Desabafo de Agostinho Gayeta

Posted: June 24, 2012 in A Voz do Povo, Argumentos

Não sabemos se o mano Agostinho é realmente subordinado desse Sr. Álvaro, mais outro desinformador disfarçado de doutor. Talvez se tenha referido a ele como chefe ironizando o nome da rubrica do editor do “Jornal Popular” (quantos de vocês já ouviram falar nesta publicação antes?), atacando-se ao argumento paupérrimo e insistente da “violência” e da “ilegalidade”. Foi partilhado no nosso facebook e achámos interessante publicá-lo aqui na nossa rubrica “A voz do povo”.

Chefe Mujimbeiro: Fora da lei, não!

“Por isso deixo aqui um grande apelo: respeitemos
os órgãos de soberania do País e lutemos
pela preservação da Paz, Progresso e Estabilidade”.

Meu caro Chefe Mujimbeiro, não deixas de ter razão ao fazer este apelo, mas gostaria que fosses mais coerente, claro, objectivo e ao mesmo tempo crítico, indo mais ao fundo da questão dos ex-militares.Não é que eu esteja a favor da desordem, da arruaça, como se ousou chamar, ou de qualquer outro acto que esteja fora dos marcos da legalidade e a favor da desordem e tudo resto…Embora, a meu ver, o que tenha ocorrido na Quarta-feira 20, não é nada mais que o resultado da tentativa de “abortar” a possibilidade de pacatos cidadãos indefesos exercerem um direito consagrado pela Constituição da República.

É verdade que o exercício de um direito legal não pode pôr em causa a estabilidade, a segurança e ordem pública/social (que neste caso só aconteceu graças a “infeliz pronta intervenção” da polícia nacional com todo seu dispositivo “bélico”, como se de uma guerra ou tentativa de assalto ao poder se tratasse). Bastava apenas o diálogo para se evitar os contornos alcançados, com dezenas de feridos, distruição de meios materiais, instabilidade na cidade capital, para não falar do pânico que se instalou.
E para concluir, caro Chefe Mujimbeiro, em manifestação alguma, que eu tenha conhecimento, além desta é claro, os manifestantes estiveram tão revoltados como nesta última. Como te sentirias se tivesses entregue toda sua juventude para a salvação da pátria, para o alcance da paz e volvidos dez, quinze ou vinte anos simplesmente fosses abandalhado?
Lembra-te que eles perderam o tempo por uma causa nobre, à estabilidade política e social do país.
Por isso, e reitero aqui, é justa uma manifestão de protesto para reivindicar direitos legais ademais os consagrados na lei magna de Angola, mas não é correcto quando se olha para o exercicio de um direito como se de uma tentativa de “golpe de estado” se tratasse. Julgo e como Mujimbeiro que é o Chefe, devia aproveitar este espaço do seu e nosso Popular, que penso ter estado ao alcance de grande parte da população (a julgar pela sua distribuição gratuita) para apelar aos órgãos de Justiça, de segurança e ordem pública deste país, que a meu ver são sérios, bem como os nossos “queridos” membros do Executivo no sentido de tomarem medidas justas para que se acabe com os protestos desta natureza, dando é claro, o que aos ex-combatentes é devido. O país deve isto a estes homens, muitos perderam a vida, famílias, amigos tios, etc para salvar à Pátria amada.Ao contrário do que vão fazer amanhã no estádio 11 de Novembro. O dinheiro a ser gasto nesta actividade daria, fazendo as contas de forma aleatória, para reduzir a dívidas com estes ex-militares (muitos deles membros de base do partido da situação). Dinheiro não falta, basta olharmos para dimensão das actividades que são organizadas…
Pense nisso, caro Chefe Mujimbeiro!

Agostinho Gayeta

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