress não admite vídeos que não venham de fontes externas.

 

“Ao

Director Geral do INAGBE

Dr. Kafala Neto

Assunto: Atraso de Pagamentos

Viemos por este meio mostrar a V.Ex.ª o nosso profundo desagrado sobre o atraso dos suplementos de bolsa dos estudantes República da Ucrânia visto que o pais encontra-se instável e sem os nossos respectivos subsídios tem dificultado as nossas condições e não conseguimos deslocarmos numa cidade próxima, ja a cerca de 3 meses que nao recebemos os suplementos.

Do conhecimento do senhor Director que a região leste do Pais tem estado instável a mais de 5 meses em particular na cidade de Donetsk que desde o dia 10.05.2014 foi proclamado nos pró-russos como uma nova República e desde então existe um clima de tensão nestas regiões. No dia 05.07.2014 as forças armadas libertaram as cidades de Slavyiansk e Kramatorsk e posteriormente os Pró-russos todos estão refugiados na cidade de Donetsk aonde nos residimos e existe um clima de pânico em toda a cidade ate os nacionais estão a deixar a cidade devido os tiroteios que se tem alastrado na nossa cidade e estão a evacuar as crianças e as mulheres.

Conforme o contacto mantido ontem com a Sua Excelência ontem para confirmar a veracidade dos assuntos hoje enviaremos algumas fotos e vídeos em anexo. Somente para relembrar-vos que na cidade de Donetsk somos 3 finalistas e com diplomas ja em mão a espera somente do bilhete de passagem e aqui na lei do pais depois do estudante receber o seu diploma lhe e recebido a sua residência e deve deixar o pais em cerca de 10 dias úteis .

Somente para informar-vos que os estudantes no leste do pais estão a organizar-se para dar-mos entrevistas nalguns jornais privados do nosso pais e em algumas rádios como a eclésia , despertar e penso nos essa ultima rádio da oposição não cairia ao nosso governo em particular para vocês como o nosso órgão tutelar.

Obs: somos 3 finalistas na cidade de Donetsk na qual não seremos evacuados para Moscovo e com as nossas residências temporárias já fora do prazo desde 07.07.2014 clamamos o nosso subsidio em atraso e o bilhete de passagem para o nosso pais de origem.

So para dar-vos a conhecer que já viemos a clamar por ajuda atendendo a situação instável do pais na qual recebemos promessas do chefe do sector estudantil Senhor Fernando Júnior sem quaisquer resultados.

Viemos por esse meio salientar que no dia 10.07.2014 daremos entrevista na rádio despertar e eclésia, folha 8 e no semaraio Angolense afim dos órgãos superiores ouvirem os nossos clamores.

Donetsk 07.07.2014″

 

Foi elaborada uma carta para informar o GPL da possibilidade de começarmos a sair espontaneamente às ruas até que se liberte ou se regule a situação do menor Nito Alves, preso sem julgamento na Comarca Central de Luanda, sem que um desfecho se perfile no horizonte, situação que consideramos absurda e aberrante.

Mbanza Hamza deslocou-se pessoalmente ao GPL e, antecipando que lhe fossem dificultar a vida, decidiu guardar um registo como prova das esquindivas serpenteantes do GPL para receber uma simples carta.

A burrocracia é simplesmente demais e depois de 45 minutos de sobe e desce, o mano acabou mesmo por vir sem conseguir fazer a entrega do documento porque as SECRETÁRIAS recusaram-se a aceitar recebê-la.

A carta exprimia preocupaçção acerca do caso Nito Alves e deixava o alerta que a qualquer momento os ativistas poderiam sair às ruas a qualquer instante em protesto com a aberração jurídica que se tem verificado no caso do menor.

Sendo certo que, e por razões óbvias, a manifestação espontânea não carece de aviso, fez-se questão de, por cortesia, advertir ao Bento Bento que a manifestação nas ruas será uma das maneiras de intervirmos em defesa do nosso irmão, amigo, companheiro de luta, caçula, Nito Alves.

Não aceitaram, consideramos entregue!

Escutem como rodopiaram o Mbanza:

Segundo uma nota de imprensa que os nossos irmãos do Movimento Revolucionário Angolano nos fizeram chegar, foram distribuídas cartas solicitando audiências com dois Ministros (Interior e Juventude e Desportos) e com o PGR, tendo também tentado, infrutiferamente, fazer com que a secretária  do GPL se dignasse a receber das suas mãos a dita carta, coisa que esta recusou liminarmente, obrigando os manos a deixar a carta no balcão e a dar-lhe as costas. As arbitrariedades são o pão nosso de cada dia e continuarão a ser porque os seus perpetradores estão incrustados no poder tipo mexilhões nas rochas. Os representantes do Estado têm a obrigação de receber cidadãos a título individual ou colectivo e auscultar as suas preocupações, isso não é um “favorzinho” que nos fazem. Abaixo reproduzimos na íntegra a nota de imprensa dos manos do MRA a quem desejamos que continuem a insistir neste desidério:

REVUS SOLTURA

NOTA DE IMPRENSA
ASSUNTO: Movimento Revolucionário solicita audiência com autoridades Angolanas.O grupo de jovens activistas cívicos, denominado Movimento Revolucionário Angolano (MRA), comunica que face à actual situação política, económica e social do país, solicitou audiências com várias instituições do Governo Angolano.

Na passada quinta e sexta-feira, 10 e 11 de Outubro de 2013, de forma escrita, o MRA deu entrada de pedidos de audiência nos ministérios do Interior e da Juventude e Desporto, na Procuradoria Geral da República (PGR) e no Governo Provincial de Luanda (GPL).

Na carta, o Movimento Revolucionário sugeriu um encontro colectivo com as mesmas instituições no periodo entre 14 à 18 de Outubro de 2013 com os ministros Ângelo Tavares (Interior), Gonçalves Manuel Muandumba (Juventude e Desporto), o Procurador Geral da República José Maria de Sousa, e o Governador de Luanda Bento Francisco Bento.

É de realçar que na quinta-feira, 10 de Outubro de 2013, a secretaria geral do Governo Provincial de Luanda rejeitou a recepção do Pedido de Audiência submetido pelos jovens activistas, alegando que o Governador Bento Francisco Bento estaria indisponível. Não reconhecendo competência por parte da Secretaria Geral do GPL no que se refere ao deferimento de qualquer solicitação feita à aquela instituição pública, os jovens revolucionários deixaram a referida carta no balcão da mesma secretaria.

O objectivo principal deste encontro solicitado pelos jovens do Movimento Revolucionário é a liberdade incondicional do activista cívico, Manuel Chivonda Baptista “Nito Álves”.

Saudações revolucionárias.

Luanda, aos 14 de Outubro de 2013.

O MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO

CONTACTOS:
+244916894471;
+244919684224;
+244946877016;
E-mail: movimentorevolucionario7311@gmail.com

Para quem vai espreitando o nosso blog este post não há de ser estranho, mas para quem queira inteirar-se acerca dos nossos pequenos momentos episódicos com a PGR, faça favor de visitar este link.

Desde aquele último telefonema em que o procurador ficou desagradado com os justos bafos que o Adolfo lhe vociferou, não mais ouvimos pio oriundo daquela “reputada” instituição e desse modo, os “importantes depoimentos” que precisavam recolher com urgência para “dar seguimento ao processo” terão deixado de ser relevantes e o processo, esse, continua em águas de bacalhau, à espera de dias menos atarefados do seu dolce fare niente.

Antecipando-nos a qualquer pergunta que nos possa vir a ser colocada acerca das nossas acusações, fomos no pretérito dia 30 de Julho à DNIAP para que anexassem provas relevantes para avaliação das denúncias, dentre as quais uma irrefutável gravação do Comandante Notícia assumindo que a “ordem veio do Governo Provincial”. Foi apanhado em audio e em vídeo a assumir com todo o orgulho estar a acatar uma ordem que, certamente, acreditava estar imbuída de legitimidade. Enganou-se!

Anexamos as imagens da carta, assim como dos suportes audio e vídeo entregues àquela “instituição”.

PGRJulho201301

PGRJulho201302

PGRJulho201303

PGRJulho201304

PGRJulho201305