Nuno Álvaro Dala, o autor

Nuno Álvaro Dala, o autor

ANGOLA precisa de salvação. O estado social apocalíptico em que se encontra a vasta maioria dos angolanos, fruto em grande medida da fundação tirânico-ditatorial do estado e da implantação e manutenção de um regime cleptocrático, corrupto e violador dos direitos, liberdades e garantias dos cidadão conformam o fundo justificacional de salvação de Angola.

Tal como temos afirmado persistentemente, os angolanos estão certamente diante de um grande dilema, um quadro de duas opções, segundo o qual: ou continuam a ser (des)governados pelo regime tirânico- ditatorial e cleptocrático de José Eduardo dos Santos, ou se revoltam contra este regime, levando a cabo um processo de mudança ou reforma no sentido da implantação de um estado democrático e de bem-estar social.

A primeira opção é insatisfatória, pois ela implica a resignação e a manutenção da inaceitável situação em que José Eduardo dos Santos e seu regime continuarão a urinar sobre o rosto depauperado dos angolanos, rosto surrado pela fome, pobreza, exclusão socioeconómica e política e violência policial, fazendo com que os outros povos duvidem seriamente da lucidez e sentido de dignidade dos angolanos. Questiona-se: Será que os angolanos já perderam amor-próprio? Será que os angolanos acreditam mesmo que nasceram para sofrer? Será que os angolanos não estão preocupados com Angola e com as futuras gerações?

Quanto à segunda opção, esta consiste em enveredar pelo caminho da REVOLTA, e isto tem custos, ou seja, o preço da revolução. Mas é a melhor das duas opções, por ser um processo de eliminação do mal pela raiz.

O Manifesto das organizações que mais tarde se fundiram e formaram o MPLA afirma o seguinte: “O colonialismo não cairá sem luta. É por isso que o Povo angolano só se poderá libertar pela guerra revolucionária. E esta apenas será vitoriosa com a realidade de uma frente de unidade de todas as forças anti-imperialistas de Angola que não esteja ligada à cor, à situação social, a credos religiosos e tendências individuais; será vitoriosa graças à formação de um vasto MOVIMENTO POPULAR DE LIBERTAÇÃO DE ANGOLA.”

De facto, há mais de 50 anos, os revolucionários angolanos compreendiam, entre outras questões, que: (1) O fim da colonização portuguesa apenas seria uma realidade com recurso à luta permanente; (2) Tal luta permanente assumiria a forma de guerra revolucionária; (3) A guerra revolucionária apenas seria eficiente e eficaz se os angolanos revoltados se reunissem em FRENTE ÚNICA, regidos por uma visão e uma estratégia de luta que estivesse acima de questões subjectivas como a cor da pele, os credos religiosos e as tendências individuais; (4) O processo de luta seria possível com a adesão popular, ou seja, milhares de angolanos!

Um grande erro foi a criação de vários movimentos de libertação, com visões e estratégias dissonantes tanto sobre a luta como sobre o projecto de tornar Angola num estado independente. Durante a guerra de libertação nacional, lamentavelmente, as questões subjectivas acabaram criando conflitos entre os próprios movimentos, que foram incapazes de fazer uma frente única como a descrita acima.

O resultado da ausência de uma frente única foi a fundação desastrosa do estado angolano. Angola nasceu num acto de proclamação da independência marcado pela divisão, ambição pelo poder, ataques mútuos e guerra fracticida!

Os angolanos travaram entre si uma guerra que durou quase 3 décadas, deixando o país de rastos!

Mais de 10 anos depois do alcance da paz, os angolanos levam uma vida de proporções apocalípticas. O regime eduardino transformou o país na sua quinta! A pobreza, a corrupção quase antropológica, o tráfico de influências, o esbulho de terras, o saque do erário público, o nepotismo, o sistema educativo deformador, o sistema precário de saúde, a bajulação, etc. são as marcas, as características de um país cujo regime é ambiforme e inviabilizador do estado de democrático de bem-estar social.

Efectivamente, não há dúvidas de que os chamados Libertadores da Pátria fizeram de Angola refém das suas visões auto-excludentes por meio de uma ditadura cujo cabeça, José Eduardo dos Santos, não está realmente preocupado com a construção de uma Angola para todos. Ele e seus acólitos transformaram Angola na sua mina privada.

Há mais de 40 os agentes do mal [colonos] eram portugueses. Hoje, os agentes do mal são angolanos, ou seja, os “libertadores da pátria” instalaram um regime prejudicial tão iníquo ou pior que o colonial, que maltrata sistematicamente seus próprios irmãos. Os governantes angolanos não estão preocupados com Angola e os angolanos e muito menos trabalham para a realização social dos angolanos. São um grupo de delinquentes disfarçados em Governo!

Ora, na Angola do século XXI, verifica-se que: “O regime eduardino do MPLA não cairá sem luta. É por isso que o Povo angolano só se poderá libertar pela revolução nas ruas, num processo de contestação política permanente de erosão do regime. E esta revolução apenas será vitoriosa com a realidade de uma frente de unidade de todas as forças contra o regime eduardino do MPLA, uma frente que não esteja ligada à cor, à situação social, a credos religiosos e tendências individuais; será vitoriosa graças à formação de um vasto MOVIMENTO POPULAR DE REMOÇÃO DO PODER DE JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS E SEU MPLA.

Na verdade, Angola já é palco de um processo revolucionário, que encontra nos jovens activistas o rosto de uma geração da mudança que diz basta à José Eduardo dos Santos e seu regime. Uma geração que não se revê nos partidos políticos nem na chamada sociedade civil, grande parte da qual é mera extensão do regime!

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Os jovens activistas, genericamente designados por “Jovens Revús”, têm persistentemente demonstrado que Angola está no mau caminho, por culpa da geração dos que lutaram pela independência. Seus muitos erros levaram Angola ao desastre! ANGOLA FOI SEQUESTRADA E ESTÁ APRISIONADA POR ESTA GERAÇÃO. Esta geração chegou à direcção do país sem projecto político à altura dos desafios. Esta “geração dos libertadores” continua a digladiar-se entre si para sua própria acomodação. É gente que não tem projecto credível para Angola.

O MPLA, a UNITA e a moribunda FNLA são dirigidos pela “geração dos libertadores”, que insistem em manter Angola prisioneira dos seus caprichos!

Os jovens activistas, ou revús, sabem que para a salvação de Angola, mais do que ter este desejo, há que possuir uma visão assente no facto de que ‘o regime eduardino do MPLA não cairá sem luta. É por isso que o Povo angolano só se poderá libertar pela revolução nas ruas, num processo de contestação política permanente de erosão do regime. E esta revolução apenas será vitoriosa com a realidade de uma frente de unidade de todas as forças contra o regime eduardino do MPLA, uma frente que não esteja ligada à cor, à situação social, a credos religiosos e tendências individuais ou seja, que não seja obstaculizada pelo racismo, pelas sectarismo grupal por tipos sociais, pelas particularidades religiosas prejudiciais pelas tendências individuais antagónicas aos objectivos da luta. A vitória apenas será realidade graças à formação de um vasto MOVIMENTO POPULAR DE REMOÇÃO DO PODER DE JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS E SEU MPLA – UMA FRENTE ÚNICA!’

Para os jovens revús, a união, uma visão e uma estratégia de luta construídas democraticamente e a contínua aprendizagem são essenciais para a mudança em Angola – para a salvação de Angola!

Compreendem que sua luta não se rege por agendas egotistas, as mesmas que levaram Angola ao desastre actual. A luta pela erosão do regime actual, a transição e o processo fundacional de uma nova Angola, em que o poder volte a ser do povo, para o povo e pelo povo, são questões que norteiam toda uma luta que só está no começo!

 

Por Nuno Álvaro Dala

An article (for subscribers only) by Louise Redvers sheds light on the permanent violence exerted upon peaceful protesters by the savage police forces under the command of the regime.

 

Peace abroad, but not necessarily at home

Another heavy-handed shutdown of an attempted anti-government protest has stirred anger in Angola, where people are becoming increasingly concerned about the government’s apparently growing intolerance to criticism. The ruling MPLA accuses its detractors of trying to subvert democracy, but opposition parties claim this obsession with maintaining the peace is only serving to stir up more political intolerance.

Angola is working overtime to promote itself abroad as a vibrant economic success story and a beacon of regional stability. In October it won a seat on the UN Security Council, and in January it will take over the presidency of the Kimberly Process, the international body set up to counter the trade in so-called blood diamonds. Meanwhile, local venture funds regularly appear in the international media proclaiming the country’s tantalising investment opportunities. However, although the government pours money into polishing up its external image, domestic tensions are rising. People are increasingly unhappy with how the authorities are reacting to the actions of youth groups and opposition parties that are critical of the ruling Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) and the president of 35 years, José Eduardo dos Santos.

Events in Burkina Faso, where hundreds of thousands of people took to the streets and forced the removal of the long-serving president, Blaise Compaoré, prompted a handful of political activists to give media interviews warning that Mr dos Santos could meet a similar fate. In response, a number of leading MPLA figures spoke out, calling on people to keep the peace and maintain order. More controversially, the main opposition party, the União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), was accused of inciting violence through public protest, and in mid-November the state-owned Jornal de Angola ran a front-page story in which the interior minister, Ângelo de Barros Veiga Tavares, warned of “veiled efforts” to overthrow the democratic regime. Mr Veiga Tavares also called on the security services to “intensify their surveillance” and ensure law and order were maintained.

This is not the first time the government has adopted a highly defensive tone against its critics, and nor was the heavy-handed shutdown of youth protests in late November the first of its kind. However, the cumulative effect of the threatening language and growing catalogue of allegations of police cruelty is to provoke new tensions that could, if left unchecked, lead to more sustained social unrest.

Security services on trial?
Another headache for the government is the resumption in November of the criminal trial of seven security agents accused of killing two activists who went missing after an anti-government protest in May 2012. For 17 months the authorities denied any knowledge of the whereabouts of Isaias Cassule and António Alves Kamulingue, but in November 2013, following sustained civil society pressure, the attorney-general finally admitted the pair had been kidnapped and probably murdered.

Local media have devoted substantial space to pouring over the details of the case, including claims from within the State Intelligence and Security Service that one of activists had been recorded meeting with a supposed agent from the US’s Central Intelligence Agency, who it later transpired was a Human Rights Watch researcher of Swiss nationality. The trial is a major embarrassment for Angola’s security services and for the country generally and it jars with the glossy promotional videos shown at “invest in Angola” roadshows.

November was also the first anniversary of the death in custody of Manuel Ganga, a member of the country’s third-largest party, the Convergência Ampla de Salvação de Angola-Coligação Eleitoral (CASA-CE). Mr Ganga was detained by presidential guards after distributing posters advertising a protest march reacting to the admission from the attorney-general that Mr Cassule and Mr Kamulingue were dead. Mr Ganga was, it was reported, shot, because he tried to escape detention.

To mark Mr Ganga’s death—for which no-one has yet been charged—CASA-CE and his family members led a procession through the capital, Luanda, on November 22nd. This passed off peacefully, but later that day riot police detained a group of youths who tried to stage a protest calling for the resignation of Mr dos Santos. Officers locked down part of the city centre to prevent their passage and there are claims—apparently backed by photographs on social media—that some young people were beaten while in detention.

This seemingly disproportionate response to a small group of placard-carrying young people reveals a nervousness, even a paranoia, on the part of the authorities. No-one, not least the young people themselves, expects these demonstrations to start an Egypt-style revolution; rather, their protests have become about the principle of exercising their constitutional right to freedom of expression and assembly.

For several months, different members of the loose group calling itself the Movimento Revolucionário Angolano have been staging “pop-up” protests to test the reactions of the authorities, who have on the whole taken the bait and made arrests. Every detention is more grist to the mill for lobby groups like Human Rights Watch and Amnesty International, both of whom have in recent months issued damning appraisals of the Angolan government.

The MPLA’s hegemonic grip on Angola’s economy, middle classes, cultural sector and religious movements means that any sort of Burkina Faso-style “African Spring” is highly unlikely. However, anger is fermenting, and with the continuing falling oil price likely to lead to cuts in public spending over the coming year, the government is going to have to work twice as hard to win the confidence of its population. Being so prickly about criticism is not the best way to do so.

 

 

O Semanário Agora tem sido o único da imprensa circulando em formato papel a tratar assuntos envolvendo manifestantes com o destaque e abordagem merecidos (devidos?). Não estamos a defender que as peças tenham de tomar partido, mas tão simplesmente que sejam feitas, que não estejam secundarizadas, (apenas) escondidas numa coluna de fim de jornal, como se de um assunto pouco relevante se tratasse.

Estamos, desta vez, a falar de uma abominável sessão de tortura perpetrada pela Polícia Nacional de Angola e, enquanto a maior parte dos jornais “privados” faz tábua rasa ou apenas aflora o assunto (Carlos Ferreira, à página 19 do NJ, sem nunca referir-se ao nome da Laurinda, fala do inaceitável comportamento da polícia ao reprimir violentamente cidadãos, em forma de “ponto prévio” à página que lhe é dedicada, derivando depois imediatamente para José Sócrates, da Lituânia, Nações Unidas e… do Real Madrid).

O próprio semanário Agora, de forma absurda e paradoxal, consegue encontrar uma razão mais forte para dar nota positiva à polícia nacional (colocando-a no “sobe” na secção de Sobe & Desce por, imaginem, ter sido bem sucedida ao “apertar o cerco” aos taxistas), do que ser coerente com a sua primeira página, editorial e pequenas colunas que lhes sucedem.

Vamos só já suspirar porque a oração já deu o que tinha a dar.

AGORA_901 - CApa LauAGORA_901 - Editorial LauAGORA_901 -  Lau 01AGORA_901 -  Lau 02 Mario PaivaAGORA_901 -  Lau 03 VHAGORA_901 -  Lau 04 Sobe e Desce

 

Laurinda foi alvo de uma longa sessão de tortura por parte de 7 oficiais da Polícia Nacional de Angola e agentes da Segurança de Estado.

"Do you remember the days of slavery?" - Burning Spear

“Do you remember the days of slavery?” – Burning Spear

Ao começarem a emergir as imagens que atestavam para o “excesso de zelo” (por alguma razão, toda a hierarquia da polícia parece ser particularmente apreciadora deste eufemismo), começaram igualmente a fazer-se sentir as reações públicas de repúdio pelo ato e de solidariedade para com a nossa Laurinda (Reginaldo Silva, Aline Frazão, Bob da Rage Sense, Mónica Almeida, para citar apenas alguns dos nomes cintilantes do nosso “jet5″, omitindo propositadamente aqueles de quem a reação já seria aguardada com naturalidade, sem no entanto os considerarmos menos importantes) e de entre as várias propostas, uma muito interessante pela sua abrangência e envolvimento direto tem a ver com a abordagem individual de cidadãos para subscrever uma nota de repúdio a essa prática reiterada por parte dos homens da farda, violando de maneira flagrante e persistente à Constituição da República, forjando no processo uma relação com o cidadão que reflete pânico, rancor, raiva, desdém, enfim, tudo, exceto RESPEITO.

A campanha começou hoje, por iniciativa do professor universitário Nuno Álvaro Dala, depois de uma conversa de um par de horas com outros 4 jovens na UCAN, onde, ato contínuo, se procedeu à recolha das primeiras (retumbantes) 375 assinaturas.

Segue abaixo o texto na íntegra, caso queiras recolher também assinaturas na tua zona, local de trabalho ou outro, copia o texto, cola-o num ficheiro word e, uma vez as assinaturas recolhidas, scaneia a página das assinaturas e envia-a para nós por correio eletrónico (dia7angola@gmail.com).

 

CAMPANHA CONTRA A VIOLÊNCIA POLICIAL

A Polícia Nacional de Angola tem agredido sistematicamente cidadãos que tentam exercer seus direitos, constitucionlamente consagrados. A Constituição da República de Angola, artigo 31, diz:

A integridade moral, intelectual e física das pessoas é inviolável. O Estado respeita e protege a pessoa e a dignidade humanas.

A Polícia tem violado o direito dos cidadãos à integridade física. Cidadãos têm sido barbaramente agredidos ao exercerem seus direitos. No dia 23 de Novembro de 2014, foi brutalmente espancada a jovem estudante Laurinda Gouveia, que precisou de tratamento médico. Ela ainda está a sofrer as consequências dos espancamentos que levou dos agentes da Polícia.

JUNTE-SE A NÓS PARA EXIGIRMOS JUSTIÇA ÀS AUTORIDADES!

Queira assinar seu nome abaixo:

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Para todos os que nos acompanham no facebook não estamos a trazer aqui propriamente uma novidade: a Polícia voltou a martelar impiedosamente, mas desta vez com requintes de maldade excecionais e com executores graduados. É sobretudo chocante desta vez pelo facto de:

1 – a polícia estar em números absurdamente superiores ao dos manifestantes (várias dezenas, fortemente armados, incluíndo com metralhadoras vs quatro jovens inconsequentes que, passando pelo largo, acharam inconcebível aquele aparato de guerra e resolveram provocar o “leão”);

2 – terem feito um banquete de duas horas de tortura à uma menina universitária de 26 anos, como se estivessem a agir sobre um daqueles suspeitos de terrorismo em Guantánamo, com toda a fúria de quem acredita estar a defender um interesse nacional superior, completamente alheios às várias convenções internacionais sobre direitos humanos ratificadas por Angola.

Laurinda, alguns dias antes do protesto

Laurinda, alguns dias antes do protesto

A notícia já foi amplamente divulgada, tanto na nossa página de facebook, como no Maka Angola, VOA e Deutsche Welle, para não mencionar os milhares de partilhas e comentários de indignação que se contagiaram o nosso ciberespaço nas últimas 48 horas e, por esse motivo, iremos poupar as palavras para não ser repetitivos e deixar-vos apenas com as imagens que falam por si.

Dentre os partidos políticos, o único a reagir oficialmente foi, até agora, o Bloco Democrático.

Dias antes das datas agendadas para as manifestações, a deputada Mihaela Webba (UNITA) fez uso do seu facebook para desencorajar a juventude de tomar parte em ditas manifestações por ter informações que o regime ia “atirar a matar”, sublinhando que nenhuma das estruturas do seu partido iriam aderir ao(s) evento(s). Ficamos sem perceber se o recado seria para a juventude ou para o MPLA, mas uma coisa ficou clara, não devemos esperar pronunciamentos oficiais por parte da UNITA pois “fomos advertidos”.

Desta vez a coisa não vai ficar por aqui.

Laurinda e Odaír na ambulância

Laurinda e Odaír na ambulância

Baixa de Cassange

Odaír Fernandes exibindo um corte profundo na cana do nariz

Laurinda 23 Novembro Hospital 00

Laurinda 23 Novembro Hospital 01

Laurinda, inconsolável, não conseguia parar de chorar

Laurinda 23 Novembro Hospital 04Laurinda 23 Novembro Hospital 05

- Political party CASA-CE via its youth wing, JPA, will organize a protest on the 22nd and 23rd of November 2014, going into the city of Luanda from the south-east to the Santa Ana cemetery over the Avenue Avenida Deolinda Rodrigues, with an outdoor Mass and prayer at 15h.
– The motto is: “Ganga – An example of patriotism and courage and an inspiration for the change of regime in Angola”, to demand the bringing to justice of the responsible for the death of their member Hilbert Ganga by the Presidential Guard.
– The activist was killed by a bullet on the 22nd of November last year by an individual belonging to the Presidential Guard when, with other colleagues, he was putting up pamphlets which announced an upcoming protest.

Translation of  Voice of America’s (VOA) article dated November 5th, titled: Casa-Ce planeia manifestação contra silêncio sobre morte de Hilbert Ganga

CASA-CE PLANS A PROTEST AGAINST THE SILENCE AROUND THE DEATH OF HILBERT GANGA

One year later remains to be solved the assassination of activist Hilbert Ganga by the Presidential Guard.

Manuel José, 5-11-14

The youth wing of Casa-CE plans to organize a protest this month to demand to bring to justice the responsible for the death of their supporter Hilbert Ganga by the Presidential Guard.

The activist was killed by a bullet on the 22nd of November last year by an individual belonging to the Presidential Guard when, with other colleagues, he was putting up pamphlets which announced the realization of a protest.

The Patriotic Youth of Angola (JPA) announced today, 5, that it will execute a series of activities this month, with the highlight of a march on the 22nd of the current, departing from the Estalagem neighborhood in Viana, to reach Santa Ana cemetery, where an outdoor Mass will be carried out, starting at 15 hours.

The march, according to Levergildo Lucas, secretary for Political Affairs for the JPA, is intended to press the authorities to hand over to justice the assassins of Hilbert Ganga.

“We won´t stop to mention the name of José Eduardo dos Santos, the President of the Republic who until now did little to nothing to let the direct culprit of the assassination of Ganga be presented to justice”, he said.

“We, the youth, will continue to fight to make sure the direct perpetrator just as the moral actors of this crime will have to respond in court”, he added.

Lucas admitted, however, there are indications that “the accused will be brought to judicial authorities to let him be tried and we are waiting because we are under pressure from family and the society”.

The journey of the JPA will begin on Thursday and will end on the 23rd of this month under the motto “Ganga – An example of patriotism and courage and an inspiration for the change of regime in Angola”.

- On the 22nd and 23rd of November 2014  peaceful protests for political reform in Angola will be held by young activists.
– The protests will take place at the Independence Square, and at the surroundings of the constitutional court and, tentatively, the presidential palace.
– A letter is subscribed by new groups with integration of already renowned conglomerates like the Revolutionary Movement of Angola MRA.

 

Translation of Letter to Provincial Government

NATIONAL COUNCIL OF ACTIVISTS FROM ANGOLA
To the Provincial Government of Luanda – Cabinet of the Governor – Luanda

Topic: Communication of the realization of a protest on the 22nd and 23rd of November 2014.

Excellency, we are members of the civil society (civil activists), our activities pertain to what we think is a contribution to the construction of a democratic society. We are leaving you this letter, to communicate to government authorities, under article 47º of the constitution of the Republic of Angola, that we will carry out a peaceful protest on the 22nd and 23rd of November 2014. The aforesaid protest will have its assembly point at Independence Square at 15h, with the start at 22h in front of the constitutional court. At 23h we are going to be protesting in front of the presidential palace under the slogan ´political reform in Angola´.

Thereby demanding before Africa and the world the immediate resignation of José Eduardo dos Santos from the position of president of the republic.

It will be featuring members of the Revolutionary Movement.

Protest Movement of Angola
Revolution Movement of Angola
Angolan Reformer Movement
Activists Union of the 18 provinces and the people in general

Without further points of concern we wish you a good health

Luanda, 10 October 2014.
National Council of Activists from Angola – Different Peoples One Nation … To Liberty
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