Desabafo do Carbono

Posted: December 7, 2011 in Argumentos, Denúncia, Direitos, Direitos Humanos, Luanda, Manifestação 3 de Dezembro

INVENTAM-SE CRIMES PARA JULGAR E CONDENAR O CIDADÃO – 3 DE SETEMBRO.
ISENTAM-SE PREVARICADORES OFICIAIS DO ESTADO DE SEUS CRIMES CONTRA CIDADÃO – 3 DE DEZEMBRO

UM DADO MUITO CURIOSO. No julgamento que teve início dia 08, após os acontecimentos do tão propalado 3 de Setembro, a Polícia Nacional mostrou uma eficácia nunca antes vista nos seus 30 e tal anos de existência, tinham identificado todos os manifestantes que insurgiram-se contra eles, arremessando pedras e outros objectos contundentes, tinham todas as provas dos crimes contra eles e tinham uma descritiva completa e bem detalhada de tudo que havia se passado desde o principio da manifestação até o momento que foram detidos todos os manifestantes que constituíam maior perigo para eles. Até ai super!… Acho que nem a LAPD tem tamanha eficácia.

Apresentados os criminosos ao ministério público, julgados e condenados pelo crime que cometeram. Muito bem! Todo um sistema a funcionar em prol da justiça justa no país.

Só fico um pouquinho admirado como vários cidadãos comuns, jornalistas, activistas dos direitos humanos nacionais e estrangeiros, ou quem passasse ao lado do largo da independência sábado dia 3, por volta das 14horas são atingidos com um produto visivelmente produzido em casa sem rotulo, sabe-se lá até que ponto era nocivo a saúde, e sabe-se lá com que reagentes foram elaborados, o que se tem certeza eram os efeitos instantâneos causados às pessoas (forte ardor nos olhos e na pele ao ponto de bloquear temporariamente o sistema nervoso e colocar as pessoas sem capacidade de defesa física) e uma vez neutralizados as vítimas eram brutalmente espancados na via publica a luz do dia e aos olhos dos comandantes de várias divisões e esquadras da PN, onde os agentes fardados muitas vezes também agrediam as vítimas com porretes e murros, onde os automobilistas e transeuntes e outros manifestantes que não eram vítimas apenas observavam porque era um órgão do estado a fazer o seu trabalho “legitimo” e todo mundo sentia-se incapacitado de poder agir contra tamanhas barbaridades.

Passadas algumas horas e dias tudo corre normalmente, todo mundo de bico fechado, ninguém diz nada, ou seja, até dizem, mas que não houve agressão nenhuma, o presidente segue sua vidinha normalmente, vai de cara erguida assistir ao tão importante concurso de misses, rádio, jornal e televisão pública não discutem sobre o assunto, mas que assunto? Se não houve nada, nada há para discutir, a vida do pobre cidadão não faz parte de assuntos da grelha de programação da nossa querida TPA, o Caríssimo Sr. José Ribeiro teve coisas mais importantes para sua redacção neste dia. E assim vamos, tá tudo bem, Angola sempre a subir!… Será que nossos dirigentes são humanos?

Por: Carbono Casimiro

Comments
  1. Mambote says:

    Sinceiramente ao Ouvir Esta Mensagem fico Muito triste porque Este governo näo valoriza A vida Humana mais A problema é que nós os Angolanos que devemos tomar Medidas para se libertar com Esses Maligno Assassinios dos Autoctonos Angolanos A TPA é uma Impirio Diabolico do jes Santola nada de melhor que pode-se falar naquele merda da televisäo.

  2. Quem está, vive, por residência ou em viagem pela Europa, e ao mesmo tempo vive em Angola, e acompanha o DESEMPENHO político e social de Angola, o conceito de desenvolvimento (diferente do seu desempenho de crescimento, ainda com imenso desperdício, veja-se o caso do HOSPITAL GERAL DE LUANDA, passado 4 anos fechou, entre outros casos mais), comparativamente ao conjunto de países e nações que no seu todo formam o planeta terra, tem noção do peso político e social de Angola no mundo, na actualidade, e sabe analisar dos ganhos, dos desperdícios, e da produtividade social e económica das opções de gestão política de Angola desde a paz de 2002.

    Angola desde a independência, de imediato os seus responsáveis políticos (MPLA, UNITA, FNLA) ideológicamente promoveram a destruição do parque indústrial, comercial, educativa, e opção de afugentar e expulsar o colono, e mais grave, promoveram a guerra civil angolana, QUE AS NOVAS GERAÇÕES, questionam e querem analisar. Veio o regime de partido único, veio a democracia, envolvida por um problema de doença social, a CORRUPÇÃO, a diferentes níveis, promovido e sustentado pelos governantes, porque são eles que fazem as leis, e são eles que podem exigir o rigoroso cumprimento das mesmas, independentemente, dos sujeitos envolvidos; ministro, médico, funcionário menor, deputado, empresário, advogado, gestor, segurança, P República etc..

    Conclusão: ANGOLA por aquilo que escrevi, e à luz das sociedades modernas e desenvolvidas, em 1975 tornou-se num PAÍS, falta agora, tornar-se numa NAÇÂO, como repetindo-me, à luz dos novos requisitos defonidores para que um país seja uma NAÇÃO: democracia, direitos humanos, julgamento coerente e igual dos problemas de natureza repressiva e de natureza da convivência intersocial, o pagamento atempado dos salários, o cumprimento pelos agentes económicos das suas obrigações fiscais e de segurança social, velando o estado pelo cumprimento irreversível das mesmas, assegurando assim o futuro colectivo do ANGOLANO.

    ANGOLA tem sido desde a sua independência um país do faz de conta, e pouco ou nada tem adquirido de forma consistente, que faça crer aos olhos dos que não são angolanos, que ANGOLA caminha para ser uma NAÇÃO: ser NAÇÂO, parece ser um desígnio adiado, TEM SIDO um desígnio adiado.

    O ANGOLANO, vive na sua vida diária, os prejuízos disso tudo, entendo que existe um elemento que ganha com a ANGOLA de hoje, sem culpa no cartório, como se usa dizer: o ESTRANGEIRO. ESTRANGEIRO, é um imigrante, que sai do seu país para ganhar dinheiro num outro país.

    Por isso há o sentimento do ANGOLANO, de que a realidade em ANGOLA está invertida: o ESTRANGEIRO é mais ANGOLANO em ANGOLA que o próprio ANGOLANO. O estrangeiro não é culpado, ANGOLA precisa de estrangeiros, a GESTÃO de ANGOLA é que não tem sido a mais adequada e mais atenta e suficientemente rigorosa para defesa do cidadão angolano: políticas rigorosas e integrdas de educação, exigir parcerias empresarias e evidentes resultados relativamente a recursos orientados para as comunidades onde se instalam, contributo para a formação profissional dos recursos humanos que empregam e sua constatação. etc, etc, etc, etc..

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