Archive for September, 2013

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É o mínimo que podemos dizer depois de ter dado um destaque tão grande ao Carbono e agora, de novo, a priorizar a cobertura à manifestação, ao invés de (como seria de esperar) dedicar a primeira página ao enguiço UNITA/Mfuca, o assunto que mais tem estado na berra essas últimas semanas envolvendo as tradicionais forças políticas.

Não vamos desfazer-nos em elogios porque também já nos habituámos a ver projectos começarem a todo o vapor (nova direcção, novos donos) e depois descarrilarem num instantinho, cedendo à pressão (ou à tentação dos “Cara Grande” ou dos “Euro”) que se exerce sobre todo aquele que tente contrariar a verdade imposta pelo regime caduco de Zéduardo!

Aqui estão as matérias (para além da do Mário Paiva que já aqui postámos) que sairam no Semanário Agora, edição nº 840 de 20 de Setembro:

untitledAGORA Editorial Manif

AGORA Xinguilamento Aristofanesuntitled
AGORA Artigo Manif 02

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Manifestações e manifestantes fizeram mais uma vez a notícia de capa do Semanário Agora. Depois do ARTivista Carbono Casimiro, agora é a manifestação (mais uma vez) abortada violentamente pela PNA, tal como prometido na véspera pelo seu porta-voz.

As fotos, conseguidas pelo Quintiliano dos Santos, não conseguem deixar de ser impressionantes e dão uma ideia do que tem faltado para ilustrar através da imprensa o nível desproporcional de força utilizado contra jovens pacíficos que pouco mais querem do que exercer um direito que lhes é caro.

Ao todo, 6 páginas são dedicadas à manifestação (inclusive o Editorial), indo o destaque para o artigo de Mário Paiva que aqui partilhamos convosco. Mário Paiva fala com o tom que se esperava de um jornalista isento há 3 anos. Até então tudo o que tinhámos nos jornais eram essencialmente peças sofríveis e claramente parciais (se motivadas ou não pelo envelope castanho não sabemos, mas que eram especulativas e vazias de rigor jornalístico, ai lá isso eram), ou a ocasional coluna de opinião lacónica, normalmente evitando chamar os bois pelos nomes.

Depois, se estivermos bem dispostos, partilharemos o resto :=).

untitledAGORA Mario Paiva Manif 02

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MCK, há instantes no seu Facebook:

Mc-Katrogi

“Fiz agora uma pequena pausa no meu grupo de estudo, e decidi produzir um pequeno texto inspirado numa chamada de atenção dos manos da Central Angola, que desde já agradeço o alerta… as vezes ficamos muito fechados aos nossos assuntos particulares como a família, formação, música, emprego e o lazer, demarcando assim uma fronteira de betão com as nossas responsabilidades cívicas e a defesa de bens jurídicos como a Vida, a Liberdade de Expressão, a Paz, a Justiça Social, entre outros…

E começo por criticar a mim mesmo, que vezes sem conta, aproveito publicitar aqui os Vídeos que faço, os Eventos onde rimo, as músicas que participo, a nova linha de T-shirts, a Pen Drive, o tal de preservativo que nunca saí, etc…

Ou seja, Luanda transformou-se numa cidade cara e agressivamente capitalista e têm contagiado materialmente os Activistas Cívicos e ” Rappers do Underground” e todos corremos atrás das notas de Zé Dú e Manguxito ( Kwanzas) para continuar vivos.

Recebo todos dias perto de 50 chamadas de Rappers e afins, solicitando participações, convites para shows, entrevistas e outros blá blá blás, quase sempre com uma finalidade mercantilista omissa.

Agindo desta maneira estamos de forma tácita a legitimar a inconstitucionalidade e a patrocinar a violência gratuita dos órgãos do Estado angolano.

O Executivo angolano tem estado a errar muito, é um facto, mas nós estamos duas vezes mais errados com o nosso silêncio e absoluta indiferença permitindo o ABUSO DE PODER com as nossas postagens fúteis aqui no Facebook.

E quando digo nós, refiro-me á todos Angolanos!

-Deputados da Assembleia nacional que ganham um acumulado igual ou superior a 10 Mil Dólares e recebem BMW para nada fiscalizarem.

-Diplomatas Estrangeiros que apenas estabelecem relações económicas com Angola inspiradas nos Diamantes de Sangue e o Petróleo de Luto.

-Partidos Políticos oportunistas e Charlatões que simulam preocupar-se com as pessoas na fase eleitoral.

– Bispos, Padres e Pastores Kandogueiros que nunca saem em defesa do amor e da vida como Cristo fazia.

– Professores, Juristas, Empresários, Estudantes, Jornalista, Kunangas, Zungueiras, todos nós, principalmente eu que estou a ler o texto agora.

Estamos a viver num falso orgulho sem tamanho, e nos gabamos ter construído 3 campos para realização do Mundial de Hóquei em Patins em 7 Meses, quando temos a Vila de Viana sem acesso há quase dois anos para obras ( sem obras)… Gente e gado a morrer todos dias no Sul de Angola por fome e Sede, enfim…

Há duas semanas, quase chamamos o Presidente da República de deus com “d” menor, pela sua clarividência e outros adjectivos que tenho que ver no dicionário pela realização do Fórum da Rapaziada da Jota, para dias depois, espancar novamente Jovens Manifestantes e Jornalistas?

E nós? Caro angolano, estes factos não te dizem nada?

Somos todos uma cambada de hipócritas, iguais ou bem piores do que os detentores do poder que fecham os olhos aos nossos problemas e definem como Prioridade dar um Show que até os Ingleses se recusam em ver!

Vamos todos gritar bem alto: Libertem os Manifestantes.”

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Na nossa conta de Facebook, o mano com a conta “Adelmo Pereira Campos Adi” teve a gentileza de elaborar um resumo detalhado do que se passou consigo desde o momento em que foi “interpelado” por um indivíduo à paisana, até ao momento em que lhe devolveram à liberdade. Vamos manter o texto original, sem arranjos ortográficos ou gramaticais, sem adulterações, relato do próprio!

(foto roubada do mural do Jose Gama)

REVUS PRESOS LARGO

“Eram já 18:28 quando um kanheche langa se infiltrou no grupo em q eu alguns manos e alunas estávamos para fazer travessia do lado do EMEL.

Mal tentei despertar a mente dos alunos q estavam comigo e mais gentes na passadeira de frente ao EMEL como já disse acima,o soldado programado do Bento Kangamba pega-me na cintura da calça e me leva dentro do quintal da referida instituição de Ensino no caso EMEL,onde foi recebido por um ligeiro aparato policial q receberam me o telemóvel e a carteira na pessoa de um agente a civil meio barregudo q trajava um boné ou chapéu,t-shert azul e calças jeans…

De seguida jogaram-me para dentro do carro cela de marca Land Cruise do tipo DEFENDER ou SANTANA q tinha como a seguinte chapa de matrícula:,LD 21-08 ED afecto a PIR.Comigo estavam 6 manos q são:Alberto Lupito estudante de direito,Wi Dolo,Da Katepa,Eduardo Dala,Valdmiro Luis e o mano Ngola Yetu.

Daí sem visibilidade para o lado exterior nem oxigênio suficiente e a transpirar,fomos levados a URP onde desciamos um por um para dar o nome e a idade.Ainda na mesma Unidade,levaram nos do outro lado onde fortemente vigiados com AK-M e Cães nos puseram numa carrinha maior de côr branca do tipo cela também mas com furacões para entrada e saída de AR onde parmanecemos mais de 2 horas,uns dormiam e acordavam como eu mas sempre a viajar das grades o q se desenrolava no mesmo recinto da Unidade.

Havia até dentro da Unidade PMs Polícia Militares armados.

Horas mais tarde viamos das janelas gradeadas,o carnaval dos luxuosos jeeps V8 no entra sai e seus pilotos bem nutridos e com as patentes abrilharem a dizerem justamente agora na altura do Mundial de Hokey?!..como aqueles processos de corre corre feitos pelas as formigas quando têm uma presa.

Como dentro dos Canibais ha sempre um q pensa diferente também,então surgiu ele o motorista da carrinha trajando com um chapeu t-shert verde com calças jeans e tênis preto e branco da famosa marca Converse All Star a dizer putos os outros foram levados e deixados no Zango por isso ficam calmo e tenham fé.

Minutos depois surgiu um agente com colete da DNIC q aparenta ter 29 à 30 anos claro estreito q disse por ordens superior invés da DPIC, serão conduzido na 3*Esquadra.

La saímos do portão q da logo acesso a estrada da tourada contornamos nos Congolences junto as Bombas de combustível da Sonangol acaminho da 3*Esquadra.

Ja bem perto das 23 horas ao passar o Largo 1*de Maio viam-se os kanheches com os seus coletes refletores bem pausados sentados no largo com ares de dever cumprido.

Chegamos a 3* onde devidamente perfilados fomos entrando e ouvidos mas uma vez um por um,daí recolheram os nossos dados e fotos..Foi então quando deram nos os nossos pertences e fomos libertados.

De realçar q as únicas torturas q sofremos foram psicológicas…

Luanda 19.09.2013”

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Se ainda restavam dúvidas da implosão desse regime decrépito e sem fôlego, essas foram completamente dissipadas entre o dia 12 e o dia 19 de Setembro, com a sequência de ações, cada uma mais atrapalhada do que a outra, que precederam uma manifestação convocada pelo Movimento Revolucionário que visava reivindicar uma série de pontos acerca dos quais qualquer pessoa minimamente sensata haverá de concordar que existem carências e/ou lacunas aberrantes.

No dia 12, a Polícia deteve Nito Alves, a quem já andava a espiar/perseguir há algum tempo, em “flagrante delito”… imprimindo 20 t-shirts! É isso mesmo, 20 t-shirts. O “flagrante delito” eram as inscrições estampadas na t-shirt que, certo, agressivas, para alguns repugnante, eram a reprodução de uma frase, título de um livro e de um artigo do jornal Folha 8 de Agosto de 2009: “Quando a guerra é necessária e urgente”. De autoria de Domingos da Cruz que, imagine-se, tinha acabado de ser ilibado das acusações que a PGR movera contra si alguns dias antes (depois de 5 sessões adiadas enquanto se desbaratinava a CRA e o Código Penal em busca de uma maneira de o inculpar), não é a justeza ou a severidade da frase que estamos a analisar, o choque e o estupor que ela causa, sobretudo a um povo que tem ainda feridas por cicatrizar de uma guerra que terminou há pouco mais que uma década, é O DIREITO OU A FALTA DELE de estampar e envergá-la no seu dorso.

Nito Alves TPA Tshirt

Muita gente ficou, compreensivelmente, ofendida, mas à polícia não cabe agir por impulso ou inventar “delitos” onde não existam e levar o rapaz (e o dono da gráfica de arrasto) para a cadeia à revelia, privando-o de ver familiares ou advogados é em si uma violação de vários direitos humanos, de cidadão e de detido.

Manuel Nito Alves está detido nos calabouços da DPIC até a data em que se redige este texto, mas aqui entra o mais insólito: ele encontra-se detido SEM PROCESSO (teve um, depois foi alterado e agora está sem nenhum) pois não se consegue atribuir-lhe UM CRIME! Para coroar toda esta maravilhosa loja de horrores, esta arbitrariedade está a ser perpretada contra UM MENOR DE IDADE! É isso, Nito Alves, o miúdo destemido que veem nesta imagem, ainda não ultrapassou os 17 cacimbos!

Nito Alves 01

A polícia, na pessoa de Aristófanes dos Santos, seu porta-voz, veio publicamente justificar a detenção aproveitando para generalizar a iniciativa individual de um único jovem à todo um movimento que vinha advogando uma mensagem completamente distinta e pacífica e ancorando nesses argumentos a fundamentação para interditarem a manifestação convocada para dia 19. Vejam os argumentos “jurídicos” utilizados pelo “camarada”.

Mantendo a intenção de levar à cabo a manifestação, os jovens foram convocados pelo Comando Provincial da PN no dia 17, dois dias antes da data evocada para a saída às ruas, para que lhes fosse comunicado que a manifestação tinha sido proibida pelo GPL pelo que eles não poderiam levá-la à cabo. Mais uma vez, a Polícia, que dias antes, diante das câmaras da TPA, tinha exibido “exímio” conhecimento acerca da lei 16/91 que regula o direito à reunião e manifestação, propõe-se a violá-la inescrupulosamente em benefício do sabotador e em detrimento do respeitador. Sendo certo que a hora marcada para o início das atividades feria superficialmente a lei que prevê que em dias de semana as manifestações só podem começar depois das 19h00, mais certo é que o horário não pode constituir por si só motivo de inviabilização de toda a atividade, pois esse ajusta-se! O que não se ajusta, esse sim, violação flagrante da lei, é o facto do GPL ser obrigado a comunicar por escrito aos subscritores da carta que lhe é submetida a avisar da intenção de manifestarem-se, qualquer inviabilização da atividade pretendida, devidamente fundamentada (apoiada em argumentos legais) e, isto é importante, NUM PRAZO NÃO SUPERIOR A 24 HORAS (consultar lei aqui)!

Cabe portanto ao GPL e não à PNA comunicar aos pretensos manifestantes que a sua actividade será ilegal e portanto indeferida e isso tem de ser feito por escrito, num prazo de 24 horas. Ora, a carta foi entregue ao GPL no dia 2 de Setembro, como poderão constatar aqui. Passaram-se 360 horas desde o momento da entrega até ao momento em que a PNA (e não o GPL) chamou os jovens do Movimento Revolucionário para lhes informar que “não vai ser possível”.

Pois, se o país tem leis, elas são para todos e o Movimento Revolucionário mostrou que não iria claudicar nem ceder a chantagens e/ou ameaças dos “ordens superiores”, convocou uma conferência de imprensa para informar à comunidade jornalistica que a manifestação era para sair, com ou sem repressão.

Na manhã do dia 18 foi posto a circular um panfleto falso, certamente concebido e distribuido pelos Serviços Desinteligentes e Deselegantes de Angola, para reforçar a mensagem que os jovens do Movimento Revolucionário querem o retorno à guerra, como se fosse sequer concebível que “300 frustrados sem sucessos profissionais ou académicos” pudessem ter acesso a armamento de guerra e fazer face ao mais pequeno batalhão da UGP. Abaixo o panfleto verdadeiro, seguido pelo falso.

Movimento Revolucionário Manif
Panfleto MR - Falso ou Verdadeiro

Na noite do dia 18, Aristófanes dos Santos reforçou o posicionamento das ordens superiores com a arrogância que lhes é peculiar, ameaçando que iriam usar da força para reprimir qualquer tentativa de “desordem” no dia seguinte.

Isto no noticiário das 20h00 da nossa amada TPA que, para não variar, anulou completamente a possibilidade de defesa do contraditório, não metendo em confronto com o senhor Aristófanes um dos elementos do Movimento Revolucionário Angolano para contrapor os seus argumentos e deixar os angolanos julgarem quem tinha razão, se a força da razão ou a razão da força.

A última imperou.

Luaty Beirão

Cenas dos próximos capítulos: Manifestação reprimida; muitos jovens detidos; tortura; julgamento; soltura; liberdade de 20 minutos; rapto; tortura; o de sempre… ditadura!

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Este grupo é especial.

Descrito pelo seu maior promotor online (Itler Samussuku – e sim, esse é MESMO o nome dele) como um grupo de “hip hop extremista”, as letras dos temas Krucifikem a Tirania e Matem o Gaju vêm para corroborar esse rótulo.

Propenso a exultar aquele que se sente indigno do oásis dos 6400 milionários angolanos num deserto chamado Angola, ou a causar repulsa aos mais sensíveis, apenas uma coisa é certa: ninguém ficará indiferente à força das palavras sequenciadas com inteligência e debitadas com mestria sobre os instrumentais vigorosos e sincopados.

Ora apreciem este refrão:
“Nós temos pregos, troncos, martelos e coragem,
Marchemos para o Palácio do Mal e Crucifiquemos a Tirania!”

Está repleto de frases fortes e vibrantes e citamos alguns exemplos
– “Quem propaga a tirania? O teu silêncio é um dos factores, mas o principal é Zé Dú e companhia”
– “Fazer mudança com beijos? Não! Não me chamo Anselmo!”
– “Somos a prova viva da vossa incompetência, as vossas palavras geraram miséria nas nossas mesas”
– “Manifesta, a voz do desagrado, sai para à rua, tranca o quarto, ditadores não saiem com palavreados, mas sim com atentados”
– “Aonde os Santos roubam, quem é ofende não é diabo. Rasguem a Constituição, serve melhor a limpar o rabo”
– “Desculpem-me Cristãos, eu vou atirar a primeira pedra!”
– “Luz, Água, Saúde e Educação, como é que 4 palavras ameaçam uma Nação?”

Outro dos temas preferidos é o hino ao abstencionismo que fizeram algum tempo antes das eleições de 2012 incitando à população a não participar no embuste que se antecipava (e que se verificou) serem as eleições. Mais uma vez, por menos que se concorde, tem de se reconhecer a capacidade de argumentação acima da média:

– “A maior oposição é o povo, quem diz o contrário é mentiroso sócio”
– “Talvez a minha ideia muda quando a Tchizé preferir ter um parto no Ngangula… nesse dia verão vacas a tussir, cães a fazer flexões”
– “92, 2008, não há duas sem três, não votar nessa eleição é a maior revolução, com muita sensatez”
– “O povo sai de casa para jogar Totoloto. Para quê votar, se os resultados estão guardados em softwares?”
– “A cruz que colocas no quadrado do voto é a mesma que carregas 5 anos nos ombros”
– “Multipartidarismo, 1992. Agosto escolhes o chefe, em Setembro perdes a voz”
– “Que resultados esperas? Em seu favor, numa disputa onde o árbitro também é jogador”
– “Santo não tem asa, mas usou seu braço longo”

Aconselha-se ainda para quem quiser aprofundar o conhecimento sobre os rapazes os temas Angola Puta e Matem o Gaju

Isto é hardcore ao mais alto nível, como já não se ouvia desde o tempo dos Filhos da Ala Este.
Muito respeito pela bravura destes rapazes de Cacuaco.

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Enquanto o discurso da juventude mobilizadora se focar em palavras como as que se ouvem nos vídeos abaixo, nós, pessoal da Central Angola, continuaremos a subscrever e a apoiar incondicionalmente TODA a manifestação pública de repúdio pelo actual paradigma no qual se encontra Angola.

A PNA já deixou bem claro com o comunicado que partilhámos ontem o que se pode esperar na próxima quinta-feira, dia 19 de Setembro: a continuada política de total desprezo pela CRA, recurso à intimidação e força bruta para inviabilizar o exercício de um direito elementar em qualquer democracia que se preze, detenções arbitrárias, julgamentos “sumários”, sessões de pancadaria e, sabe-se lá, mais raptos e assassinatos.

Ainda assim, a firmeza que se sente no tom de voz destes rapazes (e rapariga, wau!) é contagiante e faz-nos sentir que o lado certo é o deles. O resto é MEDO, CAGUNFA!