Tendo em conta a quantidade de gralhas e sinais de incoerência, incapacidade intelectual e senilidade patentes nesta entrevista com a qual JES nos agraciou, só podemos chegar a uma de duas conclusões:

1 – Ou os seus acessores de imprensa estão tão irradiados pela “luz” emanada por JES ao ponto de não repararem e, consequentemente, não mandarem editar/corrigir essas debilidades que fragilizam ainda mais a imagem do presidente, o que os torna meros incompetentes; ou

2 – Estão borradinhos de medo de se chegarem “à sua beira” e lhe informarem: chefe, apesar do treino todo que tivemos, esta entrevista será uma catástrofe se for difundida. Aconselho-o veementemente a interditá-la!

Felizmente para confirmação da nossa argumentação na falta de lucidez ou elasticidade intelectual do camarada chefe, a entrevista saíu mesmo, para envergonhar e insultar a inteligência da maior parte dos angolanos.

ESTE SENHOR ESTÁ DECRÉPITO E INCAPAZ DE COMANDAR OS DESTINOS DO AVIÁRIO QUE ENRIQUECEU A ISABEL, QUANTO MAIS DE COMANDAR 20 MILHÕES DE ANGOLANOS?!?!? RUA JÁ!

Eram 9h00 da manhã de terça feira, dia 2 de julho de 2013, estava num autocarro a caminho de Cacuaco para ir assinar a folha de salário na escola onde lecciono quando o meu telefone tocou:

- É o senhor Afonso Matias?
– Sim, sou – respondi.
– Daqui fala o senhor Pedro de Carvalho da PGR (Procuradoria Geral da República).

A princípio pensei que fosse um dos meus amigos a brincar comigo, a fazer-se passar por procurador (algumas vezes já fizeram isso, passarem-se por comandantes da polícia, generais, etc e normalmente no fim revelam-se e soltamos umas boas gargalhadas).

– O Senhor Afonso Matias é um dos subscritores de uma carta (Queixa-Crime) contra o Governador de Luanda encaminhada a PGR…
– Sim, sou.
– Pois, eu estou a ligar para os outros subscritores, é que os seus números não chamam e liguei para si, finalmente chamou. Quero antes dizer que esta ligação é uma notificação, não vos pudemos notificar em domicílio porque os senhores  não incluíram o endereço na carta, pelo que apresentamos as nossas desculpas.Queremos que compareça na quinta-feira às 9h00 na Procuradoria para darmos início ao processo, é possível?
– Querem falar apenas com o senhor Afonso Matias ou com todos os subscritores da carta?
– Se tiverem disponíveis, venham todos. Queremos falar com todos.
– Muito bem, vou comunicar aos meus companheiros depois hei-de confirmar quer por ligação ou mensagem de texto.
– Tragam a carta que mandaram ao Governo Provincial e outros documentos relevantes que mencionam na carta que nos enviaram. Não estamos a funcionar no Palácio nessa altura. Não sei se conhece o Jardim/Largo do Amor aqui na Vila Alice?!
– Conheço esse lugar.
– Pois, vireis até cá, há um edifício cor creme com uma placa (alguma coisa como que Direção de Investigação…. já não me lembro exatamente o que disse). Digam que vêm a pedido do Procurador Pedro de Carvalho.
– OK, faremos isso, mas aguarde a minha confirmação depois de que eu contactar os companheiros.
– Muito bem, faça isso então para que eu possa arranjar também a minha agenda. Saudações.
– Saudações e bom dia.

Tentei infrutiferamente ligar para o Makitá, o único dos outros 3 subscritores que se encontra em Angola, pois o Luaty encontra-se em Lisboa e o Adolfo está a regressar da Tanzânia onde se deslocou em companhia de Pedrowski Teca com o fito de entregar uma carta aberta à Obama.

Às 18h00 liguei para o procurador Pedro de Carvalho colocando-o ao corrente da situação e decidimos adiar a sessão para terça-feira.

Terça-feira, dia 9 de Julho, às 9h00, está marcada a primeira sessão sobre a Queixa-Crime contra o Governador da Província de Luanda, Bento Francisco Bento. De lembrar que a Queixa é extensiva ao Ministro do Interior, Comandante Ambrósio de Lemos, Comandante Notícia e Comandante Tito de viana.

Mbanza Hamza

NB Para quem quiser conferir o conteúdo das Queixas-Crime basta carregar neste link.

Caixa Totta

Recebemos este email de um funcionário do Banco Caixa Totta em Luanda, visivelmente desgastado com o que considera ser as políticas discriminatórias e abusivas do administrador do supracitado banco que responde de maneira manifestamente hostil aos queixumes dos funcionários, anunciando-lhes que são livres de se demitirem.

Como se pode ver no fim do texto, os funcionários ameaçaram uma manifestação para o dia 1 de Julho, tendo acabado por recuar nos seus propósitos quando a direcção os chamou à conversa, prometendo algumas mudanças. Face a essa “abertura”, os funcionários decidiram em demonstração de boa-fé, conceder à direcção um prazo, findo o qual sairão publicamente para queixar-se das práticas que abaixo vêm descritas.

Muito recentemente outra bolha semelhante rebentou, quando os funcionários do EPIC SANA, um dos raros hotéis de 5 estrelas no país, proclamaram greve e saíram à rua em protesto, sendo reprimidos pela polícia como já vem sendo hábito.

Segue na íntegra o email do funcionário do Totta Angola:

“O Banco Caixa Totta há muito que tem humilhado os angolanos que lá trabalham. Mas a situação piorou quando esta administração mudou com a entrada da Caixa Geral de Depósitos que é o maior accionista…
Acompanhados pela crise Económica/Financeira, foi descarregado um avião da TAP no Banco Caixa Totta, indivíduos desempregados em Portugal, que lá não conduziam senão um Renault Clio ou um Fiat Punto… Foram importados com a categoria de directores e chefes de departamento, tendo no banco, dezenas de angolanos capacitados e com experiência nos mercados para ocuparem tais cargos…

 

Burros e arrogantes, aproveitam-se muitas vezes das ideias dos pretos e dizem ser eles os pensadores… Aí começaram as promoções de indivíduos(as), deixando sempre para trás aqueles que sempre tiveram o impossível sonho de fazer uma carreira no Banco Totta, a maior parte com mais de 10 anos de casa, continuam na posição de escriturários bancários.

 

Uma das áreas mais lesadas é a área comercial onde a injustiça é o pão de cada dia… Pessoas que lá estão há mais de cinco, dez, quinze anos, vêm constantemente miúdos(as) a entrarem, alguns vindos de outros  bancos, passam na mão deles e um ano depois são promovidos a chefes desses mesmos professores que na esperança de um dia sentar na cadeira do gerente têm aturado esta ditadura “ango-colonial”…

 

Nesta área comercial e na área administrativa existem colaboradores que não vêm os seus salários revistos/melhorados há meia dúzia de anos… Uns e umas são promovidos porque andam com os/as chefes, outros pelo sobrenome, raramente por mérito…

 

Esta situação tem se tornado cada vez mais crítica a cada ano que passa… Todos os meses vêm em média 2 a 3 expatriados com todas as condições (carro, hotel, etc) para comandar o Banco Caixa Totta, sem colocação adequada, vão inventando cargos de sub-directores somente para garantir a posição e salários adequados para esta gente que ganham em alguns casos cinco vezes mais do que um angolano com a mesma posição… Como é que pode isso?

 

Existe uma área que se denomina Direcção de Organização, onde na qual foram recrutados funcionários da Deloitte & Touch e da KPMG para constituir a tal dita direcção, conclusão, é uma direcção somente com funcionários expatriados que passam o dia a fumar e a beber café, no fim do dia enviam alguns mails para confirmar que o dia está ganho… Nem um Angolano nesta direcção…

 

Na semana passada foi a altura do pagamento do bónus anual na qual são divididos os lucros do exercício do ano anterior, onde como é óbvio, só poderiam receber este incentivo quem trabalhou no ano anterior, mas no Banco Caixa Totta é o inverso, expatriados que vieram no final do ano passado e principio deste ano, receberam bónus exorbitantes… Os angolanos? Alguns receberam alguma coisa, outros, nada… Funcionários com mais de dez anos receberam pouco menos de setecentos dólares americanos, inferior ao que receberam no ano passado… Os expatriados com menos de um ano ficaram com não menos de dez mil dólares americanos, alguns com mais de vinte, há quem diga que houve quem recebeu acima de quarenta mil dólares americanos… Conclusão… Subtraiu-se dos angolanos para atender os expatriados…

 

Um grupo de funcionários descontentes decidiu conversar com o administrador do seu pelouro afim de melhorar esta questão, o  NGUETA simplesmente disse arrogantemente: “A PORTA DA RUA É A SERVENTIA DA CASA”… Uma atitude já vista muitas vezes neste banco há muitos anos, denominada “MAXIMINISTA”…

 

A direcção de recursos humanos, ou recursos desumanos se preferirem… É a pior, jamais se opôs a uma decisão da administração, mesmo errada… Por vezes persuadindo os funcionários a se demitirem para fazerem boa figura diante da administração, conclusão, quando o funcionário é bem informado com um bom advogado, são obrigados a pagar indemnizações…

 

Sem exagero, no Banco Caixa Totta actualmente a diferença entre funcionários nacionais e expatriados é de 65% angolanos e 35% expatriados, e vem crescendo o número de expatriados todos os meses e em condições ilegais… E o nosso SME não olha para isso, ou olha e tapam-lhes os olhos com alguns kwanzas…

 

Agora está mais claro do que nunca que só mudando este governo vamos conseguir mudar esta situação.
Na quinta-feira um outro grupo de descontentes informou que no dia 1 de Julho irão concentrar-se na nova marginal afim de fazer uma manifestação para lutar pelos seus direitos, pelo que solicitamos o vosso apoio para a expansão desta dica…

Contamos com o vosso apoio…

Obrigado!”

Foi o que assegurou o embaixador americano em Dar-es-Salaam aos dois jovens do MR que se deslocaram àquele país com o intuito de entregar a carta que já foi disponibilizada para leitura integral no site do makaangola. A notícia foi revelada no site do Pedrowski, membro proeminente do denominado Movimento Revolucionário e pode ser lida aqui.

A imagem que abaixo colocamos é a acusação de recepção tanto na Embaixada de Angola na Tanzânia como da Embaixada dos EUA no mesmo país.

Para ter acesso ao conteúdo integral da carta, carregue neste link

Parabéns aos manos pela determinação pétrea e por se mexerem na concretização de mais este objectivo. A juventude está viva!

Juventude Angolana Carta Aberta a Obama-1

Este 4º capítulo da série tenciona fazer sobressair algumas das bandeiras mais flagrantes nas respostas que, apesar do tempo prévio para confecção, JES conseguiu produzir às perguntas elaboradas pelo “jornalista” Henrique Cymerman.

Fala-se dos objectivos do governo em manter os níveis de crescimento como se fosse só querer; do trabalho do governo com “as associações” sendo que depois de se citar a OMA não se lhe ocorre mais nenhuma; volta a culpar-se o colono pela nossa desgraça; e aborda-se a solução para a corrupção.

A não perder a nossa estrela no apogeu da sua representação cinematográfica.

No dia 19 de Junho postámos um ultimato dado ao MININT para que se repusesse a legalidade ou que se restituisse imediatamente à liberdade o nosso companheiro Emiliano Catumbela. Hoje, de maneira inesperada, recebemos o informe que o Emiliano estaria prestes a ser solto e há instantes foi publicada no mural do Pedrowski Teca a prova retumbante dessa victória: o Emiliano, rodeado de companheiros sorridentes, com ar fragilizado e com o punho timidamente erguido, fora das muralhas da Comarca de Viana. Mais um caso que termina como começou, de forma misteriosa, ou talvez nem tanto.

A LUTA CONTINUA!

Emiliano Catumbela Livre

O terceiro capítulo da nossa série foca-se na excelência da cosntrução chinesa que tem vindo a ser comprovada em edifícios que não conseguem abandonar a nossa memória colectiva, como o da DNIC em pleno centro de Luanda e o Hospital Geral de Luanda, que tiveram fatídicos finais sobre os quais ninguém foi publicamente responsabilizado.

Porque será que a “futura casa da democracia, um edifício imponente” não empregou empreitadas chinesas para o efeito? Têm receio que a cúpula luxuosa desabe sobre as cabeças ocas que irão ocupá-la?

Que nos mostrem um membro da extensa família de JES que esteja a viver em casa construída por chinês para que deixemos de cismar que existem angolanos de primeira e, logo a seguir, angolanos de 10ª categoria, quase sem gradação entre um e outro.

Disfrutem do terceiro capítulo: