O pai do Quim foi militar. Lutou pela independência de Angola. Ajudou a libertar Angola do jugo do colonialismo. No seguimento do dia 10, viveu o terror de não saber do paradeiro do seu filho, e pior, de o ver chegar a casa depois ensanguentado, torturado, e espancado por ter participado numa manifestação, salvaguardada pela Lei vigente no país.

O regime agora tortura os netos daqueles que lutaram para a independência do seu país.

O pai do Quim bem lembra que no tempo do colonialismo, a luta pela independência começou com manifestações, que nem eram pacíficas. Oiçam o desabafo de um homem que se sente injustiçado, defraudado mesmo, pelo rumo que as coisas levaram. Oiçam a sua angustia e o seu sentimento de traição. Não foi por isto que ele lutou.

Comments
  1. Maria Júlia Vieira Monteiro Jaleco says:

    Vivo no Puto mas sou e serei sempre angolana do coração, da alma, da carne (que envelheceu…). Procuro daqui acompanhar o que se passa na minha terra, com os meus patrícios, pese embora a tristeza que tudo me causa. Não desistam, por mim também, desculpem o egoísmo – é que não queria partir sem ver a esperança florir…
    Um abraço
    Ju

  2. Laura Dias says:

    Faço votos para que José Eduardo dos Santos viva os anos suficientes para responder pelos crimes que se estão cometendo, em Angola, contra os jovens em especial e contra o povo em geral, que vive na miséria, enquanto alguns ostentam uma riqueza que não foi ganha com o seu trabalho, mas com o suor do rosto de muitos e muitos outros.

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