Denúncia de agressões sofridas por Luaty Beirão

Posted: June 3, 2011 in Denúncia, Direitos, Fotos, Luanda, Notícias

Relatório de Ocorrência

 No dia 24 de Maio, por volta das 11h00, fui conduzir a minha avó à dependência do BPA, Banco Privado Atlântico, sita na Av. Comandante Valódia, conhecida como a Av. dos Combatentes.

Dado que tinha sido incumbido pela minha mãe de tratar de um assunto com a funerária contratada para operar o enterro do meu avô, e que esta se situava a um curto quarteirão de distância, resolvi aproveitar a saída de casa para matar dois pássaros com uma só pedra.

Para evitar o transtorno do trânsito que iria fazer-me perder mais tempo, deixando a minha avó desnecessariamente a espera, estacionei a viatura em frente ao banco e desloquei-me, à pé, até a dita funerária, situada em frente à Anangola, instruíndo a minha avó que não saísse de dentro do banco até o meu regresso.

Estaria a meio do caminho, quando senti desaparecer o chão por baixo dos meus pés e me apercebi que tinha caído por ter sentido uma pontada na nuca. Dei por mim, instintivamente a proteger-me de golpes que, segundos mais tarde, dando por mim de pé e ganhando consciência do que me estaria a suceder, percebi serem pontapés. Até ao momento em que me levantei foi o meu subconsciente a conduzir-me. Não houve um segundo para me distanciar e observar os meus algozes pois a chuva de socos e chapadas foi ininterrupta, vindo de frente e de trás. Possuído por uma raiva incontida, fiz a única coisa que um animal encurralado faria, ataquei também, para me defender. Procurando ganhar um espaço e evitando ao máximo voltar ao chão, escolhi o indivíduo que me atacava de frente e atirei-me para cima dele correspondendo aos socos que me desferia. Foi uma questão de segundos até conseguir o espaço que pretendia e aí corri para a estrada, descalço e com a camisola completamente rasgada, voltando ao passeio uns 20 metros mais à frente para junto da multidão que, impávida, assistia aquela cena desenrolar-se.

Disseram-me eles que seriam três, eu não tive tempo para me certificar de quantos eram pois estava mais preocupado em defender-me. Só senti dois a agredirem-me, parecendo-me que haveria um terceiro ali de pé, preparado para a acção, mas que não terá tomado parte. Como fui atacado pelas costas, prefiro dizer que foram dois, dado não ter certezas que o terceiro jovem estaria com eles e também porque me disseram as testemunhas que, quando consegui soltar-me, eles se puseram em fuga numa motorizada “acelera”, onde normalmente só cabem duas pessoas, mas onde se vêem até 3 com alguma frequência.

De uma multidão de testemunhas que chegaria a trintena, ninguém se avançou quando pedi que dois ou três me deixassem os seus contactos caso a polícia precisasse de alguém que corroborasse com a minha versão, apesar da insistência, fixando com o olhar algumas das pessoas que ali se encontravam. Mais do que os golpes, foi essa atitude de passividade reveladora do pavor ignorante que vivemos neste país que me magoou mais. Ninguém estava disposto a confirmar a minha história caso se revelasse necessário.

Irritado, virei costas e voltei ao Banco, amarrando a camisola o melhor que pude sem auxílio, para tentar evitar que a minha avó se desse conta do que me teria sucedido. Não pensei que fosse ser possível, mas logrei os meus intentos, deixando a minha despreocupada avó em casa e dirigindo-me imediatamente à esquadra onde fiz a participação. Primeiro a 3ª, depois a esquadra com jurisdição na área onde a agressão teve lugar, a esquadra móvel afecta à 7ª esquadra no Sambizanga.

Quero que fique bem patente que, para mim, a responsabilidade desse acto não recai (exclusivamente) sobre os jovens que a praticaram, ainda que não tenham para isso sido mandatados, são irmãos angolanos, escravos de consciência, fanáticos e endocrinados por um partido que tentam defender, acreditando estar dessa maneira a agir para um bem maior. O autor moral desse crime político, ainda que não tenha sido explicitamente ordenado (o que seria apurado caso a polícia fosse independente), é SEM DÚVIDA, o partido no poder, o MPLA que criou ao longo dos anos, uma estranha forma de reconhecimento à fidelidade partidária, recompensando com prémios e promoções, pessoas que, pelo partido, provassem que são capazes das mais insanas barbaridades. O MPLA e o seu patrono José Eduardo dos Santos, são a meu ver, culpados pela agressividade dos seus militantes, tornados vigilantes e justiceiros, quando incentivam à bufaria e à violência, dissimulando mal nas suas intervenções públicas a sua verdadeira natureza autocrática.

“…fala-se de revolução, mas não se fala de alternância democrática. Para essa gente, revolução significa juntar pessoas e fazer manifestações, mesmo as não-autorizadas”.
José Eduardo dos Santos no discurso de Abertura da I Reunião Extraordinária do CC (ver aqui)
 

Identificando o alvo.

“… nós devemos estar atentos e desmascarar os oportunistas, os intriguistas e demagógos que querem enganar aqueles que não têm o conhecimento da verdade”.
Idem
 

Desmascarar? Ou silenciar? O senhor José Eduardo sabe muito bem, por experiência histórica, como ressoam certas frases na cabeça dos seus acéfalos correligionários, usando-as irresponsavelmente e maquiavelicamente para que os resistentes à transição ideológica (que não se opera miraculosamente na cabeça de dinossauros por demais habituados a hegemonia política), possam de seu “livre” arbítrio agir da maneira a que se habituaram no tempo do partido único, fazendo o que crêm ser um serviço de utilidade pública.

O silêncio ensurdecedor que se faz sentir diante de tamanhas violações dos nossos direitos mais fundamentais, como o direito a diferença de opinião, de manifestação, de imprensa e, sobretudo, direito à vida, é, mais do que um claro indicador da cumplicidade de quem estabelece as directivas de acção (e que pode portanto com uma ordem PROIBIR que estas agressões se repitam, ameaçando consequências legais), uma subentendida carta branca aos aspirantes a cargos superiores, para continuarem a agir da forma que achem mais adequada na defesa do supremo interesse do partido, a manutenção do status quo.

Que fique bem claro para todos, que se alguma coisa me acontecer, não procurem em mais lado nenhum, o culpado é o MPLA e não os jovens, carne para canhão, que têm de se submeter aos ritos de passagem para serem admitidos na gang.

Luanda, aos 26 de Maio de 2011
Luaty Beirão
 
 

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Relatório de Ocorrência

Hoje por volta das 16h00, quando me encontrava no quarto da minha residência ensaiando para uma apresentação artística, ouvi tocar a campaínha. Quando me dirijo à sala, apercebo-me de um ruídoso rumor vindo da rua e oiço pancadas estrondosas na minha porta. Observo pela câmara da campaínha o que me parecia ser uma manifestação. Deduzi que fosse uma manifestação de desagrado pelas minhas opiniões que, ultimamente se tornaram um pouco mais mediatizadas do que eram até uns meses atrás. Estariam a ser excessivos, pois lançaram garrafas de vidro, pedras e até um balde de tinta (vazio) para o quintal enquanto iam pontapeando a porta a ver se cedia. Apercebi-me que gritavam “queremos o nosso dinheiro” e foi aí que me dei conta que aquilo não era a simples manifestação do descontentamento de jovens com opiniões contrárias à minha, mas mais uma maquinação para me intimidar e descridibilizar-me perante a opinião pública que, à excepção de alguns jornalistas que escolheram apelidar-me de predicados pouco abonatórios e personalidades ligadas ao governo, me tem sido razoavelmente favorável. A chuva de garrafas continuou e a porta, eventualmente, acabou por ceder, ficando a fechadura partida. Dirigi-me então à porta para ver se conseguia dialogar com algum dos manifestantes para entender o que lhes trazia ali na verdade. Mas os jovens estavam exaltados, tendo um deles avançado, agraciando-me com uma bofatada. Imediatamente um dos jovens manifestantes se colocou entre ele e mim, mostrando que (desta vez) não tinham vindo com intenção de me invadir o domicílio ou de me fazer mal, mas nem com este consegui dialogar, pois, pedindo calma, perguntei o que se passava tendo ele respondido simplesmente “vai só buscar o nosso dinheiro e é tudo”. Que dinheiro, era a pergunta para a qual não me davam resposta. Entretanto, uma rapariga da rua que atende pelo nome abreviado de Teté, entrou e fechou a porta amarrando-a com o cordão de uma das suas peças de roupa, até que eu pudesse trancá-la. Liguei para o 113 que levou 5 minutos a atender o telefone e, apesar da urgência da situação e da péssima ligação telefónica que me impedia de ouvir claramente o que dizia a minha interlocutora, insistia em fazer-me perguntas sobre a razão de estar a ser agredido. Finalmente decidiu-se por comunicar à 3ª esquadra que, por sua vez, estando a uns escassos 300 m de distância da minha residência, conseguiu meter 15 minutos até chegar ao local, contrariamente ao que alega a RNA/ANGOP quando diz “graças a pronta intervenção da polícia”. Quando esta aqui chegou, os rapazes já teriam debandado e eu já tinha epilogado com a vizinhança que se mostrou preocupada e consternada com a minha sorte. Fui levado para a esquadra onde já me esperava a minha cunhada, prestei declarações e ficaram de me ligar na vaguidão de “um desses dias”.

Para quem não me conhece, não será muito difícil acreditar numa notícia oficial da RNA que me pinta como um desonesto capaz de prometer o que não tem ($) a quem (supostamente) está a defender, num gesto desesperado para aumentar o número de aderentes a uma manifestação, que nem sequer convocou, engrandecendo assim, de forma pouco desportiva, a legitimidade dos seus propósitos. Para essas pessoas esta denúncia de nada servirá, pois não têm mais razão para acreditar em mim do que num grupo de 20 jovens que juntaram forças para reclamar o que (supostamente) lhes teria sido prometido. Será a minha palavra contra a deles. Eis a tal “guerra pela informação da verdade” onde as armas são assimétricas e onde o mais importante é tudo excepto a verdade.

Luanda, 2 de Junho de 2011

Luaty Beirão

Comments
  1. Julia says:

    Até quando vamos viver ajoelhados e com medo, ja nao ta mesmo a dar temos mesmo que nos mover. Chorei ya porque fiz palpavel as cenas que contou a minha mae(que é da quinta) desses do MPLA ja que os meus tios tambem foram torturados so porque nao comungavam com os ideais dessa banda de sem vergonhas na época. Um deles esta ai meio “maluco” pelas torturas que sofreu e o outro chegou a juntarse ao seus proprios “agressores”. Por essas e muitas historia sempre tive respeito por nao dizer medo a esses ja que sei que isso acarrearia muitos transtornos a minha familia ja viveu em carnes proprias tudo isso. Tentamos nos desvicunlar de tudo isso desde entao mas como dizem os espanhois “Quem cala consente” e eu nao penso apoiar toda essa PORCARIA para sempre…
    Só dizer-te que força e tudo que passas nao é em vao, ja que tens mais uma companheira nesta caminhata nao so de maneira virtual mas sim de maneira fisica quando possa e esteje em Luanda.

  2. Eduardo Zimbo says:

    Irmão lamento muito pelo o que aconteceu, mesmo assim a luta continua a vitoria será do povo! não se pricupem coma noticias da TPA = Tempo Para Aldrabar, AngOP = Angola Ouvido um Partido, RNA = Rir Nossos Angolanos.

  3. qualquer says:

    Mano coragen olhe busque o esclarecimento do Jesus, o Cristo no seu sermão da montanha em relação as boas aventuras, sobre a justiça, rectidão,o seu preço – calúnias ,injúrias difamação, e Victória Final. O ben vencerá, tem vencido e ês um mais que Vencedor Luaty. Bravo Irmão!!!

  4. elle says:

    meus caros… este acto foi obviamente uma barbaridade.
    mas, por mais que nos culpemos o MPLA, nao vai dar em nada.
    nao vamos nos esquecer que eiste outras pessoas, que possam estar a tentar aproveitar-se da vossa boa vontade, do que voces estao a tentar fazer, para chegarem aos seu sproprios fins.
    quem sabe a maneira de ajudar o povo angolano, nao eh eliminando o MPLA, mas sim ajudar o povo a ganhar coinsciencia critica para que vejam a vossa causa.

  5. Aureo says:

    A Angop esta a dizer que poucos mais de 100 pessoas que participaram na manifestação, foram reclamar o seu dinheiro, a polícia no dia da manifestação disse que foram somente 17 indivíduos (contando com a imprensa), que se fizeram presente no 1 de maio. Actos deste gênero, incluindo violência e “história mal contada” Por parte dos media afectos ao estado, da-se a percepção de que a culpa é tua e eles são teus amigos e agiram bem.

    Quem te conhece sabe quem está por detrás disto tudo, estamos contigo Luaty

  6. Ndengue Paz says:

    Ikonoklasta, meu kota, heheheh… com que entao queriam o dinheiro deles!!! Ilariante Hehehhe, sinceramente isso até é ridiculo… Algumas pessoas estagnaram no tempo, Parece brincadeira, mas nós, repito nós ja ultrapassamos a época de acreditar so no que a radio e a televisão nos dizem, e voces com atitudes dessas so diminuem os vossos votos para o proximo ano, sinceramente o meu ja nao levam, nao voto em teatristas com menos caracter que um Jovem que ainda tem muito que aprender como o Luaty (sebem que caracter tem mais do que muitos enfatados). Hoje em dia, os mais velhos é que não têm juizo…

  7. jorge Tavares says:

    Caro Luaty Beirão,
    É com muita tristeza, que leio todos os dias relatos de violência e actos cobardes encomendados pela máquina da ditadura. Deduzo que vocês não queiram parar, até a democracia verdadeira e a justiça impere. Estou solidário e disponível para ajudar no que precisarem. Vivo em Portugal e podemo-nos manifestar através das redes sociais e assinaturas de petições para a ONU por cobro a estes atentados. A exemplo do Egipto que também tinha este tipo de “democracia”.

    Cumprimentos,
    Jorge Tavares

  8. Tirsoft says:

    Acho que tu deves processar a ANGOP, Jornal de Angola, por não publicar a tua versão dos factos ocorridos, porque no jornal veio a versão do MPLA, tem que haver o direito de resposta, procura o Wiliam Tonet pra ver se consegues uma pagina no Folha 8. Tem que haver justiça

  9. Sukuta André says:

    O Zediabo e sua camarilha tentam a todo custo manter-se no poleiro. Os ventos da mudança são inevitáveis. Podem tentar desviar o Rio da Liberdade, no entanto, o máximo que conseguirão é atrasar o curso do seu leito. Tempos virão em que o Pânico e o Ranger de dentes serão realidade e o Justiceiro separará o trigo do joio. Não restará pedra sob pedra e os que hoje dão vivas não mais levantarão os braços para dar vivas mas sim para gritar, bem alto, o Hino de Liberdade. “Enfim, o angolano, verdadeiramente independente, livre e solidário. INDEPENDÊNCIA, LIBERDADE E SOLIDARIEDADE.

  10. Gaspar Saraiva says:

    Vamos ter coragem, alguns de nós vão cair na primeira esquina enquanto outros vão seguir até a victória final, tivera afirmado Agostinho Neto. O que vemos hoje é o início do fim de um regime despota, que se mascara de democrata, um regime assassino, que se mascara de protector dos cidadãos, um regime gatuno, delapidador da riqueza angolana e promotor da corrupção, que se mascara de transparente, um regime cego e por mais que se lhe por a ver ou se lhe convide a ver ele prefere ficar cego e cada vez mais arreigado à intolerância.

    Os passos que deste foram óptimos, porque a polícia só não vai encontrar os que te agrediram e os promotores da agressão à tua casa se não quizer e nós sabemos que eles nunca querem saber, porque sabem quem é o mandante e o mandante é aquele a quem eles servem. Prova disso, para citar alguns, está o caso do Ricardo Mello do Imparcial FAX, do Nfulupinga Victor, do PDP-ANA, e tantos outros assassinatos políticos que ocorrem pelo país, como estes que têm ocorrido com os militantes da UNITA. Eles até matam dentro deles mesmo, não querem saber, se é para amedrontar tudo vale.

    Sabemos que não é um problema de incapacidade ou falta de elementos para os esclarecer não, como encontraram os criminosos que mataram o sobrinho da Ana Paula dos Santos, é não quererem mesmo encontrar estes indivíduos porque eles pensam assim. Realmente há alguns que não estão com este regime e também aqueles que já se começaram a demarcar, são poucos os que patrocinam este regime e estes poucos estão no SINFO e em algumas unidades policiais municipais e/ou provinciais.

    Mas os ventos do Norte chegaram para ficar e a mudança vai acontecer, nós somos vencedores e magnânimos, não temos rancores nem trazemos conflitos de personalidade. Apenas as pessoas que se encontram na vida como nós conseguem vencer, dar liberdade e ganhar sempre o direito de dirigir o nosso país, por isso tem de haver pessoas como vocês, jovens, que se queiram sacrificar para possibilitar a maioria da nossa população que são vocês terem outra esperança para os vosso filhos.

    Vocês fazem tanta confusão a este regime, que eles até mudaram de discurso, mas nós sabemos que eles são lobos que vestem de forma permanente a pele de cordeiro, querem entrar em nossas casas como se de amigos se tratassem, afinal é para saberem o que pensamos e como pensamos.

    Estes tempos de terror, vididos na União Soviética, no Chile de Pinochet, na Espanha de Franco e na Alemenha de Hitler, são conhecidos por nós, porque lemos, porque estudamos, porque pensamos.

    O que eles têm feito a vocês que resolveram dizer não só vos fortalece e dão-nos elementos para informar à opinião pública internacional e às Nações Unidas. Já o Kadhafi oferecia dinheiro e dava a possibilidade de grande finança operar no país dele. Fez grandes investimentos nos países ocidentais e segundo se fala pagou algumas campanhas e vai ter de sair. Apenas África continua a pedir a salvação do despota. Será que os direngentes do mpla pensam que vão sobre a estes ventos ciclónicos. Não, não se vão salvar, a tempestade já começou, dure o tempo que durar, quando chegar vai arrastá-los todos.

    Deus é justo e sabe que eles (mpla) até são sócios de ceitas religiosas, mas a oração deles não é mas forte do que a de um povo que sofre e lamenta todos os dias.

  11. Eu lamento bastante tamanha falta de inteligencia e animalismo dos nossos governates. MPLA/JES, tem chegado o vosso fim e voces ja não podem mudar o curso da historia!!!

    Estou Contigo IkonoKlasta. Eu sempre acreditei no grau de nacionalismo que tens desde que vi o video dos Kebrada Turbante no Sambizanga e ouvia as tuas musicas com MC KAPPA.

    Administro alguns sites de Kuduro, sou do Zenga e tenho muita população para te apoiar nas proximas manifestações. Esta meerrdda tem de mudar!!!

  12. Lamento bastante tamanha falta de inteligencia e animalismo dos nossos governates. MPLA/JES, tem chegado o vosso fim e voces ja não podem mudar o curso da historia!!!

    Estou Contigo IkonoKlasta. Eu sempre acreditei no grau de nacionalismo que tens desde que vi o video dos Kebrada Turbante no Sambizanga e ouvia as tuas musicas com MC KAPPA.

    Administro alguns sites de Kuduro, sou do Zenga e tenho muita população para te apoiar nas proximas manifestações. Esta meerrdda tem de mudar!!!

  13. Walter Fernandes de Oliveira says:

    “Quando me desespero, lembro-me que a verdade e o amor sempre triunfaram. Houve tiranos e opressores, mas todos caíram”. – GHANDI.

    “A Indiferenca é a maior obra da cumplicidade”.

  14. angolana cm orgulho says:

    espero que as pessoas de bem saibam valorizar grandes homens como tu…sinto muito pelo que aconteceu contigo mas podes ter certeza que não estas sozinho.eles podem ate tentar nos calar mas já não conseguirao pork o povo aos poukos esta despertando.

    desejo lhe mta saude e espero k a justiça em Angola seja feita .pork sei k de Deus será!!!!

    se puder veja este video para que se possa entender k estes regime ditadores fazem uso da repressao …no egipto a bolha começou em 2005.

    Veja com exclusividade o inicio dessa revolução, a busca da democracia, que não pode existir sem eleições livres e o Egito é internacionalmente criticado pelo seu desrespeito por esta norma. Em 2005 três mulheres decidiram tentar alterar esta situação.

  15. Guta Marquez says:

    Estou sem palavras meu amigo. Choro por ti e pelos outros que antes de ti vieram! Mais cedo ou mais tarde o povo ganhará consciencia critica e tudo ira mudar. Não estás sozinho.

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