Archive for the ‘Manifestação dia 3 de Setembro’ Category

Este tema é uma narração dos factos ocorridos no dia 3 de Setembro de 2011 e uma maneira de assinalar o aniversário dessa fatídica data, na qual o regime perdeu finalmente o temperamento e resolver passar para a contra-ofensiva, punindo barbaramente os jovens que contestam o seu poder e a sua figura-de-proa, o Rei Presidente, Juzé JES’us.



Isto foi antes de haver um MR, antes de denominações, oficializações ou estatutos, antes das diferenças se tornarem desavenças, antes das acusações, das cessessões e animosidades. Sem saudosismos, apenas com muito carinho pelas memórias dos momentos que partilhámos e um declarado desejo que, na falta de podermos caminhar de mãos dadas, que cada um encontre o seu caminho sem inviabilizar o do outro, pois o fim que buscamos é partilhado.

O sample é da música “Milhorró” dos Kiezos, tema que serviu para mandar embora o velho colono e utilizado agora com o mesmo fim!

Sem grande pompa, na circunstância dos 2 anos sobre a data em que tudo se passou, aqui fica o primeiro tema informal da Central Angola.

Não se vende. Não se compra. Descarrega-se. Reutiliza-se.

Se quiseres fazer uma nova letra, referente a outro facto, pede o instrumental.

O mp3 pode ser baixado aqui

A cada dia que passa, a “ventania” continua a ser descredibilizada. Os factos estão à mostra para todo mundo ver, e só não vê quem não ver. Diz o ditado que o pior cego…

Nas imagens que se seguem é possível ver o modus operandi da dupla ‘Milícia – Polícia’ que actua nas manifestações. Depois de uma surra bem dada à jovens indefesos e em pleno exercício dos seus direitos constitucionais, a dupla do terror ate ri-se. As imagens que se seguem não só descredibilizam a “ventania” como também descridibilizam o porta-voz da Polícia, Nestor Gourgel, o Ministro do Interior, Sebastião Martins, alguns “opinion makers” e “jornalistas” da nossa praça, e todos aqueles que insistem que não há nenhuma relação entre as mílicias armadas e a Polícia Nacional. O que por si só revela o engajamento das mais altas autoridades do país na recorrente violência contra quem pensa diferente.

É que a mentira tem pernas curtas!

No dia 30 de Dezembro publicamos este mesmo vídeo mas sem a análise que o mesmo merece; à primeira vista o vídeo até pode parecer pouco esclarecedor. Mas passando-o a pente fino e fazendo uso do efeito câmara-lenta em diversos momentos, para sublinhar acções que poderiam passar desapercebidas ou para reforçá-las, estas imagens confirmam o que há muito temos dito: a Polícia Nacional age em total conformidade com elementos à paisana não identificados e estes por sua vez usam da violência extrema contra os manifestantes pacíficos. Este vídeo prova, de uma só vez, várias verdades:

  1. O regime usa da violência gratuita para agredir jovens manifestantes pacíficos e desarmados.
  2. O julgamento ridículo contra os manifestantes foi totalmente encomendado; nestas imagens é possível ver de que lado estão as armas e os objetos contundentes, e que as provas usadas contra os manifestantes foi pura e simplesmente fabricada.
  3. Nem a polícia nem estes agentes à paisana do SINSE respeitam a dignidade humana, a integridade física do cidadão angolano e a lei estipulada na Constituição da República de Angola que o próprio regime aprovou sem auscultar a sociedade civil no seu todo.
Esta é a natureza do regime angolano.

No dia 3 de Setembro, se bem se lembram, os manifestantes foram acusados de terem praticado uma série de agressões aos agentes da ordem pública, 21 acabaram presos, julgados “sumariamente” e 16 foram condenados. Depois, esta farsa veio a ser anulada pelo Tribunal Supremo…. 43 dias depois!!! O que muita gente esquece, é que o Dr. David Mendes, na altura, alegou ter um vídeo que provava, sem margem para discussões, a inocência dos manifestantes. Por alguma razão obscu o “juíz” recusou-se determinantemente aceder ao visionamento do dito vídeo. Finalmente, aqui o têm, ainda em bruto mas já suficientemente assustador. Estamos a preparar uma versão editada e comentada para amplificar os detalhes que poderão passar despercebidos no meio desta cena de gladiadores. Até lá, analisem isto!

 

Ao que parece os reclusos na cadeia de alta segurança Kaboxa no Bengo já estão autorizados pelos invisíveis “superiores” a receber visitas. A tia Ermelinda ontem já os visitou.

Temos tido notícias dos 5 detidos no Bengo, sabemos que estão bem e moralizados, mas estamos apreensivos em relação aos manos na Comarca de Viana. Tememos que por seus nomes serem menos sonantes e por terem menos holofotes em cima, estejam a ser submetidos a castigos que com mais dificuldade se aplicariam ao Carbono e ao Libertador. Esperamos estar enganados e que os nossos receios sejam infundados, mas será que podemos ter notícias deles amigo Mendes, Tonet e Nascimento?

Kaboxa (Bengo)

Afonso Mayenda João Matias (Mbanza Hamza)

Alexandre Dias dos Santos (Libertador)

Bernardo António Pascoal

Dionísio Gonçalves Casimiro (Carbono)

Francisco César Jamba Kussaluka

 

Comarca de Viana

Adolfo Miguel Campos André

António Kangombe

António Roque dos Santos (Santeiro)

Gabriel Tchakussanga

Garcia Samba Fragoso dos Santos

Jeremias Manuel Augusto (Xplosivo Mental)

José Mateus Mwanza

Mateus Gaspar Luamba Monteiro

Pedro José Malembe

Policarpo Manuel Augusto Lopes

Rafael Domingos de Oliveira

 

Por mais que se esforcem, às ideias jamais poderão encarcerar.

LIBERTEM OS NOSSOS IRMÃOS!

Dia 7 de Março fomos apanhados na praça da independência com estes panfletos. Hoje, depois de tudo o que nos têm feito sofrer, estes continuam a ser os panfletos mais adequados, actuais e pertinentes e voltarão a ser distribuídos pelos manifestantes no dia 25. VAMOS NESSA MANOS!

O Sr. Kangamba na TPA diz barbaridades deste género:

Mas nos bastidores, eis o que o Sr. Kangamba tenta fazer:

Será que podemos afirmar de pés juntos que ele está a mentir quando alega perante as câmaras da TPA que “4 líderes de grupos vieram procurar-me”? Não. Nós não nos conhecemos com profundidade TODOS uns aos outros, é possível que alguém tenha achado, por alguma razão estapafúrdia, que falar com o “empresário da juventude” seria positivo para ele perceber que não somos arruaceiros, xibados, ganzados, kwachas, guerrilheiros, ou outro epíteto pejorativo que insistem em atribuir-nos. Parece que, julgando pelo seu discurso ofensivo para o zarolho Luís de Camões, os jovens terão sido bem sucedidos na sua intenção pois ele assume como um facto que havia infiltrados e que terão sido esses a instigar a confusão.

Na conversa telefónica conseguimos aperceber-nos do Western em que estamos mergulhados, um país sem lei onde os bandidos controlam a gestão do bem público. É incrível a leviendade com que assume que “posso falar com o Juiz para transformar a pena em líquido” ou “se eu tivesse mandado alguém podem ter a certeza que nem sequer teriam saído do bairro”. O mais assustador de tudo é ver como o povo angolano desenvolveu a elasticidade para encaixar estas arbitrariedades e lidar com estas aberrações da natureza com tal desenvoltura e cordialidade. É incrível o respeito patente nesta interação entre bestial e besta, entre vítima e algoz, entre arcanjo e lúcifer. Assustador e enternecedor ao mesmo tempo. Isto é Angola caríssimos, igual à si própria!