No dia 19 de Junho postámos um ultimato dado ao MININT para que se repusesse a legalidade ou que se restituisse imediatamente à liberdade o nosso companheiro Emiliano Catumbela. Hoje, de maneira inesperada, recebemos o informe que o Emiliano estaria prestes a ser solto e há instantes foi publicada no mural do Pedrowski Teca a prova retumbante dessa victória: o Emiliano, rodeado de companheiros sorridentes, com ar fragilizado e com o punho timidamente erguido, fora das muralhas da Comarca de Viana. Mais um caso que termina como começou, de forma misteriosa, ou talvez nem tanto.

A LUTA CONTINUA!

Emiliano Catumbela Livre

O terceiro capítulo da nossa série foca-se na excelência da cosntrução chinesa que tem vindo a ser comprovada em edifícios que não conseguem abandonar a nossa memória colectiva, como o da DNIC em pleno centro de Luanda e o Hospital Geral de Luanda, que tiveram fatídicos finais sobre os quais ninguém foi publicamente responsabilizado.

Porque será que a “futura casa da democracia, um edifício imponente” não empregou empreitadas chinesas para o efeito? Têm receio que a cúpula luxuosa desabe sobre as cabeças ocas que irão ocupá-la?

Que nos mostrem um membro da extensa família de JES que esteja a viver em casa construída por chinês para que deixemos de cismar que existem angolanos de primeira e, logo a seguir, angolanos de 10ª categoria, quase sem gradação entre um e outro.

Disfrutem do terceiro capítulo:

Polícia Rua

O ministério da defesa terá que seleccionar parte de sua corporação para o enquadramento a PNA a UGP (fiéis ao presidente) terá que seleccionar no mínimo 4.000 homens para a Policia nacional. Porque razão estas movimentações de peças no tabuleiro?

Eu penso que fica muito pesado usar militares para combater o povo nas ruas, logo vale adoptar para a policia militares com instruções para a guerra afim de conterem uma possível avalanche que por sinal é o que se avizinha.

Vimos pelos vídeos e in loco o tanto que há de jovens desempregados e consequentemente frustrados na busca de uma vaga para a corporação. Porque então desta necessidade de desfalcar a defesa? Friamente se preparam as fileiras dos analfabetos para o triunfo dos porcos.

Claramente o receio de que se atinja o êxtase pela discrepância entre alguns e a maioria, começamos a pressionar o botão do medo e terror a cada novo dia. O crime é em vários os casos uma ferramenta do governo dentro do seu estado para que se prenda as pessoas dentro de casa e não pensar em outra coisa senão na protecção da policia que muitas vezes nem vem a ser.

Porque razão aumentou a criminalidade nos dias de hoje? não será que é encomenda de alguém? porque os criminosos usam armas usadas só e só mesmo pela policia (AKM, IGRAM, JERICHU, GALILE) quem é o fornecedor?

Estranha-me ver numa altura em que todas as força policiais andam pelas ruas, um numero maior de raptos e mortes, uma realidade que até há pouco não era nossa. Ainda me prendo na ideia de que as miúdas de 14, 15, 16, 17…20 anos que desaparecem estranhamente vão parar à Ásia para uma vida sem consenso nem orgulho de a tornar verdade.

Quem regula a entrada de estrangeiros que facilmente se misturam entre nós? Quem acompanha comportamentos e cadastros aqui? Quem sabe sobre as crianças que vemos no Ecos e Factos tidas como desaparecidas e depois não sabemos sobre o final? Quem fala sobre o uso do êxtase ( a droga ) nas discotecas? Quais as medidas para combater os crimes que estamos a adoptar? Aumentar a força policial ajuda? Os psicólogos onde andarão?

Diariamente vemos casos de arrepiar casos do tipo Jorge Valério, barbaramente assassinado, como a dona Bárbara, caso de pessoas mortas e postas em depósitos de lixo, sequestro e queimada de pessoas em casa ou carro…

Será que os porcos triunfaram, ou estamos a dar fácil o prémio Nobel da vida?

Fanuel da Tribo de Ezer

KAtróCadaver
Sinto enorme prazer assistindo representações cénicas de pessoas ” altamente qualificadas” como meus amigos, Morgan Freeman, Denzel Washington, Lázaro Ramos, Adelino Caracol e outros Profissionais que tratam esta arte por “tu”, e conseguem excitar, fazer chorar ou roubar um sorriso do leigo ao mais profundo critico teatral, porém, o mesmo não se aplica quando esta arte é transportada para o Futebol através de simulações de faltas, ou na Política mascarando a falta de vontade com Reuniões, Encontros, Discursos ou Promessas cheias de rugas, desdentadas e nuvens de cabelos branco, pois, diferente do Teatro, na Política, o bom Actor não é aquele que representa bem, mas sim o que faz melhor, o bom Actor Político não é aquele que promete mais, mas sim aquele que cumpre com rigor e coerência os programas que estabelece e obedece à risca as Leis que implementa.
Se por qualquer eventualidade fosse convidado a estar presente, teria perguntado ao meu ” Chefinho” sobre as motivações que o galvanizam a arquitectar o nepotismo, trafico de influência e a crónica engenharia da corrupção golpeando diariamente a Constituição, a Lei da Probidade e outros diplomas que copiamos de Portugal sem ler…
Teria enorme prazer em saber porque a gestão da tela foi entregue como brinquedos aos filhotes sem concurso público? Porquê a ex Mboa chefiando a ANIP? Porque o Papoite Zenú, no fundo soberano? A Garina e a Nené no Parlamento? Os Negócios daqui e dali conflituando interesses do Estado? E finalmente, teria o questionado sobre a mágica fórmula que catapulta uma Zungueira de ” ovos” à  bilionária?!!!
Quem sabe assim teríamos todos Jovens de Cabinda a Cunene a genial estratégia de como escapar da pobreza e da miséria com ajuda da “Mana Belinha”.
A seguir teria lhe mostrado a página 28 da edição do Jornal de Angola do  dia 13  de Outubro de 2012, sobre a epígrafe ” Músicos que participaram na campanha eleitoral” do MPLA, e a respectiva lista para atribuição de casas na Centralidade do Kilamba,  onde segundo o Chefinho não houve ” Exclusão”…
Considerando o facto de ter 34 anos de Poder, teria gosto em saber, quantos anos mais precisava para nos deixar com água e luz antes de partir?
Quando é que o Arquitecto começa a formar os ” quadros altamente qualificados”? Quanto tempo o ” excelentíssimo” necessitava para deixarmos de ir ao Brasil, Namíbia e Londres fazer consultas?
Também gostaria de saber para quando as Maratonas e Discursos com Livros de oferta envés de Cucas, Pinchos e músicas do Nagrelha nas colunas?
Além de Kassule e Kamulingue, teria perguntando também sobre as investigações das mortes de Mfulupinga, Ricardo de Melo, Cherokee e outros…
Findo isto, solicitaria o seu bom senso em Negociar com camarada ” ordens superior” para conjuntamente permitirem a realização do meu Grande Show no dia 1 de Setembro.
Diaraby, o Cadáver Andante 

Devemos começar a destacar algumas figuras que pelo seu carácter e postura rectilínea não irão ter muitas portas abertas para si. A maior parte dos artistas receia as represálias que poderá sofrer abrindo-se acerca das suas opiniões acerca de assuntos sensíveis que podem sempre ferir sensibilidades.

Sabendo que estes artistas não têm espaço na rádio e muito menos nos palcos do patrocinador da juventude e chefe miliciano Bento Kangamba, e tendo em conta que não é por falta de talento, tentaremos de quando em vez fazer-lhes pequenas e simbólicas homenagens como esta no nosso humilde cantinho cibernético.

Vamos partilhar dois vídeos do Sanguinário, contendo as duas músicas uma grande carga emocional abordando com bravura e atitude dois temas tabús tanto na nossa música como na nossa sociedade: política e religião. Os dois extraordinariamente produzidos por um talento bruto chamado Kallisto.

No entanto, iremos destacar a primeira, sublinhando algumas das citações que a marcam. O tema intitula-se “Deixem-nos em Paz” e inspirou um slogan que se vem formando desde a última manifestação a 30 de Março de 2013 e que estava tanto no artigo que a anunciava como no panfleto que depois foi produzido para distribuição. Eis algumas citações:

“É o meu filho que morreu por negligência médica. Não se vive do salário, que se foda a ética!”

“Calar é consentir e eu não calo, mando lixar a profissão que exerço e falo! Venham insultos e ameaças eu não me abalo. Há um segredo por trás da cortina vou revelá-lo.”

“Deixem-nos em paz, somos só 20%”

“Justiça parcial? Isso é ditadura!”

“Queremos algo para além da roupa que vestimos”

“Talvez um dia eu seja expulso, mas até lá, eu não mudo o meu discurso!”

Senhoras e senhores: Sanguinário!

 

Não gostamos de ter de nos prestar constantemente a este papel de desafiar para um braço de ferro as instituições do Estado angolano. Temos a plena noção de que se resolverem empregar a força de que dispõem, poderão simplesmente esmagar-nos como a um insignificante insecto e irradiar-nos da face da terra, resolvendo depois o problema da imagem com uns quantos barris de petróleo.

Temos noção disso, como a tínhamos no dia que ao invés de nos encolhermos, resolvemos adoptar a postura da pulga eléctrica e irritante que vai sempre morder lá onde já está a ferida, debilitando o gigante e fazendo com que, a termo, acabe por cair sobre os joelhos, aceitando que força não é aliada da sabedoria.

Sabedoria, é o que tem faltado a esses gigantes de barro que não estão a saber adoptar um comportamento cortês e adulto perante “umas poucas dezenas” de pulgas atazanando-lhes o conforto dos marajás. Não teríamos de ter elaborado esta carta se as autoridades tivessem pura e simplesmente agido como manda o figurino. Mas não! Como não querem esmagar-nos de uma assentada, vão experimentando arrancar uma pata (ou unha) de cada vez, esperando que isso nos demova das nossas intenções, incapazes de se transportarem aos empoeirados cantos das suas memórias para ver em nós um reflexo de si próprios quando estavam no nosso lugar de pulguinhas, desafiando a autoridade. A arrogância é imensa, mas também o é a chama da liberdade que arde dentro de nós motivando-nos a insistir, a persistir, até que se ajoelhem ou que nos esmaguem.

Também conhecem a capacidade reprodutiva dos insectos por isso, por mais que nos matem, outros virão depois de nós! É inevitável, por isso vos remetemos as cartas abaixo com (mais) um ultimato: DEVOLVAM-NOS O EMILIANO JÁ!

Ministério do Interior:

MININT

002 003

CGPN:

CGPN assinatura

 

PGR:

PGR assinatura

O fim da pobreza?

Posted: June 18, 2013 in Argumentos, Notícias, Opinião

Desde ontem que tem estado a circular uma informação que dá conta do “reconhecimento da FAO ao ritmo de cumprimento dos objectivos de desenvolvimento do milénio por parte de Angola, que irá antecipar-se assim às datas preconizadas pela Organização dos Alimentos e Agricultura das Nações Unidas”.

Uma leitura mais cuidada das felicitações estendidas à Angola pela FAO revela rapidamente a fanfarronice de costume por parte dos nossos órgãos públicos, especialistas em fogos-de-artifício que depois do efeito-maravilha efémero, se reduzem aos fétidos odores de pólvora queimada.

Pedimos a João Stattmiller, angolano atento e sensível ao tema, que nos fizesse uma leitura do que estava realmente em causa e até que ponto devemos congratular-nos com estas constatações. Hoje, brindou-nos com a sua análise que abaixo reproduzimos.

“Conforme solicitado aqui deixo uma nota sobre a recente notícia de que a FAO “premiou” o governo Angolano por ter atingido as metas de desenvolvimento do milénio na questão da redução da fome. Em primeiro lugar gostaria de salientar que procurei no site oficial da FAO e nada encontrei que diga isso, talvez sejam os meus olhos portanto deixo o link para que cada um faça a sua busca e se encontrar é favor partilhar.

http://www.fao.org/countryprofiles/index/en/?iso3=AGO&subject=4

Por outro lado em relação à noticia é preciso notar nela as entrelinhas. Diz o seguinte a notícia:

“Angola e Brasil fazem parte dos bem sucedidos, o país africano conseguiu diminuir em 57% o número de pessoas sujeitas a fome desde 1990-92, passando dos 63% da população para os 27%.”

Em 90/92, há mais de duas décadas atrás, estávamos em plena guerra e com mais de metade da população (63%) a depender da ajuda alimentar do PAM. Hoje esse número foi de facto reduzido o que não quer dizer que 27% da população em situação de insegurança alimentar seja aceitável.

De resto confesso que não tive acesso a qualquer relatório e dados da FAO para poder de analisá-lo de forma crítica e sobre ele tecer considerações.

O que posso dizer é que já desde o fim da guerra que a chamada (na altura) Missão FAO/PAM não se realiza.

Como conheço bem essa missão pois nela participei várias vezes posso informar que era uma missão de recolha de dados e pesquisa anual que procurava obter dados para calcular a produção em cada ano e o respectivo deficit alimentar em Angola bem como as suas implicações na segurança alimentar das populações.

Servia em sentido lato para calcular em função do deficit na produção nacional quais seriam as necessidades de importação de alimentos (quer por via comercial quer pela ajuda alimentar) de forma a evitar a fome.

Desconheço portanto, a fazer fé na notícia, que dados foram usados pela FAO para chegar às conclusões que chegaram e aferir o cumprimento das metas de desenvolvimento do milénio na componente de segurança alimentar, até porque segundo os próprios dados oficiais do Ministério da Saúde de Angola* no caso por exemplo das crianças com menos de 5 anos temos 5,9% com má nutrição severa a que se juntam mais 35.6% a viver com má nutrição crónica, portanto um total de 41,5% de todas as crianças com menos de 5 anos no país a sofrer com problemas de má nutrição.E isto, repito, nas estatísticas oficiais do Ministério da Saúde.

Só por si este número é bem elucidativo do impacto actual e para as gerações futuras da insegurança alimentar e contraria a propaganda a propaganda do “sucesso” anunciado.

Tenho dito e defendo que este problema da insegurança alimentar e da má nutrição, em particular das nossas crianças, é uma questão de “segurança nacional” pois para além da mortalidade que provoca também afecta de forma irreversível o desenvolvimento físico e intelectual de quase metade dos adultos de amanhã. Com as consequancias para o país que podemos imaginar. Espero que isto possa contribuir para a reflexão em torno do assunto.

Abraços

João”

*O sublinhado é nosso

Nota da Central:

Depois de uma pequena busca pelo universo cibernético encontrámos esta notícia no site da FAO que deixa bem claro que Angola terá atingido o primeiro objectivo de desenvolvimento do milénio, a saber, o de “reduzir pela metade o número de pessoas afectadas pela fome”, juntamente com 38 outros países, dentre os quais o Bangladesh, Camarões, Cambodja, Níger, Nigéria, entre outros.

Do grupo de 38 países, 20 não conseguiram ir além desse primeiro objectivo de desenvolvimento dentre os quais, como podemos constatar, estamos nós.

Os outros 18 superaram um objectivo mais rigoroso estipulado no World Food Summit em 1996 que era o de reduzir pela metade o número de subnutridos até 2012. Dentre estes 18 constam países como o Quirguistão, Arménia, Cuba, Venezuela, Tailândia e os africanos Djibouti, Ghana e … S. Tomé e Príncipe.

Vejam agora como o nosso Pravda escangalhou este dado e escarrapachou na sua primeira página a sua vergonhosa propaganda:

JA sem-vergonha