A Voz do Povo XVIII: “Afinal, em Angola, o dinheiro compra tudo.” – Maria G.

Posted: November 26, 2012 in A Voz do Povo, Argumentos, Denúncia

Disse-nos a dona Maria no humoroso post sobre “5 Usos para o Jornal de Angola“:

O JORNAL DE ANGOLA ficou muito «incomodado» com a notícia de que a magistratura portuguesa abrira um inquérito contra três altas figuras do regime, por suspeita de branqueamento de capitais. E logo apareceu, também, o «insuspeito» NOVO JORNAL, a atacar a magistratura portuguesa, falando de racismo e de inveja colonialista.
O «interessante» é que, tempos atrás, nada disseram do facto de as autoridades norte-americanas não terem permitido a entrada no país do então vice-presidente da República, que devia ir discursar na Assembleia Geral das Nações Unidas. Foi, também, silenciado o facto de existir um mandato da «INTERPOL» contra aquele mesmo dirigente.

Agora «ai Jesus», «violação do segredo de justiça», «racismo dos tugas», «inveja dos colonialistas» e por aí adiante. Mas nada sobre os motivos de fundo que podem estar por detrás do inquérito.
E logo apareceu um governante português a manifestar o seu apoio às autoridades angolanas: o ministro Paulo Portas, vulgo «Paulinho das Feiras». Fraco apoio, é bem de ver, por parte de um governo cada vez mais desacreditado e isolado.

Para ajudar à compreensão deste e de outros incidentes semelhantes, aqui vai uma HISTÓRIA EXEMPLAR.

Em Lisboa, na Avenida da Liberdade, numa dessas chiquérrimas lojas para estrangeiros endinheirados, duas senhoras angolanas compraram o recheio todo. Isso, «o recheio todo». E a empregada:

– Se as senhoras quiserem vamos pô-las ao hotel. E transportamos toda a mercadoria. Não têm de pagar nada.
– Não é preciso. Ali o preto leva.
E lá veio o «preto» carregar as muitas compras das senhoras.
Nem no tempo colonial se vira tal coisa. «Ali o preto leva». Bem dizia o saudoso Amilcar Cabral:
– Não são só os brancos que exploram. Há pretos que querem explorar ainda mais que os brancos.
Aí estão, pois, os «novos colonialistas», os amigos do «Paulinho das Feiras». Exaltados pelo NOVO JORNAL, órgão de comunicação reconvertido ao «novo colonialismo».

Afinal, em Angola, o dinheiro compra tudo.

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