Archive for the ‘Manifestação 22 de Dezembro’ Category

A TPA é reputada por ser o braço propagandista do regime no domínio do audiovisual. É muito fácil apanhá-los em contra-pé, pois os mentores dos seus conteúdos não se dão sequer ao trabalho de criar uma trama que possa, quanto mais não seja, semear a dúvida inclusive ao mais atento dos telespectadores. Isso implicaria aptidões de romancista que os guionistas de conteúdos dessa bosta que se auto-intitula “televisão” estão longe de ter, ficando-se por versões pobres de telenovelas venezuelanas.

Neste capítulo, fazemos uma retrospectiva da “evolução” do tratamento que nos é reservado nesse espaço que alega pretensiosamente informar. Começa por manipular um panfleto, acrescentando-lhe conteúdos violentos para “provar” aos telespectadores que merecíamos os títulos que nos atribuíam. Depois dão 4m30s aos milicianos no Telejornal sem nos conceder o direito ao contraditório nem tampouco o direito de resposta previsto na lei de imprensa. Finalmente chamam-nos de “activistas” num dia e de “membros da JURA” no dia seguinte, lembrando-nos rapidamente, caso estivéssemos a conjurar alimentar ilusões, da sua natureza falaciosa e pérfida.

Antes da manifestação de sábado, mandamos uma carta ao Governo Provincial de Luanda e à Polícia Nacional, como manda a lei, informando-os do trajecto da nossa marcha. Tanto o GPL e a PN mantiveram-se calados. Dias depois, nos reunimos com algumas das entidades mais altas do país, incluindo o Ministro do Interior, e o transmitimos, entre outras coisas, a nossa intenção de realizar a marcha e que percurso iria seguir.

Mesmo assim, fomos interpelados pela Polícia de Intervenção Rápida e anti-motins ainda muito antes da chegada ao nosso destino final. As imagens que se seguem mostram o o que se passou no sábado.

A TPA disse que os manifestantes eram membros da JURA, associando a manifestação da juventude angolana à uma subversiva actividade partidária, borrando assim o nome dos jovens apartidários e o dos seus principais adversários. Vejam e digam de própria justiça: quem busca a violência afinal de contas?