Mbanza Hamza vence o braço de ferro com Ministério da Justiça e Direitos Humanos

Posted: June 4, 2015 in Luanda

Na base de tudo, a absurda exigência feita pelos funcionários dos dois postos de identificação aos quais Mbanza acorreu para tratar do seu BI: “documento da cultura autorizando o cabelo”.

Mbanza perguntou em que lei vinha referido esse documento da cultura como pressuposto legal a cumprir antes de lhe ser concedido o direito a auferir do seu documento identificativo. Infelizmente, os nossos funcionários não gostam de falar de coisas que não dominam e quando são confrontados com a Constituição da República, parecem super-homens confrontados com a kryptonite, puxam o Hulk dentro de si e tornam-se violentos, como podemos constatar no audio do post anterior aqui.

No mesmo post, lê-se a missiva que o Mbanza dirigiu ao Delegado Provincial da Justiça e Direitos Humanos, o superior hierárquico imediato do chefe do posto de identificação.

À boa maneira dos camaradas dirigentes, esta carta do Mbanza foi ignorada durante 20 dias, não se importando o Delegado com as implicações desse silêncio e os transtornos do cidadão que ficaria assim barrado de auferir do seu BI com as chipalas invasoras de Manguxi e Kitumba. Provavelmente o Delegado terá pensado algo do género: “ah, mas este rapaz vem me importunar com um assunto desta índole? Epá, se não quer tratar do documento, então que corte o cabelo que até fica mais bonito e apresentável”.

Mas o Mbanza não é de deixar barato e no dia 25 de Maio, deixou uma segunda carta com um ultimato, oferecendo os últimos quatro dias de tolerância para o Sr. Delegado responder, preferencialmente positivamente, caso contrário iria subir na hierarquia e denunciá-lo também por incumprimento das suas obrigações laborais de funcionário público.

Não foram precisos 4 dias. O Delegado, Délio Perdigal, muito apologético, ligou as 7h50 do dia 26, direccionando o Mbanza para um Posto de Identificação dos Combatentes e perguntar pelo Sr. Cazanga, que já teria sido contactado por ele para dar atendimento devido ao queixoso cidadão. Reiterou o seu pedido de desculpas, pediu para registar o seu número de telefone e não hesitar em contactá-lo se não estivesse a ser adequadamente tratado.

O resultado da luta aqui está, o cidadão novamente devidamente documentado, com o BI emitido aos 27 de Maio pelas 15h00.

O que para a maior parte das pessoas significaria o fim do processo, não é ainda satisfatório para Mbanza Hamza e ele quer agora voltar a falar com o Delegado para que essa aberração de diretiva omissa seja definitivamente abolida e nenhum cidadão tenha de voltar a sujeitar-se a cortar o seu cabelo ou juntar-se à comunidade rasta para que possa tirar o seu BI.

Esta novela tem “cenas dos próximos capítulos”.

BI de Mbanza, com locks e sem documento da cultura.

BI de Mbanza, com locks e sem documento da cultura.

Comments
  1. José Patrocínio says:

    em frente Mbanza porque também passei por isso e também ganhei a causa mas agora a causa é de todos e são nestas – aparente – pequenas lutas que a batalha se ganha e a arrogância se encolhe

  2. frenkjorge says:

    aceito tudo +oculos nao , pelomenos…

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