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Vídeo registado no dia 1 de Abril de 2014.

Isto não é uma mentira, isto não é uma montagem.

É a vida real de quem é forçado a assistir aos “1 de Abril” diários na TPA ficando com a falsa sensação de constituir uma minoria excluída.

Apanhado de alguns vídeos envolvendo agentes da (des)ordem e da “autoridade” com práticas pouco… mhhh.. digamos católicas!

 

Para além dos esclarecimentos acerca de Kassule e Kamulingue, Milocas Pereira, Nito Alves, artº 47 da CRA e “parvoíces” desse género que, ao que parece, são questões que só inimigos da paz poderiam ousar levantar, eis o discurso que gostaríamos de ouvir sair da boca do Kitumba:

 

 

Neste vídeo, o Presidente da Federação Angolana de Hóquei em Patins, Carlos Alberto Jaime Pinto “Calabeto”, aparentemente alcoolizado (celebração antecipada?) e nitidamente emocionado, demonstra que a arte de bajular ganhou dimensões alarmantes em Angola.

No seu discurso, durante a inauguração do Campeonato Mundial de Hóquei em Patins, teve a “coragem” de comparar Angola e Alemanha em termos de qualidade de obras públicas e prazos de cumprimento das mesmas.

Como se não bastasse, fez elogios desproporcionais ao PR, estimulando assim o já doentio culto de personalidade que algumas instituições públicas propuseram-se a fazer ao Zé Kitumba.

Mas, aproveitando o balanço e na emoção, vai doutorizando todos os outros que decidiu citar no seu discurso, tendo corrigido à última da hora a palavra “senhor” para “doutor” quando se refere ao Governador Bento Bento.

Angola, bem podia chamar-se Coreia do Norte Parte II.

É muito desnorte nesses dirigentes incompetentes e dados à vassalagem ao Zé dos dólares e caso para dizer “Calem o Beto”!

Se ainda restavam dúvidas da implosão desse regime decrépito e sem fôlego, essas foram completamente dissipadas entre o dia 12 e o dia 19 de Setembro, com a sequência de ações, cada uma mais atrapalhada do que a outra, que precederam uma manifestação convocada pelo Movimento Revolucionário que visava reivindicar uma série de pontos acerca dos quais qualquer pessoa minimamente sensata haverá de concordar que existem carências e/ou lacunas aberrantes.

No dia 12, a Polícia deteve Nito Alves, a quem já andava a espiar/perseguir há algum tempo, em “flagrante delito”… imprimindo 20 t-shirts! É isso mesmo, 20 t-shirts. O “flagrante delito” eram as inscrições estampadas na t-shirt que, certo, agressivas, para alguns repugnante, eram a reprodução de uma frase, título de um livro e de um artigo do jornal Folha 8 de Agosto de 2009: “Quando a guerra é necessária e urgente”. De autoria de Domingos da Cruz que, imagine-se, tinha acabado de ser ilibado das acusações que a PGR movera contra si alguns dias antes (depois de 5 sessões adiadas enquanto se desbaratinava a CRA e o Código Penal em busca de uma maneira de o inculpar), não é a justeza ou a severidade da frase que estamos a analisar, o choque e o estupor que ela causa, sobretudo a um povo que tem ainda feridas por cicatrizar de uma guerra que terminou há pouco mais que uma década, é O DIREITO OU A FALTA DELE de estampar e envergá-la no seu dorso.

Nito Alves TPA Tshirt

Muita gente ficou, compreensivelmente, ofendida, mas à polícia não cabe agir por impulso ou inventar “delitos” onde não existam e levar o rapaz (e o dono da gráfica de arrasto) para a cadeia à revelia, privando-o de ver familiares ou advogados é em si uma violação de vários direitos humanos, de cidadão e de detido.

Manuel Nito Alves está detido nos calabouços da DPIC até a data em que se redige este texto, mas aqui entra o mais insólito: ele encontra-se detido SEM PROCESSO (teve um, depois foi alterado e agora está sem nenhum) pois não se consegue atribuir-lhe UM CRIME! Para coroar toda esta maravilhosa loja de horrores, esta arbitrariedade está a ser perpretada contra UM MENOR DE IDADE! É isso, Nito Alves, o miúdo destemido que veem nesta imagem, ainda não ultrapassou os 17 cacimbos!

Nito Alves 01

A polícia, na pessoa de Aristófanes dos Santos, seu porta-voz, veio publicamente justificar a detenção aproveitando para generalizar a iniciativa individual de um único jovem à todo um movimento que vinha advogando uma mensagem completamente distinta e pacífica e ancorando nesses argumentos a fundamentação para interditarem a manifestação convocada para dia 19. Vejam os argumentos “jurídicos” utilizados pelo “camarada”.

Mantendo a intenção de levar à cabo a manifestação, os jovens foram convocados pelo Comando Provincial da PN no dia 17, dois dias antes da data evocada para a saída às ruas, para que lhes fosse comunicado que a manifestação tinha sido proibida pelo GPL pelo que eles não poderiam levá-la à cabo. Mais uma vez, a Polícia, que dias antes, diante das câmaras da TPA, tinha exibido “exímio” conhecimento acerca da lei 16/91 que regula o direito à reunião e manifestação, propõe-se a violá-la inescrupulosamente em benefício do sabotador e em detrimento do respeitador. Sendo certo que a hora marcada para o início das atividades feria superficialmente a lei que prevê que em dias de semana as manifestações só podem começar depois das 19h00, mais certo é que o horário não pode constituir por si só motivo de inviabilização de toda a atividade, pois esse ajusta-se! O que não se ajusta, esse sim, violação flagrante da lei, é o facto do GPL ser obrigado a comunicar por escrito aos subscritores da carta que lhe é submetida a avisar da intenção de manifestarem-se, qualquer inviabilização da atividade pretendida, devidamente fundamentada (apoiada em argumentos legais) e, isto é importante, NUM PRAZO NÃO SUPERIOR A 24 HORAS (consultar lei aqui)!

Cabe portanto ao GPL e não à PNA comunicar aos pretensos manifestantes que a sua actividade será ilegal e portanto indeferida e isso tem de ser feito por escrito, num prazo de 24 horas. Ora, a carta foi entregue ao GPL no dia 2 de Setembro, como poderão constatar aqui. Passaram-se 360 horas desde o momento da entrega até ao momento em que a PNA (e não o GPL) chamou os jovens do Movimento Revolucionário para lhes informar que “não vai ser possível”.

Pois, se o país tem leis, elas são para todos e o Movimento Revolucionário mostrou que não iria claudicar nem ceder a chantagens e/ou ameaças dos “ordens superiores”, convocou uma conferência de imprensa para informar à comunidade jornalistica que a manifestação era para sair, com ou sem repressão.

Na manhã do dia 18 foi posto a circular um panfleto falso, certamente concebido e distribuido pelos Serviços Desinteligentes e Deselegantes de Angola, para reforçar a mensagem que os jovens do Movimento Revolucionário querem o retorno à guerra, como se fosse sequer concebível que “300 frustrados sem sucessos profissionais ou académicos” pudessem ter acesso a armamento de guerra e fazer face ao mais pequeno batalhão da UGP. Abaixo o panfleto verdadeiro, seguido pelo falso.

Movimento Revolucionário Manif
Panfleto MR - Falso ou Verdadeiro

Na noite do dia 18, Aristófanes dos Santos reforçou o posicionamento das ordens superiores com a arrogância que lhes é peculiar, ameaçando que iriam usar da força para reprimir qualquer tentativa de “desordem” no dia seguinte.

Isto no noticiário das 20h00 da nossa amada TPA que, para não variar, anulou completamente a possibilidade de defesa do contraditório, não metendo em confronto com o senhor Aristófanes um dos elementos do Movimento Revolucionário Angolano para contrapor os seus argumentos e deixar os angolanos julgarem quem tinha razão, se a força da razão ou a razão da força.

A última imperou.

Luaty Beirão

Cenas dos próximos capítulos: Manifestação reprimida; muitos jovens detidos; tortura; julgamento; soltura; liberdade de 20 minutos; rapto; tortura; o de sempre… ditadura!

Enquanto o discurso da juventude mobilizadora se focar em palavras como as que se ouvem nos vídeos abaixo, nós, pessoal da Central Angola, continuaremos a subscrever e a apoiar incondicionalmente TODA a manifestação pública de repúdio pelo actual paradigma no qual se encontra Angola.

A PNA já deixou bem claro com o comunicado que partilhámos ontem o que se pode esperar na próxima quinta-feira, dia 19 de Setembro: a continuada política de total desprezo pela CRA, recurso à intimidação e força bruta para inviabilizar o exercício de um direito elementar em qualquer democracia que se preze, detenções arbitrárias, julgamentos “sumários”, sessões de pancadaria e, sabe-se lá, mais raptos e assassinatos.

Ainda assim, a firmeza que se sente no tom de voz destes rapazes (e rapariga, wau!) é contagiante e faz-nos sentir que o lado certo é o deles. O resto é MEDO, CAGUNFA!



Insólito!

Depois dos habituais rasgados e reiterados elogios à figura endeusada do velho babão, este é apresentado como protagonista do “momento mais alto” do Fórum (só mesmo em Angola o momento mais alto de um simpósio de discussão de ideias é a figura que profere as últimas, eternamente vãs, felicitações), mas antes que conseguisse iniciar o seu discurso, foi apupado por um (seriam mais?) jovem, que se pôs a gritar algures nos fundos da sala. Infelizmente, as suas palavras são incompreensíveis, mas o seu gesto está para além de assinalável!

Pela quinta vez, o Jornalista e Professor Domingos da Cruz voltará a sentar-se no banco dos réus, depois de 3 adiamentos sucessivos e uma 4ª deslocação que pouco mais representou do que um novo adiamento, como podem constatar neste artigo do seu colega, Alexandre Neto, que esteve na sala de audiências e continua a acompanhar o caso.

O próximo capítulo desta saga orwelliana terá lugar já depois de amanhã, dia 6 de Setembro, quando se esgotará o tempo concedido ao Ministério Público para “tirar dúvidas” em relação à vigência ou não da lei burramente invocada para assediar o nosso irmão Domingos da Cruz.

No vídeo abaixo, Domingos concede uma entrevista ao Alexandre Neto após sairem da sala de audiências no dia 30 de Agosto, fazendo um breve resumo do que se passou, garantindo que não irá “autopoliciar-se em termos de produção de ideias e pensamentos”, que não se deixa intimidar e que, afinal de contas, a luta é mesmo necessária e urgente!

Dia 6 de Setembro às 9h30, todos os caminhos vão dar ao Palácio Dª Ana Joaquina, para apoiar a resistência da intelectualidade face a bestialidade da força!

Há praticamente um ano, decidimos que iríamos pôr em DVD algum do material que fomos reunindo desde 2011 para contrapor a versão unilateral do regime (reproduzida abusivamente aos órgãos de comunicação públicos e “privados”), material esse que se tem mantido exclusivamente no ciber-espaço, para olhos privilegiados com capacidade para suportar os onerosos serviços de internet na nossa Angola.

De há uns meses para cá demos os primeiros passos, distribuindo aproximadamente 200 cópias pelo Sul de Angola (Huíla, Namibe e Benguela), um trabalho de distribuição abenegado do mano Manuel das Mangas que tem feito questão de documentá-lo no seu facebook.

Para Luanda tinhámos planeado uma atividade de distribuição flash que no passado dia 7 de Agosto finalmente levámos à cabo, distribuindo precisamente 300 DVDs por algumas artérias movimentadas da cidade.

O vídeo que agora vos disponibilizamos, foi editado e montado pelo mano Nelson Dibango, e é uma ilustração de como se procedeu a essa distribuição, não tendo havido nenhuma obstrução à nossa atividade por parte da polícia do MPLA, pelo que correu tudo pacificamente e sem alaridos.



Para os cibernautas, não há grandes surpresas pois 99% do conteúdo pode ser encontrado no nosso canal de Youtube carregando nos links fornecidos abaixo da imagem da capa.

DVD CAPA

01 – Historial das Manifestações

02 – Documentário Al Jazeera

03 – Show Bob/Ikonoklasta 32 é Muito

TEMA: 3 DE SETEMBRO 2011

04 – Últimas Palavras dos Manifestantes (esta versão foi editada e encurtada para menos de 5 minutos. A versão do DVD não existe no Youtube)

05 – Espancamento dos Manifestantes

06 – Alexandre Neto (SIC Notícias) (Não existe no Youtube)

07 – Show Ikonoklasta na Tuga

08 – Angola Acordou

TEMA: 3 DE DEZEMBRO 2011

09 – Início da Marcha no Cazenga

10 – Godzila, o Agressor de Manifestantes

11 – Atrocidades do Regime MPLA

TEMA: CASO ELEIÇÕES 2012

12 – Borrando as Paredes da Embaixada de Angola em Lisboa

13 – Mário e Kembamba Torturados

14 – 10 de Março: Contra Suzana Inglês

TEMA: VOZES SILENCIADAS

15 – 22 de Dezembro: Kamulingue e Kassule

Neste capítulo JES volta a exibir toda a sua descoordenação de oratória contradizendo-se quanto a factos e números que devia dominar até a dormir, enunciando o “enorme esforço na formação de pessoal qualificado” como a maior das realizações do seu governo apenas para dizer a seguir que todos os estrangeiros que venham “ajudar” o país “são bem-vindos, pois, como sabe, aqui há uma grande falta de pessoal qualificado”.

Fala ainda da missão dos chineses em Angola, da sua definição pessoal de “pobreza”, da sua própria sucessão e do que pretende fazer no além (depois de abandonar a presidência).

Finalmente, assume perante todos que no fundo, ele não é homem da política, mas antes um desportista que veio por empréstimo.

Quem lhe emprestou deve-se ter esquecido dele, porque ficou emprestado 34 anos a apodrecer lentamente, estando agora a gangrenar e a feder.

Fique por Barcelona que não deixará saudades!