Presidente da República recebe carta dos “frustrados” clamando por justiça para o Engº Ganga

Posted: October 2, 2014 in Argumentos, Cartas, Direitos Humanos, Luanda, Notícias

Hoje pelas 10h00 da manhã, um grupo de ativistas deslocou-se à Cidade Alta com o objetivo de fazer chegar um ofício ao Presidente da República.

Nessa carta, subscrita por 11 jovens ativistas, reivindica-se por celeridade no desfecho do caso que vitimou mortalmente o cidadão angolano, pai, engenheiro, professor e membro da juventude partidária da CASA-CE, Manuel Hilberto Ganga, um dos quadros que o próprio Presidente assumiu já serem poucos, justificando assim a solicitação de expatriados para nos darem uma “mãozinha” na reconstrução nacional.

José Eduardo, mesmo diante das revelações frescas que davam conta do duplo homicídio de Cassule e Kamulingue às mãos de agentes da Polícia Nacional e da Segurança de Estado e do seu próprio exército (a UGP) ter assassinado covardemente com um tiro pelas costas o nosso irmão Ganga, teve o desplante de vir, com o seu cinismo habitual, decretar que “O Estado não mata”. Quereria se calhar dizer “o Estado não deveria matar… infelizmente ainda o faz”.

Exorta-se em dita carta para que ele se digne “promover as diligências necessárias para a responsabilização dos culpados.” e recorda-se que, tal como sucedeu com Cassule e Kamulingue, não descansaremos enquanto a senhora com a balança na mão não deixar de espreitar por debaixo da venda.

Segue na íntegra:

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Comments
  1. Ju Jaleco says:

    Tive de optar pela nacionalidade portuguesa, há muitos, muitos anos e já perdi a esperança de obter a dupla nacionalidade (nasci e vivi na província da Huíla até aos 17 anos e pela linha materna os meus ascendentes são angolanos; depois de licenciada, voltei para Angola, de onde saí em 1967). Se o tivesse conseguido, de boa vontade subscreveria o vosso comunicado. Os factos relatados fazem-me lembrar os tempos da ditadura salazarista em Portugal e é sempre com tristeza que tomo conhecimento. Tristeza mas também esperança – nos cidadãos angolanos que não se conformam com a injustiça e a arbitrariedade. Um abraço, não desistam!

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