Archive for July, 2013

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No dia 4 de Julho de 2013 apareceram no Facebook imagens de uma plataforma petrolífera afundar-se no mar. A legenda dizia algo do género “Sonda da SAIPEM colapsa no Soyo”. O acidente teria acontecido 2 ou 3 dias antes, mas incrivelmente, conseguiu manter-se um manto silencioso e abafar um assunto dessa gravidade e dimensão até que essas imagens fossem reveladas. Imediatamente começou o festival de ataques aos nossos órgãos de (des)informação que têm uma incompetência atestada com direito a quadro de honra há já muitos anos (para não dizer desde sempre) e de quem não deveríamos esperar melhor.

O facto é que essa imprensa, timidamente lá reagiu, mencionando muito superficialmente uma efeméride que num país com liberdade de imprensa teria sido dissecado minuciosamente. Na nossa Angola não! É só mais um fait-divers, ensanduichado entre a “notícia” da visita de alguém com pouca importância para o angolano ao presidente JES e o concurso Miss Angola Esquina-do-bairro-desconhecido, passado em forma de comunicado chato, sem imagens e sem análise. É o costume.

Interessante foi ver como alguns detractores do regime se deram ao trabalho de encontrar imagens de um afundamento de sonda no Youtube, baixarem para os seus computadores e voltarem a subi-lo com um novo título sugerindo que corresponderiam a imagens da sonda da SAIPEM, a tal que se tinha admitido engolida pelo mar.

Mais interessante ainda, a maneira com que os incansáveis defensores do indefensável se lançaram num ataque feroz a quem, induzido pela já comprovada veracidade das imagens anteriores, se precipitou na partilha desse vídeo sem verificar a sua fonte.  Acusações com recurso a adjectivos que remontam aos idos anos 80 vieram à baila, demonstrando a idolatria ao que o seu chefe produz de pior e a profundidade da cristalização da mentalidade dessa gente, fossilizada a tal ponto que não parece mesmo ser irreversível. Até hoje há posts em que usam o facto de, também nós, termos caído na esparrela e partilhado dito vídeo, para “provar” que não somos diferentes daqueles que acusámos de parcialidade criminosa (JA, RNA, TPA) e que usamos de baixarias para denegrir o regime.

Esclarecimento: felizmente, temos alguns leitores muito atentos e em menos de 3 minutos tivemos um comentário remetendo-nos para o link original do afundamento que, afinal, se terá passado ao largo da costa iraniana, no Golfo Pérsico. Confrontados com essa gaffe, apagámos IMEDIATAMENTE o post e passámos a comentar diligentemente em todos os posts que apareciam no nosso feed que publicassem o vídeo como tendo ocorrido em Angola. Até hoje há pessoas que são induzidas pela legenda do vídeo e por associá-lo à notícia da plataforma da SAIPEM, essa sim, “tombada pela nossa independência”. Somos rigorosamente CONTRA o uso de desonestidade deliberada para denegrir os nossos detractores e daí termos removido, acto contínuo, o dito vídeo. Com um regime como o nosso, não é preciso inventar factos ou acusações, pois ele é prolífico em produzi-los diariamente, brindando-nos com mais material do que aquele que conseguimos digerir, esmiuçar e regurgitar em forma de análise articulada.

Mas vamos lá comparar as imagens REAIS da sonda “afogada” com as do vídeo que se quer fazer passar por original e pensar se é assim tão absurdo que sejamos todos induzidos em erro e se, se filmagens houvessem, o vídeo da sonda da SAIPEM a ir ao fundo teria sido tão diferente assim do que aqui colocamos.

Fotos da plataforma SAIPEM

Plataforma SAIPEM engolida no Soyo

Vídeo de uma plataforma IRANIANA a naufragar
 

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Uma ideia sobre a nova bandeira que o MPLA deve adoptar. Estamos aqui para ajudar, afinal de contas queremos ser úteis!

“O mais importante é resolver os problemas do povo.”*

* – Mas primeiro os nossos. E depois os dos nossos filhos. E depois os das nossas amantes. E depois os dos nossos Mercedes. E depois o do nosso cão. E depois os dos nossos jogos de casinos. E talvez depois, se sobrar algo, compramos aí um chafariz…

MPLA Bandeira NOVA

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Não havia outra maneira de usarmos este segmento da entrevista de JES em que ele se refere de maneira vaga e lacónica a eventuais “programas” e “projectos”. Na versão original, a medida que o Sr. Kitumba arrasta as respostas sem conteúdo como se tivesse chumbo a prender-lhe a língua ou um retardador de raciocínio acoplado no osso occipital, o cérebro de quem ouve tem tendência a desligar, a entrar em modo de suspensão e provavelmente será essa mesmo a intenção.

Mas depois de muito cambalearmos, conseguimos espremer a chuva dessa nuvem e finalmente apresentar um resumo do que S. Excia quis dizer com tanto parlapiê!

Divirtam-se!

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Car@s compatriotas,

Desde o dia 7 de Março de 2011 que um grupo volúvel de jovens, maioritariamente apartidários, decidiu afirmar-se publicamente insatisfeito com o estado actual de uma Angola que é de todos quantos ela assista nascer e ainda de outros que herdam o direito de lhe pertencer por laços sanguíneos, independentemente da sua cor, raça ou credo, como reza a sua atípica Constituição.

Pela noção, quiçá exagerada, de que o país estaria refém de uma partidarização da sociedade, estes jovens fizeram inicialmente questão de sublinhar como carácter identitário da sua união o seu apartidarismo.

Recusando fórmulas de organização hierárquica já experimentadas centenas de vezes e contra todos os conselhos de mais-velhos sensatos, optámos por não ter uma estrutura, um organigrama, estatutos, códigos, ou sequer um nome que pudesse definir-nos, pois não queríamos formar mais um clube sectário, uma associação ou ONG que com os seus critérios restritos acaba por ser mais exclusivo que inclusivo, justamente o contrário do que um MOVIMENTO deve ser.

Um movimento deve promover a liberdade de opinião, estimular cada um dos seus integrantes a propor ideias, motivá-los à acção colectiva ou individual, moralizá-los que são tão importantes quanto o próximo, convencê-los que procurem o líder dentro de si e não se limitem a seguir alguém que, humano como o resto, também tomará decisões mal ajuizadas, não esperar ordens ou autorizações, ser proativo.

Esta modalidade revelou-nos imensas vantagens mas, como tudo o resto na vida, algumas desvantagens, que levaram a alguns reveses.

Infelizmente, alguns desses reveses vieram a revelar-se insuportáveis conduzindo a situações de ruptura entre alguns manos com posicionamentos diametralmente opostos em questões estruturantes.

Assim sendo, e por haver uma manifesta decisão em formalizar o movimento, atribuindo-lhe um nome, um logotipo, estatutos e o resto dos requisitos que definem uma estrutura formal, alguns de nós decidiram demarcar-se dessa nova rota e continuar a explorar o caminho mais incerto e cujo potencial está ainda por desvendar: o caminho do proativismo e o de cada-cabeça-é-uma liderança, ou como poderão alguns desejar chamá-lo, o caminho da anarquia, sem a sua conotação pejorativa.

Nós, os subscritores deste comunicado, encorajamos todos aqueles que tenham outra visão da luta e das formas que esta pode ou deve assumir, a trilhar o caminho que entenderem mais adequado, pois todos os caminhos vão dar à Roma e objectivo é comum: a destituição de José Eduardo dos Santos, o fim da ditadura e o desmantelamento da camarilha corrupta que se quer perpetuar no poder em detrimento dos interesses do já sofrido povo angolano.

Assim sendo, felicitamos calorosamente o nossos irmãos do MPU, MORANGO e o recém-criado MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO pelas suas escolhas corajosas e firmes, desejando-lhes todos os sucessos nas suas empreitadas e reiterando que da nossa parte, sociedade civil aberta, poderão contar com o apoio nas áreas que dominamos, sempre que nos revirmos em qualquer das suas acções e isso inclui a utilização dos nossos espaços para divulgação das mesmas, caso não tenham a isso objecção os supracitados movimentos.

Estamos juntos nesta luta.

Subscrevem a este posicionamento:
Alemão Francisco
Abraão Chissanga
Adão Ramos
Benedito Umbassanju
Cláudio Silva
Emiliano Catombela
Fábio Sebastião
Graciano Brinco
João António Zanzuca
Kady Mixinge
Luaty Beirão
Luís Rocha
Manuel das Mangas
Manuel Nito Alves
Massilon Chindombe
Mbanza Hamza
Nicolas Radical
Osvaldo Caholo
Rabi D. Freitas
Raúl Mandela
Tukayano Rosalino
Timóteo João

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No dia 5 de Julho publicámos aqui uma notícia que dava conta da intimação feita por via telefónica ao mano Mbanza para se apresentar na PGR, por parte de alguém que se terá apresentado como Pedro de Carvalho.

De início tentou marcar-se a data para uma quinta, mas por impecílios de agenda dos Adolfo Campos e Makitá Kuvula, o procurador acedeu em remarcar para terça-feira seguinte, 9 de Julho pelas 9h00 da manhã.

Depois de passar o fim-de-semana a reunir as provas que fomos amontoando contra o Bento Bento, a preparar um documento no qual nos prestámos ao papel de fazer o trabalho dos investigadores dando-lhes a papinha na boca, o telefone toca às 17h00 de segunda-feira, dia 8h00, na véspera do encontro:

– Alô? Como está? Daqui Pedro de Carvalho da PGR. Era só para lhe comunicar que devido a reunião de Procuradores da CPLP que como sabe está a ter lugar aqui em Luanda, não nos será possível realizar a nossa audiência amanhã conforme combinado. Remarcamos para a próxima terça?

Tudo bem. Depois daquela conversa toda de “organizar agenda” e de terem sido eles a sugerir as datas, parece que se esqueceram de verificar a agenda ou esqueceram-se de anotar nela provavelmente o evento mais importante do semestre, convocando-nos descuidadamente (terá sido?) para o mesmo dia da tal de reunião. Mas, sem problemas, também nos dava mais tempo para melhorar a apresentação do nosso dossier e de dominar melhor a cronologia das ocorrências. Ficou assim a audiência marcada para terça-feira, dia 16 de Julho (hoje).

Hoje o senhor quis repetir a façanha, só que desta vez não ligou para o Mbanza, mas para o Adolfo, bastante mais temperamental, não teve muita paciência para as falinhas mansas do “procurador” e assim que este balbuciou: “vamos ter de adiar…” foi interrompido com um “de nooooovvvvooo??? Mas vocês não têm respeito nenhum pelas pessoas, pensam que é só assim, marca, desmarca, que todos têm disponibilidade nas suas vidas para se ajustarem aos vossos desejos?”.

O Carvalho meteu-se naquela palavra que rima com o nome dele rematando apenas: “você é muito stressado, o seu colega pelo menos é mais cordato. Quando é assim, o melhor será fornecerem os vossos endereços para vos notificarmos por escrito”.

E desligou. Seriam por volta das 15h00.

Tendo o contacto do “cordato” Mbanza Hamza, porque não terá de seguida tentado encetar contacto com este último? Isso mesmo é instituição que se preze? Não há vergonha, não há decoro?

A “audiência” fica assim adiada sine diem porque o Adolfo meteu o Sr. mui abusado procurador em sentido dizendo-lhe o que ele precisava de ouvir.

Isto mesmo é país?

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Recebemos hoje, sob forma de comentário, uma mensagem no post intitulado “Angola fala só”, novo programa na VOA 6ªfeira” de 2011.

A mensagem vem assinada por alguém que se identifica sem rodeios e sem receios como Mateus Nekanda, apresentando as credenciais de Secretário Provincial do Sindicato dos Jornalistas no Cunene.

Temos a ideia de nas províncias as pessoas estarem pouco vocais acerca dos problemas que as assolam e temos atribuído isso sobretudo ao facto de nos parecer que estão (muito) mais expostos ao perigo pois mais facilmente se abafariam notícias de pressões e retaliações que pudessem vir a sofrer.

Nas províncias não há outra imprensa senão a pública e a domesticada para bater pimpa. Por isso, achamos extremamente corajoso por parte do mano Nekanda identificar-se e lançar o alerta que abaixo reproduzimos, começando com a preocupação acerca do estado do jornalismo na província e terminando com a preocupação-mor que se prende com a seca que está a flagelar a região.

Segue abaixo a mensagem do Mateus Nekanda:

imprensa

“Chamo me Mateus Nekanda sou secretario provincial do sindicato dos jornalistas na provincia do kunene,estou preocupado com o estado da Imprensa a nível da provincia. As rádios publicas recém instaladas nas sedes municipais são um mero instrumento de propaganda dos administradores municipais e seus representantes nas comunas.A provincia esta a passar por uma seca devastadora. Ate aqui não há medidas serias no que tange a solução para o fornecimento de agua as populações,esta parte e a mais critica porque quando se chegar aos meses mais escaldantes o problema vai ser dramático.”

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Tendo em conta a quantidade de gralhas e sinais de incoerência, incapacidade intelectual e senilidade patentes nesta entrevista com a qual JES nos agraciou, só podemos chegar a uma de duas conclusões:

1 – Ou os seus acessores de imprensa estão tão irradiados pela “luz” emanada por JES ao ponto de não repararem e, consequentemente, não mandarem editar/corrigir essas debilidades que fragilizam ainda mais a imagem do presidente, o que os torna meros incompetentes; ou

2 – Estão borradinhos de medo de se chegarem “à sua beira” e lhe informarem: chefe, apesar do treino todo que tivemos, esta entrevista será uma catástrofe se for difundida. Aconselho-o veementemente a interditá-la!

Felizmente para confirmação da nossa argumentação na falta de lucidez ou elasticidade intelectual do camarada chefe, a entrevista saíu mesmo, para envergonhar e insultar a inteligência da maior parte dos angolanos.

ESTE SENHOR ESTÁ DECRÉPITO E INCAPAZ DE COMANDAR OS DESTINOS DO AVIÁRIO QUE ENRIQUECEU A ISABEL, QUANTO MAIS DE COMANDAR 20 MILHÕES DE ANGOLANOS?!?!? RUA JÁ!