Liberta-te para seres um libertador e subsidiares efectivamente o movimento para a mudança

Posted: July 20, 2011 in Argumentos

Para que a força de vontade das cidadãs e dos cidadãos que já agem pela mudança seja concretizada com a máxima eficácia, devem todos os dias exercitar a sua mudança também no sentido de se descartarem de toda e qualquer tendência egocêntrica por mais mínima que seja.

Portanto o/a activista pela mudança além da coragem e dedicação pessoal à acção, que reputo como muito importante, determinante mesmo da geração de movimento, deve tornar-se capaz de se multiplicar nas outras e nos outros levando-lhes a mensagem pela mudança e também sendo capaz de promover as outras e outros activistas que agem pela mesma causa.

Os protagonistas que apelam à mudança colocando-se como o centro exclusivo do movimento para a mudança agindo com a ideia de serem as e ou os únicos e principais lideres do movimento de solidariedade para a mudança, em vez de se tornarem os pontos fortes da rede social de activistas acabam conseguindo o contrário desse efeito tornando-se efectivamente agentes do enfraquecimento da rede social do movimento de solidariedade para a mudança.

Dessa maneira também travam o movimento pois procedem como quem numa caminhada dá um passo em frente mas que depois dá três passos para traz fazendo recuar todas e todos com eles porque não querem que além deles mais ninguém lidere. Por mais visibilidade que essas e esses activistas alcancem e por mais brilhantes que sejam, quem protagoniza essa prática não levará a sociedade a agir para a mudança e, efectivamente, dessa forma acabará servindo a ditadura, obstando à realização do ideal de libertação da sociedade da dominação do regime de JES/MPLA.

Cada uma e cada um de nós deve olhar bem para si mesmo, para dentro de si e também à volta para poder ter a consciência do facto de ser e de estar ou não a agir de modo egocêntrico e se essa avaliação lhe confirmar que está a agir de modo egocêntrico mudar ele primeiro para conseguir ser um agente da mudança que postula.

Devemos fazer tudo para projectar ao máximo o máximo de agentes da mudança em todos os lugares e momentos da nossa vida até conseguirmos tirar a ditadura do poder, essa é a melhor forma de sermos o máximo enquanto activistas consequentes.

Aqui mesmo no Facebook podemos verificar quais e quantos de nós quase que só se pronunciam nos seus próprios posts e ou nos dum grupinho reduzido e sem o declararem objectivamente excluem outros sem que o seu procedimento esteja eivado de razões que o justifiquem.

Esse comportamento concretiza também uma exclusão que, paradoxalmente, afinal é um efeito de quem se diz adverso à exclusão que o regime de JES/MPLA vem impondo à nossa sociedade. Inclusive temos entre nós quem leve à exclusão das e dos que se opõem a práticas xenófobas, racistas e elitistas e que se recusam a ser condicionais apoiando tudo e todos só porque se posicionam como lideranças elitistas que pretendem arrastar todas e todos na direcção dos seus objectivos inconfessos também.

A geração de movimento de solidariedade para a mudança feita por uma imensa rede social obriga-nos primeiro a mudanças em nós e em toda a rede social. Essa é a primeira luta que temos que vencer para nos fortalecermos com a a capacidade para vencermos a ditadura do regime de JES/MPLA e realizarmos a mudança que há tanto tempo almejamos e que também há muito vem sendo protagonizada por tantas e tantos cidadãos de quem herdamos a bandeira dessa luta.

Sejamos as mulheres e homens capazes de na nossa época atingir a meta postulada pelo ideal do movimento social para a mudança: acabar com a ditadura e estabelecer as circunstâncias políticas que garantam o respeito pelos direitos humanos, a concretização dum verdadeiro Estado de direito e duma verdadeira democracia que são as condições essenciais à transformação da nossa terra num lugar bom para todas e todos vivermos e a nossa sociedade num universo da harmonia.

Por: Luiz Araújo

Comments
  1. TodosPorUm says:

    Libertar-se para libertar, grande dica. Eu sou apologista neste apecto. É preciso que se entenda que muitos dos angolanos depravados que levam a vida no imediatismo, cinismo, na indoferença, etc. passarão para a nova angola, na qual lutaremos para nos vermos livres de muitos desses males. Mas luta para mudar actitudes amanha deve começar hoje. Actitude negativa hoje, comportamente deplorável amanha!

    Alguns aspectos apontados por Luiz Araujo são taõ pertinentes que se não se leverem em conta poderemos vir a ter ou os piores problemas ou os mesmos que o regime JES-MPLA implantou. Tenho dito que “o orgulho é uma arma que mata o próprio fabricante”. Não precisamos lutar com o objectivo de ter crédito, apenas aceitemos a causa e lutemos por ela, tudo o resto a história se encarregará a contar.

    Mas agora peço ao caro Luiz que não simplesmente mostre a cobra morta, Mas quero especialmente o pau. O assunto está muito em voga, e faz cada um de nós perguntar-se “sou eu? somos nós? são dos nossos?” dê alguns exemplos concretos para ajudar a mudar!

  2. bob says:

    Quo vadis ” TPA ”

    Definitivamente deve-se acabar com o monópolio da televisão, é fatigante e doloroso ficar duas horas defronte o écran da televisão a ver a sonolência informativa desta estação, como contribuinte deste Estado, digo, é duro. óbvio que também não seria diferente, quando um partido, tem um comite de especialidade de jornalista, só podia dar nisso.
    Apesar de não haver uma definição única para o termo sensacionalismo, podemos entender o mesmo como uma prática anti-ética explorada pelo mau jornalismo. Sua principal caracteristica é a deturpação dos factos ou seja a inversão da verdade dos factos.
    Nunca como agora é mais evidente, e isto também por força das grandes transformações politicas que se observam no país, e principalmente com o abraçar da democracia, que para o PR , o foi imposto, os orgãos de soberania são escolhidos pelo povo, desde logo, indicia que a luta pela governação é renhida, e o MPLA para manter-se na governação utiliza e bem a máxima de Nicolau maquiavel ” Os fins justificam os meios ” . Porém, nota-se que a TPA ( os mídia público), têm prestado um mau serviço a nação Angolana, tornou-se num antro de promiscuidade, os jornalista desta estação de televisão tornaram-se em agentes de interesses propangandísticos do MPLA. É triste assistir a morte de uma profissão essêncial à vitalidade democratica e civica de um país, o activismo partidário, que estes profissionais, se assim os podemos considerar transportam para a televisão, condenam o jornalismo á irrelevância, ao desprezo, à servidão, infelizmente estamos perante a vitória da má moeda sobre a boa moeda.
    Em materia de ética e deontologia a TPA, e seus jornalistas , mas concretamente os senhores Ernesto Bartolomeu e Alves Fernandes, mostraram pouco importar-se com tal instrumento, tendo usado e abusado da televisão,com tempo excessivo, sem observar o contraditório e sem isenção manchar o nome dos manos do M.R.I.S, (foda-se foi angustiante, o que os manos passaram) mas a verdade sempre vence. Um conselho vai para a TPA e seus jornalistas da pouca vergonha, os tempos mudam, e quando assim acontecer, não quero imaginar o que será desta corja de jornalistas incompetentes, que mais nada sabem fazer se não bajular em nome dos lucros.
    Conforme o Kota Luiz Araújo, no seu texto faz referencia, libertem-se e subsidiem a efectiva mudança que os Angolanos de boa fé almejam.

    Bob

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