Kilapi monumental aos funcionários do Censo Populacional 2014

Posted: March 17, 2017 in Luanda
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INE – A instituição caloteira

Aos 7 de Fevereiro de 2014 o Jornal de Angola anunciava um concurso público para candidatos a inquiridores do censo populacional realizado naquele ano.

Cláudio Dungo prontamente apresentou, como milhares de outros, a sua candidatura junto do Grupo Técnico Provincial do Censo, foi aceite e passou por uma formação no Instituto Nacional de Estatísticas (INE). Trabalhou na primeira fase que se denominou CENSO 2014, tendo sido seguidamente convidado a fazer igualmente parte da segunda fase, denominada INQUÉRITO DE COBERTURA 2014. Foi aqui que as coisas começaram a azedar.

 

Cerca de seis mil inquiridores e outros auxiliares ao censo estão até hoje à espera de receber a remuneração pelo trabalho prestado nessa segunda fase. São valores que vão de 80 à 250 mil kwanzas que têm colocado o INE e o MINFIN num jogo de ping-pong onde os lesados são a rede. A área financeira do INE após muita insistência justificou-se com um: “não vos pagamos devido à crise”.

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Cláudio Dungo, um dos impulsionadores das reivindicações

Em entrevista ao Nova Gazeta, O Coordenador Técnico do Gabinete Central do Censo e Chefe de Departamento de Inquéritos e Censos do INE, Sr. Paulo Fonseca, reconheceu a existência de uma dívida total de mais sete mil milhões de kwanzas para com inquiridores, membros da equipa técnica e mesmo sobas.

Pacientes, aguardaram que a crise passasse mas, como todos bem sabemos, esta só veio a agravar-se e a espera tornou-se insuportável. Um ano depois, em Julho de 2016, voltaram à carga e ameaçaram com uma manifestação diante do INE. Só assim conseguiram ser recebidos pelo seu PCA, Camilo Ceita, que meteu a tocar o disco intitulado “a culpa não é minha”. Lamentou-se dizendo que já tinha escrito várias cartas aos Ministérios das Finanças e do Planeamento e Desenvolvimento Territorial sem que tivesse logrado obter os fundos para cumprir com as suas responsabilidades.

Camilo Ceita

Camilo Ceita – Director Geral do INE

Em Janeiro deste ano, tomaram a iniciativa de contactar os Ministérios supracitados solicitando resolução para o seu caso. Hoje, 16 de Março, ainda não obtiveram resposta.

No entender dos lesados, existe má fé por parte de quem tem acesso ao cofre e responsabilidade de saldar esta dívida de 3 anos uma vez que há dinheiro para realizar as eleições. De sublinhar também que o censo geral tinha sido inicialmente orçado em 200 milhões de dólares e acabou por custar 360, quase o dobro. Ainda assim, não há dinheiro para quem trabalhou.

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