Traços do percurso de Nfuka, e o anúncio do seu linchamento político (parte I)

Posted: August 2, 2013 in Argumentos, Opinião

Nfuka

Ponto prévio: não sou, nunca fui e não espero vir a ser da UNITA. Entretanto o que acontece ao Nfuka e à outros angolanos, enquanto concidadãos, dizem-nos respeito a todos, daí muito boa gente crítica ao poder vierem à terreiro em defesa de Garcia Miala e mais recentemente Quim Ribeiro, quando entenderam estarem a ser injustiçados.

Nos idos anos de 2002/3, se a memória não me atraiçoa, altura que o conheci, certamente, salvo quem tivesse tido contacto com suas ideias, quase ninguém dava por ele, tal era o aspecto franzino, modesto denunciando sua condição social humilde. Na altura morador do Palanca e estudante do conhecido “PUNIV CENTRAL”, Nfuka Fuaka Muzemba e um conjunto de outros jovens já faziam importantes reflexões sobre a Angola de então, a guerra que, já terminada, tinha deixado feridas profundas que careciam de cicatrização, da necessidade de acordos de paz que vingassem, a construção de um Estado bom para se ser jovem. Eram ávidos e assíduos ouvintes dos noticiários e acesos debates emitidos pela Rádio Ecclesia e Voz da América, frequentadores das Conferências que eram organizadas Por Organizações da Sociedade Civil e tinham contactos estreitos com políticos e activistas cívicos que se destacavam pela exposição de suas ideias e a maneira como se batiam pelas mudanças que se impunham, ainda eram ávidos leitores dos jornais privados e alguns livros que tomavam emprestados. Foi naquele ambiente que se idealizou o MOVIMENTO DE ESTUDANTES ANGOLANOS – MEA, como um meio de luta pelos direitos dos estudantes e não só. Nfuka já tinha ideias bem avançadas e concretas sobre os combates e as consequências inerentes a tal “atrevimento”. Sinceramente, não sei por onde andavam nem o que faziam os seus actuais detractores da JURA.

O MEA teve como grande marca, a exigência ao governo, da instituição do passe social para os estudantes, que permitiria a esta franja da sociedade viajar sem custos, ou com custos subvencionados, nos autocarros de transportes públicos (caso a proposta fosse implementada); facto que viria servir de mote para o surgimento das primeiras manifestações organizadas por estudantes não universitários, de que tenho memória. Nfuka, o principal ideólogo da organização e pares, andavam de escola em escola, na periferia de Luanda, a fim de darem a conhecer o MEA e mobilizar jovens para a causa. Na periferia, não raramente, contactavam amigos, amigos e conhecidos dos amigos, apesar dos riscos inerentes, a julgar pelo ambiente político de então.

Eram dos momentos, que reputo de mais difíceis e arriscados, desde que acompanho o país social e político, só comparável, talvez, ao contexto em que surgiu o movimento 7311. Daí os jovens do MEA terem apanhado bastantes porretes, experimentado cadeias e outras sevícias, por parte das autoridades policiais angolanas.

O jovem do momento, destacou-se igualmente na Universidade Agostinho Neto, como estudante que protagonizava acesos debates dentro e fora das aulas, candidato ao cargo de Presidente da Associação dos Estudantes da Faculdade de Direito, e teve participação activa como membro da Associação da Universidade Agostinho Neto, a primeira e única a organizar uma grande manifestação verdadeiramente de estudantes universitários.

A trajectória, resumida neste texto, do Nfuka valeu-lhe convites para ir à Conferências internacionais na Europa e em África, isto nos anos 2003 ao 2005/6. Portanto, produto de lutas cívicas e estudantis granjeou protagonismo, espaço e muita estima no seio de instituições internacionais, da juventude angolana e não só.

De lá para cá Nfuka Muzemba nunca mais se inibiu de fazer a luta que acredita ser por um Estado Democrático e de Direito.

Naquelas circunstâncias socialmente difíceis, pois as condições eram mesmo precárias, já se falavam em aliciamentos, compras e vendas de consciências, talvez mais do que acontece hoje. Viu-se muitos mudarem da água para o vinho estranhamente, dizia-se terem sucumbido ao tilintar do “vil metal”. Facto ou não, é óbvio que não posso provar. Sei apenas que o Nfuka não sucumbiu, apesar das pressões – até mesmo por parte de professores na universidade, que chegaram a fazer desaparecer suas notas, etc. – pelo contrário, foi sendo cada vez mais interventivo, tendo mesmo feito pronunciamentos e protagonizado factos que incomodaram certos sectores do partido no poder em Angola.

 

  1. 1.    A entrada na política

Desejo de conferir outra dimensão à sua luta e convicto que pela via da real politik, daria um contributo maior para “aprofundamento da democracia” e realização social dos angolanos e de Angola, cedeu aos assédios do partido UNITA, pois acreditava ser esta a única força capaz de provocar mudanças no país.

Como é evidente a UNITA não o recrutou pelos seus lindos olhos, mas sim por todo seu capital simbólico acumulado, conquistado à custa de muitos combates e de não pouca pancada. Importa referir que o Nfuka fez tal opção contra a de todos os outros amigos; num conjunto de mais de dez amigos, foi o único a fazê-lo, e passou a levar o Galo Negro ao peito com tudo e contra toda a adversidade. Vimo-lo envolvido até ao pescoço na campanha eleitoral 2008, mesmo sabendo que só um milagre o colocaria no parlamento, tal era a distância em que se encontrava na lista de deputados, não se coibiu de usar até mesmo a sua viatura e outros meios pessoais, a fim de chegar aos bairros de Luanda à “caça” de votos.

Em 2010 foi eleito Secretário-geral do braço juvenil do Galo Negro, em Congresso. Também não foi por acaso que tal feito se concretizou. Foi também porque não havia ninguém na JURA capaz de dar sequência ao que Adalberto Catchiungo, Albano Pedro e outros tinham começado. A eleição de um jovem mukongo foi importante igualmente para se desconstruir a ideia da UNITA tribalista, funcionou como um inusitado piscar de olhos à juventude interventiva, serviu para a consolidação da edificação de uma organização modernizada e inclusiva, ou pelo menos vender esta imagem. A trajectória do novo SG claramente “arrastou” muita juventude para a JURA em particular e a UNITA em geral, que passaram a ter uma melhor imagem externa e a incomodar mais ao adversário mor. Por essas e outras a eleição de Nfuka Fuakaka Muzemba à deputado foi por mérito próprio.

Aqui chegado, foi com tremenda estranheza, que tomamos conhecimento da irregular/anormal suspensão a mando do SG da UNITA, Sr.º Vitorino Nhany (embora este e depois o Presidente do partido tivessem desmentido).

Segundo o Comunicado Final do Comité Permanente da UNITA, de 26.07 último, a Comissão de Inquérito constituída para averiguar as acusações de que é alvo o SG da JURA, obtiveram provas que configuram factos puníveis pela Lei Penal da República de Angola. Nfuka Muzemba é acusado de utilização abusiva e fraudulenta do timbre e carimbo de um órgão da UNITA junto da Embaixada de Portugal em Angola para obtenção de vistos de entrada naquele país do velho continente, para cidadãos estranhos à UNITA, em troca de dinheiros, ter compromissos inconfessos com o empresário Bento Kangamba dos Santos e seu elenco, nomeadamente o director de gabinete deste e o senhor Gabriel Veloso, assessor de imprensa do empresário. Suborno, falsas declarações, abuso de poder e corrupção activa e passiva.

Aquí é que “a porca torce o rabo”! Pois senão vejamos: pelo percurso, resumido é claro, que traçamos deste jovem, não seria muito mais fácil ter cedido às eventuais pressões para “conversão” ou “heresia” (?), quando mesmo já sendo SG da JURA, não tinha uma salinha sequer, orçamento nem subsídio para fazer o seu trabalho? E mais, nesta altura, de 2010 à meados de 2012, o também membro do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA andava a contar os passos (à pé), ainda assim sofreu calado, intransigente e sorridente, como se fosse o militante mais feliz do partido, quadro alterado apenas nas vésperas das últimas eleições, com a concessão de uma sede à JURA e uma viatura ao seu SG, podendo deste modo trabalhar com certa dignidade. Com a eleição à deputado melhorou sobremaneira a sua condição social.

Aqui chegado, julgo não fazer muito sentido, alguém que “resistiu” nos piores momentos, só agora se tornará corrupto “activo e passivo”, vendedor de vistos e manterá relações com quem quer que seja para “inviabilizar actos” do seu próprio partido, que reconheça-se, levou-lhe ao status actual!

Por outro lado, o discurso tido como radical do Nfuka não mudou em momento nenhum. Não tenho assistido aos debates parlamentares, mas chegaram-me informações segundo as quais no Parlamento o SG da JURA não é dos que “entra calado e sai mudo”, contrariamente à maioria dos seus colegas de bancada, muitos dos quais “dormem onde deviam estar acordados e acordam onde deviam dormir”; e fora da casa das leis o seu discurso tem sido o que temos ouvido, o que, também ouvimos, já mereceu chamadas de atenção internamente, no sentido de moderar.

Mais um dado: fonte partidária disse-nos, que depois das eleições até ao momento da sua suspensão, nunca mais recebeu orçamento partidário ou qualquer subsídio para a realização de actividades, tendo passado a custear algumas com dinheiro próprio. Porque será? Terá havido intenção da parte de alguém da Direcção do partido, em boicotar o seu mandato e causar-lhe a imagem de incompetente? A ser verdade, será inocente tal atitude?

O passado talvez traga outra luz sobre este momento menos bom do partido amado pelo nosso deputado Muzemba. Segundo fonte conhecedora dos meandros da JURA institucionalizada, o actual SG será a segunda “vítima” de semelhante tratamento. O 1º terá sido o Adalberto Catchiungo, por muitos considerado o fundador da JURA moderna, pois diz-se que terá sido no seu mandato que que o braço juvenil do Galo Negro evoluiu para uma instituição com estatutos, regulamentos, autonomia administrativa e outros condimentos.

As fontes que vimos citando, dizem que Catchiungo assemelha-se ao Nfuka, pela intrepidez e outras qualidades, e ainda pelo cometimento do que alguém apodou de “pecado capital”, ou seja, não terem “sabido escolher” o lugar de nascença e no caso do primeiro, também a tez da pele. Adalberto é do Huambo e não “black”, e Nfuka oriundo do Uíge (por sinal nasceu em Luanda e já não se lembrará da data que cá chegou, pois cresceu e se fez homem na cidade capital).

Algumas pessoas lembrar-se-ão de terem ouvido o kota Jorge Valentim, nas vésperas de sua saída do “galinheiro” e posteriormente, suscitar o debate da existência de tribalismo e muito recentemente outros dissidentes confirmarem o “facto”, o que levará a não descartar a hipótese do SG da JURA estar a ser vítima desta suposta realidade. O que se disse e diz-se, é que na UNITA progride confortavelmente a “gente do Bié” e alguns do Huambo, contanto que pertençam a certa elite interna e não seja “clarinho”. Daí a queda de Catchiungo, segundo se diz.

Outrossim, Nfuka não é herdeiro da cultura UNITA, sendo que vem de outra escola política, o que leva a que tenha uma visão e formas de ser e estar na política que não lhe permitem subscrever determinados procedimentos, mas leva-lhe a entender que a militância não tem o direito de retirar-lhe a liberdade de pensar pela própria cabeça bem como agir como mandam os princípios da democracia e da ética política. Essa postura adicionada à sua têmpera reivindicativa, próprias de um “animal da sociedade civil”, que nunca deixou de ser, segundo vozes bem colocadas no “galinheiro”, não é bem vista “ladjum”, porquanto muitas vezes comporta-se como uma espécie de “não-alinhado”. E parece haver exemplos disso: Nfuka não terá subscrito nem dado “sangue” aos planos conspiratórios anti-Abel Chivukuvuku e por sinal não é dos que tem algo contra o Gen. Kamalata Numa, não tendo feito em ocasião alguma, em nome da JURA, qualquer moção de censura aos tais adversários do substituto do “mano mais velho”, valendo-lhe o rótulo de “contra o mano Samakuva” e a condição de “sapo entalado no pescoço” de certa elite “galinheira”.

A fazer-se fé no que se aventa estar na base de todo esse imbróglio, o anunciado linchamento político de Nfuka era só uma questão de tempo, e não haveria um momento melhor que o aproximar do ano das eleições na JURA, 2014, e faltarem ainda alguns anos para a realização das próximas eleições, autárquicas ou gerais, no país, pois até lá qualquer estrago terá sido concertado.

Curiosamente, até onde me lembro, o MPLA que é criticado por tudo que é imaginável e mais outras, desde que me conheço, não tem trado desse modo aos seus membros no activo ou não, que eventualmente tenham-se incompatibilizado com o seu Presidente/Direcção do partido; por exemplo, ainda não vimos ser “desenterrado” eventuais deslizes do Marcolino Moco (pode não tê-los), ou “criado” trapaças, para lhe incriminarem, apesar de se tornar um crítico do regime liderado pelo Presidente José Eduardo dos Santos. Há outros exemplos. Então, fará sentido a pergunta de alguns concidadãos: “Quem é pior ou melhor que quem”? Ou a comparação, entre a UNITA e o MPLA, feita por Makuta Nkondo, segundo a qual “a UNITA e o MPLA são iguais”!

Estas reflexões que entendemos introduzir conduzem-nos à outras não menos importantes. Para já permito-me augurar que Nfuka Muzemba não será expulso das hostes “galinheiras”, embora pense que poderá ter o nome na lista negra.

Diante destes acontecimentos e eventualmente futuros outro, como deverá reagir a nossa geração? Que tratamentos merecem formações partidárias alegadamente aspirantes ao poder, em cuja vida interna desconfia-se fazer-se a apologia do que criticam no adversário, ou quiçá pior? Antes, como enquadrar o caso Nfuka? Há realmente a intenção de um linchamento político? Quem estará interessado nisso?

Na Parte II deste “Traços do percurso de Nfuka, e o anúncio do seu linchamento político” traremos mais elementos de análise.

 

Adão Ramos, o autor do texto

Adão Ramos, o autor do texto

Comments
  1. José Vieira says:

    Eu tenho quase a certeza de que o Mfuca está a ser alvo de uma cabala das estratégias criminosas do mpla de descredibilizar aqueles que mais frente lhes fazem! E acredito que a UNITA está a ser anjinha e a fazer precisamente o que o MPLA quer! Decapitar políticamente Mfuca! Acordem kwachas! Esta direcção da UNITA se expulsar Mfuca,..será alvo de contestação interna de deverá ser convocado novo Congresso para novas eleições!

  2. Pensador revu says:

    é verdade pessoal o adao ramos acertou!!

  3. Mbanza Hamza says:

    ManAdão, gostei muito do teu texto.
    É um grande tributo ao MFuka e demonstra uma magnanimidade da tua parte. Me lembro que o MFuka foi o primeiro a nos chamar de frustrados, infantis, sem visão política e outros adjetivos pejorativos!

    A essa altura ele deve ter bem mais clara a nossa posição! Nós víamos aquilo que parecia imperceptível na altura para a maioria, talvez não tão claramente como as coisas vão se revelando agora, mas o nosso compromisso com a verdade, o nosso compromisso com a justiça, com aquilo que é correto é um grande guia. Podemos dizer mesmo é um confiável guia.

    É triste quando um partido que se mostra para alguns como a alternativa para o país, carrega consigo tão ignóbeis atos e atitudes. Bem, muito disso ainda carece de provas, mas há alguns dias estive a ler um post do Albano Pedro que já foi também SG da JURA, lendo os seus comentários em volta do post, fizeram-me ver que nem tudo o que parece é!

    Só tenho é a lamentar e usar das palvras do Adolfo Campos quando fizemos o vídeo de despedida em 3 de setembro de 2011 onde o mano dizia “eu acredito que a mudança deste país depende do povo e não de nenhum partido político!”

  4. paulo bunga says:

    Valeu pela informaco. No fui membro activo do MEA, participei em algumas manifestaes e “conheci” o Nfuka e outros (um pelomenos j se vendeu a muito tempo). Eu me recuso ingolir as acusaes feitas contra ele.

  5. paulo bunga says:

    2013/8/2, paulo bunga : > Valeu pela informaco. No fui membro activo do MEA, participei em > algumas manifestaes e “conheci” o Nfuka e outros (um pelomenos j se > vendeu a muito tempo). Eu me recuso ingolir as acusaes feitas contra > ele. >

  6. Maria Júlia Jaleco says:

    O “bicho” Homem é bem esquisito e assim vemos repetirem-se erros em todos os partidos (verdade que mais nuns do que noutros), em todas as latitudes, em todos os continentes… É pena que com isto se desperdicem os melhores

  7. Mano Adão Ramos, gostei do seu texto e trouxe até a mim alguns elementos importantes, eu ainda na qualidade de seu amigi conversei com o mesmo ao telefone para entender minimamente o que estará a passar, é provavel que não tenha dito tudo na altura dado a circustancia mas penso que o Mfuka esta a ser alvo de discriminação tribalista.
    Conheci o Mfuca penso que nos anos 2003/4 na qualidade de lider associatvo, e já estive em varios encontros, seminarios, workshop junto até mesmo em um evento Internacional na Cidade de Nairobi, isto no Kenya onde descobri muito sobre ele.
    Apois ser eleito deputado fui ate a sua residencia ainda no Palanca onde fiz uma entrevista com ele e que vos anesso o link: http://www.youtube.com/watch?v=Hv0Je3oHokA, e espero muito sinceramente que não haja expulsão do homem, e segundo ouvi na Rádio Ecclesia quando o Secretario Geral da Unita fazia-se presente no programa discuso directo com o jornalista Manuel Viera o SG afirmou que não harevá expulsão mais sim medidas de correção, não detalhando quais são, mesmo assim esperemos o que vai acontecer.
    Acertaste no texto que produziste e tudo de bom para voce e a todos os Centraleiros, estamos juntos nesta caminhada.

  8. Lofa Kakumba says:

    Meu agradecimento pela bela exposição literária nesta matéria e, grandes habilidades, capacidades de análises, e certa coragem são postas em evidência por parte do articulista.

    Entretanto, é necessário perceber que os angolanos “mais sensatos” e humanos que vivem em prol do respeito a vida, entendendo profundamente a “sujeira”, chamada “política”, em Angola, ou seja, em qualquer outro canto do mundo, decidem manter-se distante do profissionalismo político.

    Enquanto o político (detentor do poder) sentir-se como aquele que pode fazer e desfazer para o seu benefício e usar os interesses do povo para justificar tais atrocidades, a política, os seus mecanismos e os seus protagonizadores, são e serão sempre “sujos” e desinteressados ao povo.

    Portanto, meu caro irmão, reitero os meus agradecimentos pela exposição, talves faça bem ao lesado!? mas, ficam no ar as minha inquietações em torno deste artigo:

    Está em questão o interesse do povo angolano? afinal a tanta coisa que interessa ao povo angolano e que não se fala com tanta arte e clareza.
    Acha inocentes os fazedores(até quem pretenda) da política em Angola sobre as sujeiras dela? ou sonha com um “porco sair limpo da lama”?
    Conhece um político angolano no poder que tenha interesse por Angola e os angolanos e não pelos seus próprios?
    Teria coragem de fazer igual exposição se se tratasse de alguém dentro do MPLA em semelhante situação(até se provar a veracidade dos factos)? pois sou angolano e a maioria dos angolanos sabe que muito se precisa expor(não esclarecer), no seio do MPLA.
    Já se deu ao trabalho de reflectir na actual guerra de Angola, a guerra dos políticos contra o povo angolano?

    Por hoje termino assim, entretanto, garanto que se os meio de informação me permitirem ter acesso a II parte, como a sua promessa, vou acompanha-la e, é claro, a depender do interesse profundo por Angola e pelos angolanos que o artigo poderá espelhar, reagirei, irmão Adão Ramos!

  9. alex dombaxe says:

    em angola deixou de existir o amor a camisola,isto quer dizer q o regime esta manipulando varias figuras da oposicao com fundos e mundos.como disse a dr weba,trata se de questoes financeiras e nao de ideologias.trocar dum sitio pro outro num feichar e abrir de olhos cria expetativas.

  10. Meu Nome é Ninguém (Bairro Prenda) says:

    Não se acusa nem se defende ninguém sem factos…na verdade esta prática vem desde o tempo do colono e muitos mais fortes e convictos do que o Nfuka cairam na falácia e no bem material *só em Angola podemos citar pessoas mais fortes como Zau Puna, Tony Fernandes, Manuel Pedro Pacavira, Jos[e Eduardo dos Santos, o Sakaita, Jorge Valentim, generais ex-unitas, brigadeiro 10 pacotes em tempos idos, fridolim, jojo da despertar`Bandalho, etc.). Acho que náo devemos acusar mas também náo defender às cegas, náo podemos encarar a vida om sentimentos, mas sim com convicçáo, ideias, ideologias, factos e apenas factos. Ser[a bom que esteja inocente, mas sem querer julgar antes do tempo, acho que náo existe cabala nenhuma, ele sucumbiu aos bens materias e náo o condeno, náo apoio mas cada um sabe o preço da sua vida e dos povos de Angola. Judas vendeu o seu sobrinho e mestre aos escribas e fariseus por apenas 30 moedas de prata e com um beijo (de amor ou de traiçáo).

  11. Carlos says:

    Epá, o Muzemba está nas mão das instituições do partido, resta-lhe apresentar elementos que contrariem as alegadas provas contra ele. A ser verdade o que lhe acusam é mais um que cede ao vil metal, a ser mentira é um pesado soco no estômago que a UNITA dá à todos aqueles que acreditam ser o melhor partido para tomar o poder do MPLA, que não é o meu caso.

    Se o senhor Muzemba de facto meteu-se com o BK e engajou em práticas de corrupção, deve ser catigado.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s