Um Movimento em desacordo – Lei da Democracia ou do Orgulho Humano?

Posted: November 23, 2012 in Argumentos, Denúncia, Notícias, Videos, Zwela Ngola

A rutura é normal, ou pelo menos, deveria ser. Em qualquer relação na vida,  mesmo à dois, chega eventualmente uma altura em que as diferenças de posicionamento no que concerne a aspectos pilares na sustentação da relação, forçam as pessoas a optarem por seguir caminhos diferentes na persecução do mesmo objetivo: a felicidade.

Se numa relação à dois é normal, tanto mais natural deveria ser num grupo alargado e heterogéneo que, concordando com os objetivos e partilhando pontos de vista globalmente, encontram inevitavelmente antagonismos, normalmente saudáveis e estimulando a discussão, mas também podendo tornar-se insuperáveis e, nesse caso, ditando a insustentabilidade de continuidade num ambiente saudável e, consequentemente, a imposição da “separação”.

Se hoje somos levados a escrever isto, não é sem uma ponta de tristeza, pois, existem certas pessoas que parecem não se satisfazem em existir sem empurrar as outras para baixo, anularem-nas, vilipendiarem-nas, como se a sua sobrevivência disso dependesse.

Pouco após as eleições, protagonizámos alguns atos que fizeram drasticamente bascular o comportamento afável e cordial que nos era reservado pela UNITA, que nos via como aliados numa luta comum pela alternância do poder. Terá sido certamente por assim nos encararem, que nos concederam 2h30 minutos semanais gratuitos na sua rádio (Rádio Despertar, programa Zwela Ngola), por achar que iríamos, em troca, ajudá-los incondicionalmente na precarização da imagem do Executivo e do seu caduco timoneiro JES, apoiando-os inclusivé no período eleitoral.

Só não contaram com a nossa “ingratidão” ao mantermo-nos equidistantes no julgamento crítico e, usufruindo do espaço que nos era concedido como sendo “livre e democrático”, atacando sim o MPLA, mas também desafiando intelectualmente a própria UNITA a praticar o que apregoava e a demarcar-se de comportamentos ditatoriais que vínhamos constatando.

O primeiro destes desafios ocorreu quando, chegados à Rádio no dia 12 de Setembro (a partir do minuto 6) para mais uma edição do Zwela, fomos chamados a um canto para nos sussurrarem que o nosso convidado do dia, Alexandre Dias dos Santos “Libertador” (entretanto já no recinto da rádio), estaria banido de falar aos microfones da RD. Ao indagarmos as razões que os levavam a tomar medidas tão draconianas e anti-democráticas em relação ao cidadão “Libertador”, recebemos como resposta uma sequência de palavras que aprendemos a abominar e que soaram imediatamente um alarme nas nossas  mentes: “São ordens superiores!”. Ficou por esclarecer se o “superior” emanava da rádio (direção) ou do próprio partido (UNITA).

A nossa reação à esta comunicação foi imediata: assim que começou o programa, anunciámos que tinhamos um convidado cujo acesso aos estúdios tinha sido vetado, e ligámos para ele enquanto estávamos no ar, para que pudesse esclarecer as razões desta banição.

Depois de o ouvirmos, convocámos EM DIRETO E NO AR, a direção da rádio aos estúdios para vir apresentar a sua versão do sucedido, coisa que foi ignorada pelos representantes da rádio,  o que nos levou a contornar as “ordens superiores” e mantermos ligação com o Libertador, fazendo com que participasse no debate do dia como se estivesse em estúdio connosco.

Ao sairmos dali, fomos pedir à rádio que nos fornecesse a “Lista Negra” de todos aqueles quanto estivessem barrados de aceder ao estúdio, para que não voltássemos a passar pelo vexame de convidar outra pessoa e ter depois de comunicar-lhe in loco que afinal não poderiam participar. Garantiram-nos que tal lista não existia e que não voltaria a acontecer um impedimento dessa natureza.

Depois houve as discussões preliminares acerca da tomada de posse dos deputados na AN, que redundaram na tão infame vigília do dia 20 de Setembro, e isso foi a gota que fez transbordar o copo!  Algumas pessoas no seio da UNITA ficaram furiosas connosco, consideraram-nos infantis, frustrados, mal-agradecidos e traidores, tudo por acharem a demonstração pública de repúdio pela sua decisão um disparate e uma agressão.

Nesse dia e para não variar, fomos detidos! Apesar dos insistentes e repetidos telefonemas para dar a conhecer a ocorrência, a RD pura e simplesmente omitiu o assunto nos vários blocos informativos de que dispõem. A Ana Margoso, nossa amiga, jornalista esclarecida, foi uma das poucas pessoas que, sendo fervorosa militante da UNITA e não sem antes apresentar alguma resistência, reconheceu a dimensão e a importância da nossa atividade – a vigília. Mostrou-se preocupada quando soube que a rádio omitira durante todo aquele período a nossa detenção,  intercedendo a nosso favor ao pé daquela, garantindo-nos que a matéria passaria em diferido. Diferido esse que nunca chegou a acontecer, tendo a nossa amiga depois desvalorizado o (não) ocorrido como sendo um “mal-entendido” e encerrando esse capítulo por aí mesmo, fazendo fé nas boas intenções dos seus colegas e recusando ter havido interferência das forças “ocultas” e das ordens superiores” no seio da sua agremiação partidária.

O programa ia (vai) ao ar todas as segundas e quartas. No domingo após a vigília, o nosso colega (que é também, “coincidentemente” afiliado na UNITA) Gaspar Luamba ligou para nós, para nos informar da condição periclitante do Zwela, nos seguintes termos:

“Amanhã o programa não poderá ir para o ar sem antes termos uma reunião com os kotas, que estão muito chateados E COM RAZÃO. A reunião tem o objetivo de definir a continuidade ou não do Zwela. Nessa reunião irão participar, para além de mim próprio, o Massilon e o Carbono. Os manos Luaty e Mbanza não poderão estar presentes!”.

Engraçado é que “os manos Luaty e Mbanza” eram APRESENTADORES principais do Zwela e ao serem coados dessa forma de uma reunião que determinaria a sua permanência no ar, ficou patente de imediato que essa permanência tinha como premissa inicial o afastamento dos locutores principais. Desde esse dia que tanto o Mbanza como o Luaty deixaram de ir à rádio, onde seriam indesejados.

Ao perguntarmos quem pôs essas condições, o Luamba citou o Professor Chipindo Bonga, que negou categoricamente qualquer envolvimento nesta peça de teatro de tão pobre argumento.

O facto é que, como desejado, o Mbanza e o Luaty  abandonaram o programa que ficou ao encargo do… Luamba! O Luamba não só banalizou o programa com a sua linguagem belicista,  extremamente parcial, pobre analiticamente e com um favoritismo partidário (ao seu partido, claro está) muito pronunciado,  como encetou num rol de mentiras descaradas aos ouvintes que ligavam a perguntar pelos outros apresentadores, dizendo que estariam ocupados “com outras atividades revolucionárias,  mas já já retomariam os seus lugares no Zwela”. Durante as duas primeiras semanas fizemos por desvalorizar a importância destas mentiras, atribuindo-as a um mero desejo e, quiçá, excesso de confiança por parte do Luamba que nos fossemos todos entender mesmo sem explicações dadas. Ele ficou de se encontrar connosco para explicar o que tinha sucedido exatamente, mas o tempo foi passando e ele foi-se esquivando desse encontro, a cada dia com um pretexto diferente. Entretanto o programa continuava, com a sua nova e medíocre linhagem híbrida entre assunto sério e humor de mau-gosto, e com a continuidade das mentiras acerca do Mbanza e do Luaty.

Sendo o programa a representação de um grupo alargado de pessoas, que uns escolhem nomear Movimento Revolucionário (nome que também colhe antagonismos, pois não é consensual), decidimos, em algumas reuniões, tomar medidas vigorosas concernentes à  identidade do programa e à sua continuidade. Decidimos a votos (mais de 30 pessoas) que havia 3 opções para o programa: ou mantinha-se o Luamba e o programa mudava de nome, passando a ser um programa pessoal do Luamba; ou mudavam-se os apresentadores (outros quaisquer, excepto o Mbanza e o Luaty, resolutos na sua decisão de não mais voltar); ou, finalmente, encerrava-se pura e simplesmente o programa. Em TODAS estas reuniões sem excepção (mais de 3), o Luamba brindou-nos com a sua ausência, sempre com um novo e improvisado pretexto.

Indigitou-se uma “comissão” para levar a comunicação da decisão ao Luamba antes do programa de segunda-feira, 29 de Outubro ir ao ar, mas algumas das pessoas que se comprometeram em lá estar não foram e as que foram levaram uma lavagem de tal ordem, que saíram de lá confusas, sem conseguir cumprir a missão que lhes foi incumbida.

O resultado? O Luamba dedicou esse programa inteiro à difamação de “algumas pessoas que se venderam ao regime e que querem fechar o Zwela”. Foi 1h30min de puro fel e envenenamento, trazendo os ouvintes para a conversa, perguntando-lhes repetidamente “o que se lhe apraz dizer sobre os pseudo-revolucionários que aceitaram rebuçado do regime para acabar com o Zwela?”. Ele nunca citou quem eram os “tais”, mas o recado foi percebido.

Achando essa virulência gravíssima e perigosa, decidimos ir confrontar o Luamba na emissão seguinte, dia 31 de Outubro (ouve-se a porta abrir aos 21m20s), tendo irrompido pelo estúdio quando o programa já estava no ar e exigindo ao Luamba que explicasse aos  ouvintes  quem eram as pessoas que tinham aceite dinheiro do regime e que esclarecesse de uma vez por todas as razões da nossa ausência de um mês e meio no Zwela.


Como consequência, o programa ficou suspenso e o director assumiu o compromisso de só voltar a liberá-lo uma vez que tivéssemos chegado a um consenso e o remetessemos POR ESCRITO e ASSINADO por todos. Qual não foi portanto o nosso espanto ao ver o programa reatar na semana seguinte, dia 7 de Novembro, sem que nenhum documento lhes tivesse sido endereçado.
Desde essa data que se instalou entre o Luamba e alguns de nós um mal-estar insanável, agravado pelo facto de ele continuar a querer tomar-nos por parvos e a envenenar a nossa reputação ao pé de algumas mentes pouco atentas que, mesmo diante da não-apresentação das provas prometidas, continuam pura e simplesmente a acreditar na sua mais que mirabolante história de novela:

– O gerente do Banco BAI, na dependência do Golf 2, ter-lhe-á mostrado no ecrã do seu computador, 3 contas bancárias contendo as seguintes quantias: 600 mil USD; 400 mil USD e 280 mil USD. Quando o grupo de mais de 30 pessoas ouviu essa “notícia” começou a exigir “a cabeça” desses 3 prevaricadores, mas o Luamba já tinha conseguido  o que queria e recusou-se a citar os nomes, dizendo que “dentro de 3 dias aparecerei com as provas para vocês verem com os próprios olhos”. Só que esses 3 dias passaram e as provas não foram dadas. Pior, algumas pessoas deixaram de as exigir e, na reunião seguinte, dia 10 de Novembro, praticamente crucificaram aqueles poucos que tentaram insistir no assunto, cobrando ao Luamba que fosse consequente com as suas alegações.

– A reunião que se seguiu varreu para baixo do tapete esse assunto poeirento e passou imediatamente ao que interessava: estruturação e oficialização do “Movimento”, com nomeação de representantes  e núcleos municipais e organização de um… CONGRESSO!

Para nós está abundantemente claro que o interesse aqui é formalizar o que funcionou bem até agora, tornando o movimento algo mais aparentado com um partido, afastando as pessoas incómodas (difíceis de manipular, que pensem pela própria cabeça), mantendo um “exército” de meninos cheios de boas e genuínas intenções, mas moldáveis e teleguiáveis, que possam ser induzidos a servir interesses ocultos, mas não tão ocultos assim.

A razão desta exposição de assuntos que deveriam ser resolvidos “internamente” é simples: estamos a agir preventivamente ao ataque público que iremos sofrer nos próximos dias. O Luamba fez questão de ligar para o Libertador a avisar que tinha convocado uma conferência de imprensa, na qual anunciaria a secessão do movimento e, deduzimos, ao evocar as razões desta nova “ala”, irá preferir denegrir “os outros”, “os impuros”, “os recebedores de rebuçados”, para justificar que, não podendo compactuar com a “corrupção”, resolveu com “a maior parte do movimento” demarcar-se destes indivíduos vendidos, sem escrúpulos, que brincam com a desgraça do povo. Deduzimos também que ele vai continuar a deixar à especulação dos jornalistas os nomes dos ditos “vendidos”, sendo menos eficaz na estratégia de “bomba de desfragmentação” citá-los. Será importante elucidar-vos que contactámos o gerente do BAI do Golf II que nunca ouviu sequer falar do Luamba.

Conclusão:

Pela forma como as coisas estão a acontecer e a destreza com que os intentos atingem o movimento, somos levados a crer que há mão oculta: o Luamba está a ser usado como testa-de-ferro! É um rapaz determinado, ambicioso e dedicado ao partido, que sempre fez parte do nosso núcleo restrito de pessoas de confiança, exibindo uma coragem e firmeza pétreas, conquistando assim o respeito de muitos dos jovens do movimento.

Algumas pessoas no seio da UNITA ficaram tão furiosas com a vigília, que chegaram até a apodar-nos dos mais reles e infames nomes. Acusam-nos de infantilismo político e de estar a abrir várias frentes de luta esquecendo-nos do nosso inimigo comum – o regime (nunca levaram a sério a nossa premissa principal que nos compromete única e exclusivamente com a verdade).

Alguns timoneiros da política interna do partido estão a conduzir o Luamba nesta empreitada. Embora reconheçamos o poder intelectual do Luamba, ele não é inteligente o suficiente para pensar num ardil tão eficaz e metê-lo em marcha de maneira tão estrondosamente bem-sucedida, sem se importar que caminha para a destruição de algo que ajudou a construir e atingir até aqueles que um dia foram amissímos seus.

Para já, conseguiu o fito inicial do plano: dividir para melhor reinar! Não nos surpreenderá  que apareça como presidente do movimento que agora emerge para “salvar a honra e a dignidade dos puros”.

Nada tendo contra isso, queremos desejar-lhe muita sorte e dizer-lhe do fundo dos nossos corações que tenha êxitos e que não devemos ver-nos como concorrentes mas como complementares, caso contrário, iremos perder mais tempo a atacar-nos mutuamente, distraindo-nos do objetivo final que, felizmente, continua a ser comum.

Segue o teu caminho irmão Luamba, boa sorte na tua empreitada e esperamos que te reveles um bom líder e mobilizador de massas.

Paz

Os manos do outro lado da história

Comments
  1. Denver says:

    E o foco principal que é continuar luta pela democracia e libertação do povo Angolano da Ditadura instaurada neste país? Romper os laços fortes de fraternidade e luta é simplesmente deixar de lado qualquer ato de ativismo. Enquanto isso a imigração continua a ventos fortes, beneficiando estrangeiros, beneficiando a politica mentirosa deste país repleto de sofredores. Se existia alguma esperança acho que ela está se dissipando, juntamente com as discordias plantadas pelo orgulho e egos! Muito triste assistir tais fatos, muito triste deixar de ver videos com aqueles jovens cheios de vigor e raça indo aos poucos ganhando as ruas e contagiando o povo de coragem e fé! O medo voltou a Angola, e mais alguns anos de ditadura continuaram intactos confiscadas pelo medo, e pelo ato de desejar ser famoso! Sinto muito pelo comentário, mas o poder qualquer que seja parece iludir todas as criaturas elevando as a um patamar de desunião egocentrica! Abraço e força meus queridos.

  2. Luareco says:

    O fim do vosso “casamento” não é algo que me espante. A UNITA não é um partido com historial democrático ou tolerante e tenho quase a certeza que se estivesse no poder seria tanto ou pior que o MPLA. Neste caso, foi claro que a UNITA serviu-se do vosso activismo em defesa dos direitos cívicos para fins da sua agenda política. Quando vocês deixaram de ser úteis (a partir do momento em que ficaram expostas incoerências no discurso político da UNITA) eles simplesmente vos descartaram e entregaram a Zwela ao seu militante fiel. Queria também louvar a integridade do Luaty e do Mbanza. Um grande abraço!!!

  3. LuGuAra says:

    Desenvolvimentos que não espantam a quem considere a ADN institucional que estes factos trazem à superfície.

    Também não me espantou a tomada de posse dos deputados da UNITA numa AN produzida por batota eleitoral. Batota que no entanto denunciou antes dessa tomada de posse e que acumulando incoerência sobre incoerência continuou a denunciar mesmo depois de já estar a comer no prato envenenado da “democracia” à laia da ditadura do MPLA como é a a fantasia da “democracia” que nos vem sendo ditatorialmente impingida.

    “Ordens Superiores”, uma estafada forma dos ditadores de todos os quadrantes do universo político partidário angolano reduzirem a cidadania a zero o que só vem consolidando a percepção geral de serem todos iguais. Tanto o partido da situação, o MPLA, como o maior partido da oposição, a UNITA, sofrem desse mesmo mal que em tantos os aspectos fundamentais, destacando-a, expõe a igualdade que os aproxima com mais clareza do que o que os diferencia.

    Mas tá bem, aliás tá muito mal, malíssimo. E esse mal só vai ser resolvido quando tivermos resolvido as carências que nos impedem a realização do momento em que vão imperar ORDENS INFERIORES, as do povo, pondo fim à festa de todas as ditaduras e ditadores estejam no poder ou na oposição.

    EXIGE DIGNIDADE COM DIGNIDADE

    Luiz Araújo

  4. Eddie says:

    Mós bros, é complicado juntar-se a malta dos partidos. Os partidos políticos são muito semelhantes e muito influenciados pela liderança. A UNITA de Samakuva há anos que mostra tiques pouco democráticos e era óbvio que mais tarde ou mais cedo a vossa independência iria irritar a UNITA. O Luamba, sendo soldado fiel à sua bandeira abandonou a vossa causa em benefício da sua/UNITA.

    O facto de ter sido a vossa reluctância em submeterem-se a agenda da UNITA que vos custou o programa é mais um motivo de orgulho. Devem ser leais ao ideias da liberdade e da justiça.

    A malta dos partidos acha que todos angolanos são Judas, todos vendem-se por dinheiro por isso é que o MPLA vos detesta. Pensam que a felicidade de todos depende de um Range Rover Sport HSE Super charged embora se passeie em ruas esburacadas habitadas por pobreza extrema.

    Lutem por amor ao próximo. Desinteressadamente. Não é crime almejar a riqueza mas tem que ser com trabalho e mérito! Esqueçam-se dos nossos pseudo-heróis que nos chamaram para guerra colonial e tornaram-se em colonos indiferentes ao sofrimento alheio.

    Força manos.

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