TPA: Em conivência com as milícias

Posted: June 2, 2012 in Angola, Argumentos, Denúncia, Direitos Humanos, Fotos, Manifestações, Notícias

Esta mancha vermelha no chão da casa do mano Carbono é sangue. Pertence aos nossos manos Gaspar Luamba e Mbanza Hamza.

De tão vermelha e espessa, até parece tinta.

No dia 12 de Março do ano em curso, a TPA deu voz aos agressores dos jovens manifestantes: dedicou largos minutos do seu telejornal a um “telefonema” do suposto líder, ou porta-voz, sabemos lá, do grupo de milicianos que aterrorizam a juventude angolana com espancamentos brutais e invasões ao domicílio.

Na sua intervenção, o miliciano ameaçou-nos, dizendo “se voltarem a se manifestar, nós continuaremos a reagir”.

Nós voltamos a nos manifestar.

Os criminosos voltaram a “reagir”.

Invadiram a residência do Carbono e partiram-nos as cabeças.

A TPA sabe quem são as milícias. Falaram com eles ao telefone. Não é hábito desta televisão estatal e altamente partidariza, receber telefonemas de cidadãos comuns e passá-los no Telejornal. Sabendo que a agressão aos jovens (e ao SG do BD, Filomeno Vieira Lopes) tratou-se de um crime, e que a Polícia estava supostamente à procura dos meliantes (vamos, por uma questão de exercício intelectual, fingir que a polícia está a procura das milícias), porque é que a televisão não contactou a polícia com o objectivo de os informar sobre o telefonema que receberam, e pior, porque é que difundiram-no no seu horário nobre com a clara intenção de amedrontar a população?

A TPA provou assim que pactua com os actos destes criminosos. Está em plena convivência com os terroristas, tal como a Polícia Nacional, que, afinal de contas, já foi fotografada com o Godzilla.

Comments
    • Luiz Araújo says:

      Um crime que se junta á lista imensa de violações dos direitos humanos cometidas com total impunidade.

      E quando uma sociedade é colocada face a essa prática criminosa sistemática aqueles que a ordenam e executam esses crimes estão a indicar-lhe o caminho da violência libertária como sendo a única forma de conseguir libertar-se dos que assim a oprimem.

      Se algum dia Angola voltar a ser palco de turbulência que desde agora fique claro para todas e todos tanto para as angolanas e angolanos como para a Comunidade Internacional, que quem está a gerar essa turbulência são aqueles que defendem o regime de forma violenta impedindo as cidadãs e os cidadãos de exercerem a cidadania para a realização das suas aspirações

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