5 actos que partidos com 82% dos votos não fazem:

Posted: December 19, 2011 in Angola, Argumentos, Estiguem o Imperador, Luanda, Opinião

“Somos milhões e contra milhões ninguém combate!” “MPLA é o povo e o povo é o MPLA!” “Temos 5 milhões de militantes!” Estes e outros dizeres e slogans são frequentes nas hostes do partido maioritário de Angola. É um ‘wero-wero’ ensurdecedor de um partido megalómano que na falta de argumentos sólidos esconde-se por trás de números que não condizem com a realidade, comportando-se como um adolescente mimado e inseguro que enfia-se no ginásio para ficar kaenche mas carece de substância intelectual para conquistar a mboa.

Para um partido que supostamente conseguiu convencer 82% dos eleitores a votar nele, o MPLA certamente tem um comportamento extramamente estranho para com a diferença de opinião e a contestação aberta. Até nos faz crer que aqueles 82% são mesmo tão irreais quanto parecem. Um partido com 82% dos votos não é assim tão medroso. Um partido com 82% não manda cancelar concertos.

Um partido com 82% dos votos NÃO:

1. Mostra tanta insegurança. Lembram-se do dia 7 de Março de 2011, data que deu o nome a este site? Ainda não se esqueceram da algazarra que o maioritário fez naquela altura? Nós também não. É inconcebível e patético que um partido que conseguiu 82% dos votos sinta-se ameaçado pelos 17 ‘Centraleiros’ que se fizeram presente na Praça da Independência, ao ponto de os prenderem ilegalmente, e ao ponto de tornarem um encontro ‘insignificante’ em manchete internacional! Isso para não falar do grande aparato policial que se fez sentir naquela altura, e as palavras imortais do Dino Matross: “Quem se manifestar, vai apanhar!” Ya Dino! Ganda democrata! E esta insegurança nos leva ao nosso segundo ponto…

Um partido com 82% dos votos NÃO: 

2. Convoca ‘contra-manifestações’. Essa talvez é que nos dá mais graça. São 5 milhões de militantes mas cada vez que uns 100 gatos pingados decidem convocar uma manifestação sentem a necessidade de pôr milhares de pessoas na rua a contragosto? O cúmulo foi mesmo no dia 25 de Setembro, quando o maioritário decidiu convocar uma “mega-manifestação” que terminaria no mesmo local onde terminaria a nossa marcha. Coube aos “Centraleiros” mostrar um nível menos infantil, ou seja, coube-nos ser responsáveis e mudar a nossa marcha para outro dia. Mas este episódio faz-nos lembrar outra triste história…

Um partido com 82% dos votos NÃO: 

3. Viola sistemáticamente a constituição. Não iremos falar muito sobre as manobras maquiavélicas e ilegais que o maioritário faz para nos privar de um direito constitucionalmente consagrado, até porque já falamos sobre tal em diversos posts aqui. Nem iremos comentar a tamanha patetice que é aprovar uma constituição hedionda, à força e practicamente às escondidas, e mesmo assim faltar com ela. Falaremos sim da patetice do ano, aquela em que o maioritário decidiu escolher locais específicos para manifestações, e todos os locais eram fechados e na casca da rolha. Durante dias nem os próprios militantes do EME sabiam o que fazer perante tamanha estupidez, e passaram uma semana em plena contradição pública sobre aonde seria então a sua mega-manif. Só visto! E mesmo assim apareceram os bajuladores do costume a apoiarem uma lei hilariante, que no fim de tudo foi revogada por ser considerada…ilegal.

Um partido com 82% dos votos NÃO: 

4. Tenta aliciar manifestantes. 5 milhões de apoiantes mas sentem a necessidade de falar com o Kangamba para aliciar o Jang Nomada e outros manifestantes? E ainda por cima leva baile? E ainda por cima se deixa gravar!? Uauê Mplauê!

Um partido com 82% dos votos NÃO: 

5. Censura actos culturais. Desde que deram a cara neste movimento que artistas como Carbono Casimiro, Luaty Beirão e outros são ‘músicos non gratos’. Qualquer iniciativa CULTURAL com os nomes deles é rápidamente reprimida, tanto em Luanda como em Benguela. Isto para não falar no roubo dos discos do Brigadeiro 10 Pacotes e a sua censura pelo Ministério da Cultura, nem do cancelamento do concerto do Katro no Elinga, nem da feira do hip-hop que foi cancelada no Rangel. Bué de músicos comprados, MPLA é o povo e wero-wero, mas Carbono, Luaty e companhia não podem fazer um evento cultural no Lobito? O MCK não pode cantar no Elinga?

Como vêm, estes e outros actos demonstram que a maioria de 82% do MPLA é, no mínimo dos mínimos, suspeita. Mas se querermos deixar de ser politicamente correctos, chamemos as coisas pelo seu nome: FRAUDE.

Têm as vossas próprias listas? Lembraram-se de outros actos não relatados aqui? Contribuam! Comentem ou mandem cenas para a Central.

Foto: Projecto Kissonde

Comments
  1. Mambote says:

    um dia tudo vai Acabar porque O Mpla näo eh O povo e O Povo näo eh O Mpla e tambem se Escuridäo demorar tens que aver tambem A luz dia?

    O Mpla já é O passado já näo há futuro naquele partido Säo Simples confusionistas Assassinios do povo Angolano mais A mafia do jes vai Cair e ser julgado.

  2. Mandumbe says:

    Tudo têm 1 fim e tudo têm 1a Jornada…MPLA so espera a vez dele!!

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