Insólito!

Depois dos habituais rasgados e reiterados elogios à figura endeusada do velho babão, este é apresentado como protagonista do “momento mais alto” do Fórum (só mesmo em Angola o momento mais alto de um simpósio de discussão de ideias é a figura que profere as últimas, eternamente vãs, felicitações), mas antes que conseguisse iniciar o seu discurso, foi apupado por um (seriam mais?) jovem, que se pôs a gritar algures nos fundos da sala. Infelizmente, as suas palavras são incompreensíveis, mas o seu gesto está para além de assinalável!

Pela quinta vez, o Jornalista e Professor Domingos da Cruz voltará a sentar-se no banco dos réus, depois de 3 adiamentos sucessivos e uma 4ª deslocação que pouco mais representou do que um novo adiamento, como podem constatar neste artigo do seu colega, Alexandre Neto, que esteve na sala de audiências e continua a acompanhar o caso.

O próximo capítulo desta saga orwelliana terá lugar já depois de amanhã, dia 6 de Setembro, quando se esgotará o tempo concedido ao Ministério Público para “tirar dúvidas” em relação à vigência ou não da lei burramente invocada para assediar o nosso irmão Domingos da Cruz.

No vídeo abaixo, Domingos concede uma entrevista ao Alexandre Neto após sairem da sala de audiências no dia 30 de Agosto, fazendo um breve resumo do que se passou, garantindo que não irá “autopoliciar-se em termos de produção de ideias e pensamentos”, que não se deixa intimidar e que, afinal de contas, a luta é mesmo necessária e urgente!

Dia 6 de Setembro às 9h30, todos os caminhos vão dar ao Palácio Dª Ana Joaquina, para apoiar a resistência da intelectualidade face a bestialidade da força!

Este tema é uma narração dos factos ocorridos no dia 3 de Setembro de 2011 e uma maneira de assinalar o aniversário dessa fatídica data, na qual o regime perdeu finalmente o temperamento e resolver passar para a contra-ofensiva, punindo barbaramente os jovens que contestam o seu poder e a sua figura-de-proa, o Rei Presidente, Juzé JES’us.



Isto foi antes de haver um MR, antes de denominações, oficializações ou estatutos, antes das diferenças se tornarem desavenças, antes das acusações, das cessessões e animosidades. Sem saudosismos, apenas com muito carinho pelas memórias dos momentos que partilhámos e um declarado desejo que, na falta de podermos caminhar de mãos dadas, que cada um encontre o seu caminho sem inviabilizar o do outro, pois o fim que buscamos é partilhado.

O sample é da música “Milhorró” dos Kiezos, tema que serviu para mandar embora o velho colono e utilizado agora com o mesmo fim!

Sem grande pompa, na circunstância dos 2 anos sobre a data em que tudo se passou, aqui fica o primeiro tema informal da Central Angola.

Não se vende. Não se compra. Descarrega-se. Reutiliza-se.

Se quiseres fazer uma nova letra, referente a outro facto, pede o instrumental.

O mp3 pode ser baixado aqui

Epá… entrevista já era fixe, agora fazerem disso assunto de manchete de primeira página? É o nosso mano Carbono Casimiro com o chamado de “papo-recto” numa entrevista dada ao Rúbio Praia, que parece ter respeitado ipsis verbis as respostas que o Carbono deu, permitindo que se dilua ainda mais a imagem que certos “jornalistas” dados ao pugilato (sim Carima, estamos a olhar para ti) tentaram a todo o custo cimentar de um rapaz sem ética ou moral para criticar pois era dado à faltas de respeito e arruaças.

O facto de lhe ser dado este destaque só pode querer dizer uma coisa: começa a ser assumido o papel positivo que a sociedade civil tem vindo a desempenhar em prol da Nação e a preponderância de certas figuras no despoletar desse fervor reivindicativo que emana da juventude.

O casco do Titanic começa a apresentar fissuras em vários pontos e os tripulantes discordam já sobre a ordem de prioridades de qual buraco é mais importante tapar. Na desorganização, o coro começa a desafinar e entoar canções divergentes.

Temos de continuar a martelar, este navio já não tem esperança, precisamos de um novo, nada de remendos.

untitleduntitled untitled untitled

Os nossos irmãos do Movimento Revolucionário determinaram que já se passou tempo demais sem que se assinale nas ruas que a contestação às injustiças perpretadas pelo regime eduardista continuam na ordem do dia.

Assim sendo, no dia 19 de Setembro pelas 15h00, terá início no Largo da Independência mais uma sessão de espancamento de cidadãos indefesos que mais não levam para o “combate” do que dísticos e palavras de ordem.

O lema principal é: Contra as Injustiças Sociais em Angola. Este desdobra-se depois em sub-temas, cada um mais relevante que o outro (ou será que alguém questiona?): Kassule e Kamulingue; Seca e Fome no Sul de Angola; Demolições e Desalojamentos Forçados; Violações dos Direitos das Zungueiras e Abusos de Poder do Executivo Angolano.

Infelizmente, para este regime a palavra “pacífico” lê-se “arruaça” e apoiando-se nessa leitura analfaburra se vai justificando a ação “preventiva, de manutenção da ordem” da PNA.

Vão acompanhando todas as notícias relativas ao Movimento Revolucionário e a esta manifestação no site do Pedrowski Teca, aqui.

Movimento Revolucionário Manif

A PGR e a DNIC têm nos últimos dois meses cumprido com uma agenda certamente não “organizada” por eles: perseguição, assédio e intimidação de todo o proeminente cidadão que se dedique a destapar as carecas deste regime e do seu Arquitecto Rei que, há muito, vai nú!

Vejamos:

1) Interdição (4ª vez e nunca formalizada como esta que recebem agora o Zé e o Lucas) de abandonar o país de Luaty Beirão

2) Rafael Marques intimado pela PGR

3) Domingos da Cruz intimado e aguardando julgamento (por 3 vezes adiado depois deste se fazer presente e aguardar por horas à fio)

4) Lucas Pedro e José Gama intimados e chamados a depôr na PGR por mais de uma vez desde o início de Julho e agora formalmente impedidos de viajar, apesar de lhes ter sido aplicado o Termo de Identidade e Residência e  de o Gama ter indicado como sua residência a de Johannesburg, onde está fixado com a família.

5) Adão Ramos, Timóteo João e Alex Chabalala, intimados ontem (por via telefónica) pelo “especialista” Mufuma a depor hoje na DNIC, para uma conversa informal acerca dos Movimentos, liderança, forma de organização, como convocam as manifs e outras questões de tamanha irrelevância que continuam a esvaziar de credibilidade essas instituições de Estado.

O Makangola fez um artigo completo em torno da situação do Lucas e do Zé, que poderão ler carregando aqui

 

JG e LP Interdição de Saída

Hoje é dia 28 de Agosto, o aniversário natalício do nosso “Arquitecto da Paz”.

O dia em que políticos sem ideias e governantes sem nada para fazer salivam a boca para bem lambuzarem as botas do Arquitecto num lindo exemplo de bajulação. Um exemplo não só para África mas para o Mundo.

Já não se sabe bem como ou quando é que o nosso Rei Presidente adquiriu esta licenciatura nem que universidade outorgou este fantástico título ao nosso Rei Presidente. Mas isto são mesquinhices, é o arquitecto da paz e prontos! Não se fala mais nisso.

Mas é que não se percebe muito bem que tipo de paz temos. Antigamente os engenheiros soldados do Arquitecto combatiam os soldados do inimigo da altura. Agora combatem mamãs e crianças com catanadas nas casas que partem ilegalmente no Cacuaco. É mais fácil. As mamãs não oferecem resistência nem têm AK47. Os engenheiros soldados também gostam de bater em jovens que ousam se manifestar. Nem é preciso deixar que eles saiam à rua…é mais fácil atacar-lhes mesmo em casa. Enquanto que os soldados do inimigo da altura tinham balas, os jovens só têm cartazes e ideias.

Os cartazes, rasgam-se. As ideias expulsam-se à força das cabeças dos jovens com barras de ferro.

Na realidade, tem que se dar mais crédito ao Arquitecto. Porque ele não é só Arquitecto da Paz. É também o Arquitecto do Enriquecimento Bilionário da Filha Primogénita, bem como o Arquitecto do Nepotismo no Fundo Soberano. Sem esquecer, claro, do seu diploma em Arquitectura em Falta de Liberdade de Expressão, já que agora faz-se caça às bruxas à jornalistas e activistas que ousam questionar os métodos e desenhos do Arquitecto.

Estamos, realmente, na presença de um génio no ramo arquitectónico. Infelizmente não é um génio no que toca à entrevistas, exposição e comunicação de ideias, pensamento próprio, democracia, direitos humanos, amor ao povo, alternância no poder, misericórdia, humildade, e coisas do género.

Mas não se pode ter tudo na vida.

Parabéns, Arquitecto da Paz.

-Um Jovem Frustrado