Halliburton abusa da lei angolana impunemente

Posted: March 7, 2016 in Luanda

Há algumas semanas reportámos na nossa página de facebook acerca de uma greve a acontecer simultaneamente nas 3 bases da Halliburton em Angola: Luanda, Soyo e Cabinda. Os grevistas terão chegado a algum consenso com a entidade empregadora e concederam-lhe um tempo para que efetivassem as suas promessas. Ao invés disso, a Halliburton, que sendo uma multinacional dever-se-ia preocupar ainda mais com a sua reputação e cumprir as leis dos países onde estabelecem as suas bases, está a levar a cabo uma autêntica caça às bruxas contra os 335 grevistas que apenas exigiam que fossem atendidas as suas justas reclamações, prendendo-se essencialmente com os ajustes cambiais, legalmente previstos pelo decreto 2/12 de 2012, que devem ser efetuados para indivíduos que tenham contratos indexados à moeda estrangeira.

HalliburtonBNA.jpg

Não é a primeira vez que a Halliburton faz manchete por razões análogas. Aos 16 de Fevereiro do corrente ano, o Club-k publicou uma matéria na qual expõe crimes de fuga ao fisco e peculato perpetrados pela Halliburton, liderados, segundo a denúncia, pela Diretora dos Recursos Humanos, Marinela Cortier, aparentemente reincidente neste tipo de maroscas. É um ex-trabalhador solidário com os então colegas que decide expor os abusos de poder e conivência com expatriados racistas, fazendo recurso a documentos aos quais teve acesso. A Central faz apenas a ponte, ajudando na divulgação desta denúncia.

 

A VINGANÇA DO QUINTETO DA EMPRESA HALLIBURTON

Saudações caros leitores, venho por meio deste portal uma vez mais denunciar o quinteto da empresa norte americana HALLIBURTON. Este quinteto (Graeme Taylor, Sherif Ramadan, Jorge Peres, José Santiago e a dama de ferro Marinela Cortier, outrora Soraia dos Santos) em retaliação a paragem feita pelos funcionários angolanos nos dia 5 nas 3 bases (Luanda, Soyo e Cabinda), em relação a taxa de câmbio que, até a data presente, a dama de ferro (Marinela Cortier) e o seu fantoche, Graeme Taylor, recusam-se a ajustar no salário dos funcionários angolanos cujos contratos estão indexados ao dólar.

A taxa de câmbio praticada para efeito de pagamento de salários é de 98,96 AKZ por dólar nunca se alterou mesmo após todas as revisões da taxa oficial estipulada pelo BNA que hoje se situa nos 158,155 AKZ por dólar. São 60 kwanzas por cada dólar recebido que “desaparecem” para pagar as mordomias de alguém ou de alguns chico-espertos. Imaginando que cada funcionário receba 1000 USD, estamos a falar de 60000 kwanzas por cabeça a cada mês. Sinto muito pelos meus ex-colegas, que estão a sofrer na mão destes indivíduos.

O quinteto pretende atacar de novo, despedindo os funcionários que participaram na paragem/greve. Por meio de um email confidencial que a dama de ferro enviou aos Diretores da empresa em Angola, incluindo um Diretor da Europa, apresentando uma lista de pessoas que devem ser demitidas, catalogando-as pela área e província onde funcionam. Isto é um ato deliberado de retaliação, o que é proibido pelas normas internas desta multinacional, o que não lhes incomoda minimamente, desde que ninguém saiba. Pois bem, agora sabem!

São 335 pessoas que esta empresa pretende demitir compulsivamente por os considerarem “ringleaders”, os agitadores. Eles vão retaliar porque os funcionários reclamam por algo que lhes é de direito. Multipliquemos agora 60 mil por 335 e teremos uma ideia aproximada do montante mensal que alguém ou algum chico-esperto rouba destes funcionários para benefício próprio. São mais de 20 milhões de kwanzas que mesmo sendo “burros” ainda dão para umas almoçaradas no EPIC SANA. Os meus colegas poderão perder o emprego por protestar contra esta indecência.

 

Halliburton troca emails

O assunto nesta troca de emails é como criarem um caso sólido o suficiente para justificar a demissão compulsiva de 335 trabalhadores que protestaram contra a depredação do seu salário por intermédio de taxas de câmbio

 

Este quinteto tem atropelado e vandalizado as leis do nosso pais, então eu pergunto, com todo respeito, senhor Fernando da Piedade Dias dos Santos (Nandó): a vossa excelência governa a nossa casa das leis, este quinteto banaliza as nossas leis e nada lhes acontece? Senhor Pedro de Morais: a vossa excelência governa a casa que estabelece as taxas de câmbio, e o quinteto não quer reajustar a taxa de câmbio a 3 anos. Vossa excelência Botelho de Vasconcelos: o senhor governa a entidade que tem que o poder de resolver este problema, não só na HALLIBURTON como na maioria destas empresas que operam no sector petrolífero cá no nosso pais. O mesmo sucede na SCHLUMBERGER, SPIE, e ENI.

É bom ver que as empresas petrolíferas nacionais como a Sonangol e a Sonils reajustaram a taxa de câmbio, o que acicata ainda mais a dúvida: então se as nossas empresas de bandeira cumprem a nossa lei, porque é que estas empresas estrangeiras querem criar novas leis dentro dos seus escritórios em Angola? Ou será que a lei de Angola só se vincula empresas e cidadãos nacionais?

Os diretores de Recursos Humanos e vice-presidentes das empresas já mencionadas anteriormente recusam-se cumprir com as nossas leis. É incrível, quem por vezes nos defende são os estrangeiros, que não andam satisfeitos com o que se passa nesta empresa, ao ponto de, exausto de ver tanto roubo e tanta barbárie, um deles forneceu-me todos documentos constantes neste artigo.

Para além destes despedimentos em massa e direcionados que não parecem merecer a atenção devida por parte dos organismos de estado vocacionados para a proteção dos nacionais, há ainda o caso sucedido com um expatriado em Cabinda que, de forma infeliz, fez um desenho da parábola do macaco e da banana, associando-a aos funcionários agora em risco de ser despedidos. Quer dizer, nós não podemos reivindicar os nossos direitos, eles podem roubar, maltratar e pisar no angolano e ainda somos nós os macacos.

Haliburton parábola

Vossas excelências aonde andam que isto acontece e nada é feito a este individuo Yuta Yonadab de Nacionalidade Indonesia, a quem já anteriormente o Senhor Graeme Taylor e a senhora Marinela Cortier ajudaram a sair de Angola às pressas depois do mesmo cometer um crime? Até quando seremos ofendidos na nossa própria terra sem que nada aconteça a esses indivíduos?

Abaixo, o scan do passaporte e visto do senhor Yuta Yonadab, o indivíduo que cometeu o crime de injúria racial. Tiraram-no de Cabinda para o mar, veio para Luanda já está fora do país. Tudo arquitetado pela dama de ferro, porque ela não se sente angolana, desconhece as nossas leis e as viola flagrantemente.

Halliburton Passaporte Indonésio

Passaporte e Visto de Yuta Yonadab, o cidadão que ofendeu os funcionários com o uso da parábola dos macacos.

Outros assuntos dignos de denúncia envolvendo a cúpula mafiosa da Halliburton-Angola incluem:

1 – As ameaças de Graeme Alexander Taylor (Vice-Presidente da Halliburton para Angola e um dos intervenientes na troca de emails acima exposta), dizendo que destruir o sindicato Sipeqma e a comissão sindical central da Halliburton. Então este escocês na terra dele respeita e teme os sindicatos, aqui em Angola sente-se BNA fixando taxas de câmbio só suas, sente-se CNE ao tentar fazer eleições dentro da empresa, sente-se Ministério da Justiça prometendo acabar com o sindicato e comissão sindical central…Digam-me vossas excelências: aonde andam vocês, que isto acontece e as vocês nem sequer se pronunciam.

2 – O facto, aqui comprovado por A+B, de violação flagrante das normas de conduta internas por parte da DRH, Marinela Cortier, ao contratar e (um pouco descaradamente, diga-se de passagem), rubricar o contrato de trabalho do seu esposo Alexandre Cortier, com um salário modesto de onze mil setecentos e sessenta e cinco (11765) dólares mensais, o que exclui obviamente os bónus e subsídios vários que auferem estes cidadãos expatriados.

Contrato Alexandre

Abaixo podem ver uma imagem de algumas das páginas do “Código de Ética e Conduta da Halliburton” onde está bem patente que a companhia “não pratica nepotismo nem retaliação”. No entanto, uma coisa é o que está escrito, outra bem diferente é o que é praticado.

Halliburton Codg Conduta

Senhora embaixadora americana, seu país fala muito de democracia. Já não e hora de repor a legalidade na sua empresa tirando este britânico, a diretora do Recursos Humanos e trazer paz, harmonia e desenvolvimento para esta grande empresa, que os trabalhadores nacionais já amaram, mas agora lhes ostraciza? Por favor senhora embaixadora, ajude os funcionários nacionais da Halliburton.

Desabafo de um angolano, que sente pelos seus irmãos que estão prestes a perder o pão para as suas crianças.

Grato pela vossa atenção.

P.S

Comments
  1. MAuro Peres says:

    Maca na Sanzala

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