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Actos de Nobreza e Paz

Posted: December 10, 2012 in Estiguem o Imperador, Humor

Este slogan pertence ao Santos Futebol Club, braço desportivo da FESA cujo patrono é o cidadão José Eduardo dos Santos. Na prática, eu não observo no dito patrono, actos de nobreza e paz. E para provar-me o contrario, que o mesmo ou alguém mandatado por ele me responda as seguintes perguntas inquietantes:

1.       É nobreza um vivo e um morto ser a cara da moeda corrente de seu pais?

2.       É paz afirmar ser herdeiro da miséria e pobreza, quando santimoniosamente ostenta opulência estonteante?

3.       É nobreza aprovar + investimento no betão do que no cidadão?

4.       É paz deixar de explicar-se publicamente a respeito do filho do Sr. João Beirão (1º presidente da FESA) que tenta ‘salvar’ o pingo de santidade que resta no patrono da FESA?

5.       É nobreza silenciar as vozes e canetas que clamam a si + atenção + educação + habitação, visto que abocanhaste o título de arquitecto da paz?

Pode ser que essas minhas perguntas, venham a ser mal compreendidas a ponto de ser caçado e eliminado…  se isso ocorrer, então o slogan actos de nobreza e paz é + de um capeta que persiste em transformar-se em santo/anjo de luz.

 

Respeitosamente,

Servidor Público (TDS)

Enquanto a maioria borra-se toda de sequer colocar um “gosto” ou “partilhar” com o seu ciclo de amigos informações reveladoras do estado do país em que (sobre)vivemos, outros desafiam os seus próprios temores diária e publicamente de forma destemida, tornando a luta pela democracia um MODO DE VIDA.

Grande abraço ao Centraleiro Fábio Sebastião, por circular pelas ruas de Luanda com a frase mais controversa dos últimos dois anos, arriscando-se a sofrer por isso represálias vigorosas. ARTIVISTA!

Artivismo Fábio Sebastião

Este texto está sublime! Consegue transferir para o leitor a panóplia de emoções por que passa o autor, esperança, desencanto, tristeza. Uma leitura que nos absorve e nos leva a refletir, a aceder e, provavelmente, a desanimar. Leitura obrigatória. Aqui reproduzimos um excerto reencaminhado-vos depois para o post original no site do próprio:

Trazendo para aqui uma interpretação autêntica da minha “Angola: a terceira alternativa”, em conjugação com tudo que venho afirmando, desde que apenas foi anunciado o “golpe político e jurídico-institucional” de José Eduardo dos Santos, contra a Constituição histórica de Angola, as eleições de 31 de Agosto são, desde logo, um jogo num plano inclinado, a favor do golpismo. Se se quisesse uma metáfora olímpica mais esclarecedora, diria que estamos perante um jogo em que há uma baliza de um metro de largura para o país marcar (não falo só da oposição político-partidária) e outra com, por aí, uns dez metros, para Sª Excelência o Senhor Presidente-candidato enfiar os seus estrondosos golos, calmamente.

Foi efectivamente um golpe de mestre, se analisado sob um ponto de vista daqueles que vêm a política como a “arte do possível” e quando nesse “possível”, tudo é permitido, mesmo que seja contra consensos arduamente elaborados por uma sociedade durante todo um processo histórico anterior, contra o Direito, contra toda a moral e contra qualquer tipo de ética.

Foi um golpe efectivamente fulminante, antes de mais, contra o próprio programa de um partido de grandes responsabilidades nacionais como o MPLA, regressado aos seus iniciais ideários democráticos, no princípio dos anos 90 do século passado. É esse golpe de mestre, assente em antecedentes explicitados no “Angola: a terceira alternativa”, que permitiu que José Eduardo tenha imposto um provável candidato a sua sucessão, sem dar a mínima possibilidade de disputa a outros e mais carismáticos líderes, do que hoje deveria ser um tão múltiplo e multifacetado MPLA, sem dramas.

Apesar de tudo, não tendo argumentos para contrariar o aforismo “política como a arte do possível” (mas um “possível” que deveria ser para o bem da sociedade e não de uma casta) esperava que estas eleições de 2012, que poderão, anunciadamente, servir para agravar ainda mais o nosso “plano inclinado”, podem, igualmente, constituir uma oportunidade para desagravá-lo. Por exemplo, se este Presidente perdesse ao menos a inimaginável e arrogante maioria que tem através do “sequestro” a que submete o MPLA, no qual já não é possível votar sem reforçar a arrogância, o açambarcamento à luz dia, o nepotismo, o cinismo, enfim, o desprezo total de tudo quanto não seja o “eu posso e mando”, já seria meio caminho andado para sossegar até o próprio Eng.º Manuel Vicente, que desta vez sim, estaria imune de qualquer derrube na grande área, por quem lhe passou a bola. Todos entendem o que quero dizer: o nosso verdadeiro Engenheiro…

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Makuta Nkondo recebeu anteontem, 2 de Agosto, uma nota de Processo Disciplinar movido pela Assembleia Nacional ao abrigo da “Lei Parlamentar de Ética, Decoro e Bons Costumes”. Tudo porque o papoite resolveu pedir que o cidadão José Eduardo dos Santos exiba a sua certidão de nascimento, que sustente o que defende a sua biografia oficial: que nasceu no Sambizanga a 28 de Agosto de 1948.

Diz que ao não fazê-lo levanta suspeitas sobre a sua naturalidade e que, ao abrigo da Lei da Segurança de Estado, o cargo de Presidente da República só pode ser ocupado por um angolano-nato, ou seja que não tenha nem dupla nacionalidade, nem nacionalidade adquirida. Isso alega Makuta Nkondo, aproveitando para, bem ao seu jeito incendiário, exigir a destituição imediata de JES do cargo de Presidente da República, assim como a sua detenção imediata por ser um “intruso e ameaça à Segurança de Estado”.

Vamos assumir que, pelo menos, estes pronunciamentos têm o condão de trazer um pouco de desejável agitação num parlamento onde, apesar da vida escandalosamente miserável à qual a maior parte dos angolanos se submete, a temperatura das discussões está sempre a uma temperatura amena. Em defesa do deputado Makuta e usando da comparação mais flagrante que nos ocorre, diremos que também Obama foi confrontado pelo Donald Trump acerca da sua nacionalidade e este não fez mais nada senao enterrar o assunto, exibindo publicamente a sua certidão de nascimento. Porquê que para JES é tão humilhante aceder a uma questão legítima, que ainda por cima tantas ondas tem levantado acerca de algo que deveria ser ínfimo?

 

Entrevista conduzida pelos centraleiros: Luaty Beirão, Carbono Casimiro e Pandita Nerú

 

O tema novo do katró é uma homenagem a um clássico do hip hop lusófono, “O Resto do Mundo” do enormíssimo Gabriel o Pensador, no seu primeiro álbum homónimo de 1993.

Neste som, MCK fantasia não sobre a ascensão da rua para a Favela como faz o homenageado, mas da favela para o luxo que, existindo, passa a ser alvo dos sonhos de qualquer pessoa que projecte para si e para os seus uma vida melhor, menos sofrida, com as regalias e abundância que caracterizam essa quimera.

O nosso Diaraby dá-nos nada mais do que podemos esperar dele, uma mistura cada vez mais apurada e refinada entre critica mordaz, implacável, sem pinças ou paninhos quentes, que escarafuncha a ferida, e um humor deliciosamente infantil que tempera o tom, fazendo com que seja praticamente impossível levá-lo a mal, exceptuando deste rol de pessoas civilizadas, as bestas quadradas que inspiraram o recente artigo que escrevi sobre ele e que poderão consultar aqui.

Nesta altura em que a retórica nos discursos de JES é cada vez mais contrastante com as praticas homicidas que se vivem no terreno e às quais estão sujeitos quaisquer detratores deste regime déspota, a firmeza de actores sociais como o MCK nas suas trincheiras ideológicas, são mais do que actos de louvar, são actos para se divulgar aos 4 ventos, mesmo que também agreguem valor comercial, né katró?

Façam o download do tema “Talatona” neste link que catámos no blog cenasquecurto.net

Luaty Beirão

Depois de um braço-de-ferro estúpido que violava abertamente a lei eleitoral acabadinha de sair do forno, eis que se dá a capitulação da Tia Suzy, não por decisão pessoal baseada na verticalidade e rigidez deontológicas (que deveriam ser) inerentes a qualquer académico erudito da lei, como dizem ser a Srª Inglês, mas porque a UNITA levantou os calores e, desta vez, decidiu juntar atos às promessas de reação nas ruas. É um infortúnio que a Srª se tenha colocado na posição de agora aparecer enxovalhada, humilhada perante o país. Prova-se assim que não é o Sr. Cristiano André,  nao é a (in)justiça angolana que funciona, sao as (in)conveniências que AS RUAS causam ao poder instituído que realmente fazem funcionar a nossa “democracia”. O sinal está enviado por parte do próprio governo, eles só repõem a legalidade quando se sentem pressionados pelas ruas, por isso, vamos abolir a Assembleia Nacional onde se brinca aos políticos e a confecção de leis decorativas e vamos começar a exigir os nossos direitos onde eles são ouvidos: MANIFESTAÇÕES EM TODO O TERRITÓRIO NACIONAL!

Estas duas imagens, coloriram a nossa manhã com gargalhadas e por isso vamos partilhá-las aqui. A primeira vinha acompanhada de uma modificação à letra do Matias Damásio que achámos digna de publicação também:

DEPOIS DO TEATRO “EU SOU PRESIDENTE DA CNE”, HOJE SUZANA INGLÊS ACORDOU CANTANDO ESTE SOM:

É o fim, parece mentira mas é verdade,

pois para mim era bom que não fosse realidade (2x)
Ilegalidade é tão ruim…
Ser nomeada na ilegalidade,
contribuindo para fraude,
para amanhã sair por causa de uma anunciada manifestação da oposição.
Porque, que tudo tem que ser assim…
De acordo com as tuas ideias maquiavélicas
e já nem sequer pensas na imagem e reputação alheia.
(…)

E CHORANDO ELE PERGUNTAVA RETORICAMENTE:
Porquê JES… Porquê JE! Porquê JES?
Eu sempre fui uma das tuas melhores serviçais.
(…)

BREVEMENTE O “LIVRO” E O “DISCO”… ADEUS SUZI


Image

*E, se calhar também, o Semanário Angolense

Caro leitor! Comprou o Jornal de Angola e teve que imediatamente vomitar o almoço depois de ler mais um editorial do José Ribeiro em elevado estado de decomposição? Comprou o Jornal de Angola e agora está com a casa toda a feder, devido a quantidade de lixo naquelas páginas? Não desanime! A Central está aqui para ajudar! Sugerimos 5 usos para o Jornal de Angola:

1) Embrulho

Precisa de embrulhar algum objecto de vidro para uma viagem qualquer? Já não tem material que forre? Use o Jornal! As páginas do editorial, principalmente as escritas pelo Afonso Bunga ou Paulina Frazão ou Artur Queiróz ou José Ribeiro são particularmente firmes para este propósito!

2) Acender o carvão

Dia de boda? Fim de semana e família veio em massa para o cacusso e os grelhados? Tem falta de material que ajude a acender o carvão? O Jornal de Angola é perfeito pra isso! Tem aí espalhadas as edições do mesmo dia ou semana? Bota no fogareiro! Acende o carvão! Pra quê gastar mais dinheiro se a palha toda já está aí? Luanda é uma cidade cara…toca a economizar. Se precisar de mais, é só comprar e pôr no carvão. Estará a lambuzar-se com cacusso em minutos!

3) Fazer aviões de papel

Qual foi a última vez que deste voz a criança que vive dentro de ti? Qual foi a última vez que fizeste um avião de papel? Tens Jornal de Angola em casa? Compraste a edição de hoje e não conseguiste sequer passar a capa? Toca a fazer aviões de papel! Se não é pra ti, então pega no teu filho e o ensina como fazer! Que bela ideia para passar uma bela tarde com os filhos e sobrinhos! Leva-os a Ilha ou a Fortaleza e aprecie os belos voos dos vossos aviões de papel!

4) Apanha-tintas

Está a pintar as paredes de casa? Não quer sujar o chão? JORNAL DE ANGOLA! Pegue na edição de hoje e espalhe pelo chão. Assim, enquanto pinta a parede não tem que se preocupar com a tinta a sujar o chão. Em vez disso, a tinta cairá na foto do Zé Kitumba que mais uma vez conseguiu ser capa! Genial!

5) Papel Higiénico

Esta já sabiamos, não é? Comeste calulu de peixe seco E feijão de óleo de palma à noite? Esqueceste que não tens papel higiénico em casa? A loja do Mamadou já fechou? Não há problema. Tás a ver ali no canto da casa de banho o editorial de hoje do Jornal de Angola, escrito pelos escribas do costume? Diz o pessoal que estas páginas são especialmente macias! Toca a ser higiénico, é para isso que serve o Jornal!

Tem mais ideias de como o Jornal de Angola pode ser usado? Escreva nos comentários!

Estas últimas semanas têm sido particularmente interessantes no que toca a inspiração com a qual o regime presenteou alguns setores da sociedade civil que, não obstante já o fazerem de formas mais omissas, resolveram sair da sombra e colocar-se sobre os holofotes que incandeiam aqueles com atrevimento de assumir as suas ideias antagónicas com o regime vigente, pelo menos no que toca ao assunto que queriam tornar tabú, associando-o à tudo que há de mais negativo: confusão, guerra, 27 de Maio, mortes desnecessárias, em suma, instabilidade. Parece que foi preciso chegar ao ponto dramático de se amarfanhar um senhor da nata da política angolana para (alguns deles) reagirem, mas o mais importante é que o fizeram e fizeram de maneira clara e contundente, colocando-se do lado da lei e da razão e opondo-se veementemente ao argumento da força e da intolerância.

Alguns dizem-nos para desistir, que “isso vai acabar mal”, para nos dedicarmos as nossas vidas e aproveitar as (escassas) oportunidades que o país nos dá, que a luta é inglória e, de facto, há momentos em que chegamos a sentir-nos abalroados pela dura realidade: ainda não conseguimos juntar mais de 2000 pessoas para protestar nas ruas, se calhar o medo é algo que leva tempo a desconstruir, se calhar não vale a pena. Mas, a cada nova etapa, a cada nova voz que se junta a nós, esse sentimento de desamparo nos deserta e voltamos a sentir o vigor, a energia, a certeza de estarmos a fazer o que é certo de volta.

Alguns dos nossos parceiros mais ativos, anteriores às nossas movimentações de rua, o Projeto Kissonde e a Associação Omunga, lançaram recentemente uma campanha cada um, que são para nós revigorantes e inspiradoras pois parecem acrescentar valor a todo o trabalho que já têm vindo a desempenhar a volta da ideia de participação crítica e consciência do dever cívico de exercê-la:

A campanha do Kissonde é um spoof da campanha de lavagem de imagem do regime “Angola Faz” que ele chamou convenientemente de “Angola Desfaz”. Infelizmente as imagens só podem ser vistas no Facebook, por isso, para quem tenha conta nessa rede social, procure por “Projecto Kissonde”.

A campanha lançada pela Omunga é uma que está graficamente genial e que incentiva as pessoas a darem a cara como forma de subscreverem ao conceito que se foca na resistência à criminalização de um direito constitucional que é o de se manifestar. Chama-se “Por Uma Angola Livre” e está a inspirar-nos bwé, tem força para ser galvanizadora e por o pessoal a perceber que quantos mais formos a aceitarmos estar sob a luz do holofote incriminador, mais amparados nos sentiremos e menos eficaz se torna a técnica do silêncio pela intimidação musculada.

AGORA É A HORA! NÃO PODEMOS MAIS DAR UM MILÍMETRO QUE SEJA À OPRESSÃO, TEMOS DE DIZER “BASTA DE VIVER SUBJUGADO PELO MEDO!”, JÁ!

 

Projeto Kissonde, nosso mano, parece que vai começar a aparecer concorrência (esse veio com sombra e tudo). Que coisa boa e salutar. Humor é uma arma que faz estragos, vamos todos partir o pedestal do maioral!

 

República das Bananas

Posted: December 23, 2011 in Estiguem o Imperador

Humor mwangolê do mais sublime que há, cortesia do generoso distribuidor de gargalhadas http://www.kissonde.net

 

O NOVO BRASÃO DA REPÚBLICA