Archive for the ‘Manifestações’ Category

Enquanto o discurso da juventude mobilizadora se focar em palavras como as que se ouvem nos vídeos abaixo, nós, pessoal da Central Angola, continuaremos a subscrever e a apoiar incondicionalmente TODA a manifestação pública de repúdio pelo actual paradigma no qual se encontra Angola.

A PNA já deixou bem claro com o comunicado que partilhámos ontem o que se pode esperar na próxima quinta-feira, dia 19 de Setembro: a continuada política de total desprezo pela CRA, recurso à intimidação e força bruta para inviabilizar o exercício de um direito elementar em qualquer democracia que se preze, detenções arbitrárias, julgamentos “sumários”, sessões de pancadaria e, sabe-se lá, mais raptos e assassinatos.

Ainda assim, a firmeza que se sente no tom de voz destes rapazes (e rapariga, wau!) é contagiante e faz-nos sentir que o lado certo é o deles. O resto é MEDO, CAGUNFA!



Não é preciso mais provas de que não há nada que o regime mais tema do que a força das ruas! O sacrifício que fazem ao abdicar das leis que eles próprios fizeram aprovar, prestando-se à papéis ridículos, infantis diríamos, na tentativa de atemorizar qualquer pessoa que queira tomar parte de uma manifestação anti-regime, por mais “budista” que esta seja.

Aristófanes dos Santos, Porta-voz da PNA volta a borrar a instituição. O que foi ele fazer em formação lá na metrópole? A falar que a PNA não pode permitir insultos ao PR, quem é ele ou a PNA para velar pela honra do PR? Os Tribunais servem para quê?

Aristófanes insiste ainda (propositadamente) na falsa ideia da “manifestação autorizada”. As manifestações COMUNICAM-SE e esta do dia 19 foi devidamente comunicada pelo Movimento organizador, o Movimento Revolucionário!

Esta intervenção da polícia deverá servir como um aviso ao que os manifestantes irão encontrar no dia 15 ao chegarem ao Largo da Independência, ou ainda antes, julgando pelo que aconteceu ao Nito Alves, primeira cobaia do novo sistema de Minority Report posto em prática pela nossa sempre actualizada PNA.

Aí vem P-O-R-R-A-D-A!

Este tema é uma narração dos factos ocorridos no dia 3 de Setembro de 2011 e uma maneira de assinalar o aniversário dessa fatídica data, na qual o regime perdeu finalmente o temperamento e resolver passar para a contra-ofensiva, punindo barbaramente os jovens que contestam o seu poder e a sua figura-de-proa, o Rei Presidente, Juzé JES’us.



Isto foi antes de haver um MR, antes de denominações, oficializações ou estatutos, antes das diferenças se tornarem desavenças, antes das acusações, das cessessões e animosidades. Sem saudosismos, apenas com muito carinho pelas memórias dos momentos que partilhámos e um declarado desejo que, na falta de podermos caminhar de mãos dadas, que cada um encontre o seu caminho sem inviabilizar o do outro, pois o fim que buscamos é partilhado.

O sample é da música “Milhorró” dos Kiezos, tema que serviu para mandar embora o velho colono e utilizado agora com o mesmo fim!

Sem grande pompa, na circunstância dos 2 anos sobre a data em que tudo se passou, aqui fica o primeiro tema informal da Central Angola.

Não se vende. Não se compra. Descarrega-se. Reutiliza-se.

Se quiseres fazer uma nova letra, referente a outro facto, pede o instrumental.

O mp3 pode ser baixado aqui

Epá… entrevista já era fixe, agora fazerem disso assunto de manchete de primeira página? É o nosso mano Carbono Casimiro com o chamado de “papo-recto” numa entrevista dada ao Rúbio Praia, que parece ter respeitado ipsis verbis as respostas que o Carbono deu, permitindo que se dilua ainda mais a imagem que certos “jornalistas” dados ao pugilato (sim Carima, estamos a olhar para ti) tentaram a todo o custo cimentar de um rapaz sem ética ou moral para criticar pois era dado à faltas de respeito e arruaças.

O facto de lhe ser dado este destaque só pode querer dizer uma coisa: começa a ser assumido o papel positivo que a sociedade civil tem vindo a desempenhar em prol da Nação e a preponderância de certas figuras no despoletar desse fervor reivindicativo que emana da juventude.

O casco do Titanic começa a apresentar fissuras em vários pontos e os tripulantes discordam já sobre a ordem de prioridades de qual buraco é mais importante tapar. Na desorganização, o coro começa a desafinar e entoar canções divergentes.

Temos de continuar a martelar, este navio já não tem esperança, precisamos de um novo, nada de remendos.

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Os nossos irmãos do Movimento Revolucionário determinaram que já se passou tempo demais sem que se assinale nas ruas que a contestação às injustiças perpretadas pelo regime eduardista continuam na ordem do dia.

Assim sendo, no dia 19 de Setembro pelas 15h00, terá início no Largo da Independência mais uma sessão de espancamento de cidadãos indefesos que mais não levam para o “combate” do que dísticos e palavras de ordem.

O lema principal é: Contra as Injustiças Sociais em Angola. Este desdobra-se depois em sub-temas, cada um mais relevante que o outro (ou será que alguém questiona?): Kassule e Kamulingue; Seca e Fome no Sul de Angola; Demolições e Desalojamentos Forçados; Violações dos Direitos das Zungueiras e Abusos de Poder do Executivo Angolano.

Infelizmente, para este regime a palavra “pacífico” lê-se “arruaça” e apoiando-se nessa leitura analfaburra se vai justificando a ação “preventiva, de manutenção da ordem” da PNA.

Vão acompanhando todas as notícias relativas ao Movimento Revolucionário e a esta manifestação no site do Pedrowski Teca, aqui.

Movimento Revolucionário Manif

Há praticamente um ano, decidimos que iríamos pôr em DVD algum do material que fomos reunindo desde 2011 para contrapor a versão unilateral do regime (reproduzida abusivamente aos órgãos de comunicação públicos e “privados”), material esse que se tem mantido exclusivamente no ciber-espaço, para olhos privilegiados com capacidade para suportar os onerosos serviços de internet na nossa Angola.

De há uns meses para cá demos os primeiros passos, distribuindo aproximadamente 200 cópias pelo Sul de Angola (Huíla, Namibe e Benguela), um trabalho de distribuição abenegado do mano Manuel das Mangas que tem feito questão de documentá-lo no seu facebook.

Para Luanda tinhámos planeado uma atividade de distribuição flash que no passado dia 7 de Agosto finalmente levámos à cabo, distribuindo precisamente 300 DVDs por algumas artérias movimentadas da cidade.

O vídeo que agora vos disponibilizamos, foi editado e montado pelo mano Nelson Dibango, e é uma ilustração de como se procedeu a essa distribuição, não tendo havido nenhuma obstrução à nossa atividade por parte da polícia do MPLA, pelo que correu tudo pacificamente e sem alaridos.



Para os cibernautas, não há grandes surpresas pois 99% do conteúdo pode ser encontrado no nosso canal de Youtube carregando nos links fornecidos abaixo da imagem da capa.

DVD CAPA

01 – Historial das Manifestações

02 – Documentário Al Jazeera

03 – Show Bob/Ikonoklasta 32 é Muito

TEMA: 3 DE SETEMBRO 2011

04 – Últimas Palavras dos Manifestantes (esta versão foi editada e encurtada para menos de 5 minutos. A versão do DVD não existe no Youtube)

05 – Espancamento dos Manifestantes

06 – Alexandre Neto (SIC Notícias) (Não existe no Youtube)

07 – Show Ikonoklasta na Tuga

08 – Angola Acordou

TEMA: 3 DE DEZEMBRO 2011

09 – Início da Marcha no Cazenga

10 – Godzila, o Agressor de Manifestantes

11 – Atrocidades do Regime MPLA

TEMA: CASO ELEIÇÕES 2012

12 – Borrando as Paredes da Embaixada de Angola em Lisboa

13 – Mário e Kembamba Torturados

14 – 10 de Março: Contra Suzana Inglês

TEMA: VOZES SILENCIADAS

15 – 22 de Dezembro: Kamulingue e Kassule

A falta de assiduidade na actualização deste blog não se deve à falta de assuntos a abordar ou denúncias de arbitrariedades constantes que deixam a nossa Angola orfã de fiscais e aplicadores da lei, mas tão somente ao facto de a urgência e necessidade de imediatismo de algumas notícias obrigarem a nossa pequena equipa a priorizar as outras plataformas (facebook e twitter), onde as nossas publicações têm um efeito mais imediato, em detrimento desta, na qual precisamos de algum recúo e substancialidade de informações antes de redigir um texto coeso e tão fiel à verdade quanto possível.

Dito isto e no rescaldo da vigília programada para o passado dia 27 de Maio, elaboramos esta pequena resenha dos factos que, para os atentos, não constituirão novidade nenhuma e pecam por ser tardias:

  • A vigília, dentro do âmbito de reunião pública (excepto se houver uma lei que dite o contrário), rege-se pela lei ordinária 16/91 (Lei de Reunião e Manifestação) que por sua vez se subordina ao artº 47 da CRA.
  • Assim sendo e no espírito da lei, comunicámos ao GPL da intenção de realizar esta vigília não com 3 dias úteis como manda a lei, mas com 15 dias de antecedência (10 dias úteis).
  • O GPL tem o prazo de 24 horas para se pronunciar caso resolva inviabilizar qualquer ajuntamento público que lhe for comunicado. As razões devem ser claramente fundamentadas e notificadas por escrito aos promotores da dita reunião ou manifestação como podem ler no artº 7 da supracitada lei.
  • Passadas essas 24 horas o GPL perde a autoridade de inviabilizar a reunião/manifestação que passa automaticamente a estar “legal”.
  • A EXPRESSÃO “MANIFESTAÇÃO AUTORIZADA” NÃO EXISTE, NÃO TEM RESPALDO LEGAL! E se não acreditam em nós, vejam o que diz acerca do assunto o ilustre Marcolino Moco, aqui.
  • Não tendo recebido dita carta do GPL (será que Bento Bento tinha a mão dorida, ou tem dificuldades com a língua portuguesa?), os promotores da vigília começaram a organizar-se e a divulgar a sua actividade de carácter público.
  • No dia e hora marcada começaram a aparecer no largo os primeiros grupos de jovens.
  • A polícia imediatamente interveio, mandando sair toda a gente do largo (incluindo pessoas que lá estavam a lazer) anunciando que este estaria interditado. policia na vigilia 01
  • Mediante recusa de jovens que cumpriram escrupulosamente com as leis da República Jesiana das Bananas, a polícia fez o que sabe fazer melhor: usou da força.
  • Os jovens resistiram, entrelaçando os braços para formar uma corrente humana e deitaram-se no chão. Eram cerca de uma dezena e meia. policia na vigília 02
  • A polícia chamou então “reforços”. A brigada canina, equestre e inclusive um helicóptero com dois atiradores de metralhadora em punho e em posição de ataque sobrevoavam o largo.
  • Cercou o largo impedindo o acesso tanto pedonal como motorizado.
  • Isto causou grande alvoroço numa cidade já de si normalmente congestionada.
  • Assim, por reacção, se passou da intenção de realização de uma vigília para a configuração de manifestação anti-regime.
  • A multidão engrossou-se de estudantes e transeuntes que por ali transitavam regressando à casa e que não conseguiram ficar indiferentes ao que testemunhavam.
  • Várias testemunhas atestam que essa multidão se posicionou em defesa dos manifestantes, apupando a polícia.
  • A repressão continuou a subir de tom e assumiu contornos de extrema brutalidade com relatos de bastonadas e pisões.
  • Houve ainda o incidente de um jovem pisado no pé por um dos cavalos negligentemente dominado pelo agente da polícia montada.
  • Seguiram-se as detenções, à volta de uma dúzia delas.
  • Postos em liberdade de seguida, alguns dos jovens se reorganizaram para voltar ao largo e levar à cabo a vigília, em claro desafio ao bloqueio ilegítimo porém opulento da polícia.
  • O grupo de resistentes acabou por debandar após nova carga policial, tendo sido apanhado durante a fuga o jovem Emiliano Catumbela, detido no acto.
  • Mais tarde foi comunicado que estaria na DPIC e que pendia sobre ele a acusação de ofensas corporais, supostamente por ter arremessado pedras contra agentes da polícia que o perseguiam.
  • O comunicado referia ainda que seria ouvido na PGR na manhã seguinte, dia 28 de Maio.
  • O advogado do Emiliano, Salvador Freire (Mãos Livres), foi driblado pelas autoridades e impedido de ver o seu cliente durante os primeiros dias da detenção deste. Chegado à PGR lhe terá sido comunicado que o Emiliano nunca lá terá aportado e “ninguém” sabia onde ele estava.
  • O Emiliano terá sido transferido para a 19ª Esquadra ao Catinton, Município de Belas, sem que “ninguém” soubesse.
  • No dia 29 o Emiliano foi visitado por alguns companheiros que o descreveram como estado de bom humor, pedindo inclusive alguns artigos para os seus companheiros de cela.
  • Nesse mesmo dia, pelas 15 horas terá sido interrogado sem a presença do advogado a que tem direito.
  • No decorrer desse “interrogatório” terá visto a sua acusação evoluir de “ofensas corporais” para “tentativa de homicídio” tal qual um golpe de mágica.
  • O queixoso é o 2º Comandante da Divisão da Maianga Eduardo António Nunes Diogo, que só três dias depois se terá lembrado que afinal o miúdo tentou tirar-lhe a vida.
  • No dia 30 foi negada visita aos mesmos companheiros que lhe levavam comida e terão sido os seus colegas de cela que descreveram os maus tratos a que tinha sido sujeito.
  • Relataram que teria sido torturado ao ponto de ficar com o rosto completamente inflamado, sem conseguir abrir um dos olhos.
  • Foi apenas no dia 31 que o advogado, Salvador Freire, logrou em ver o Emiliano.
  • Ao longo do fim-de-semana, acompanhada pelo cognominado “Advogado do Povo”, David Mendes, a mãe do Emiliano pôde visitar o seu filho tendo acrescentado às anteriores acusações uma nova: “tentaram arrancar-lhe a unha com um alicate!” , pode ler-se neste artigo do makaangola.org.

 

Face a estes factos, resta-nos perguntar ao “dialogante” executivo se é através do emprego da força e do terrorismo de Estado que pretende implementar a estabilidade e a paz social que tanto advogam e reiterar que essas ferramentas cairam na obsolescência com o advento da democratização do uso da internet a nível mundial.

O uso da força continuará a ser exclusividade vossa, provando que por detrás da exuberância da qual se revestem, se escondem seres doentes, frágeis, inseguros, desesperados e incompetentes no que toca a metodologia de concertação social. Saibam que há crimes que não prescrevem. Homicídio e tortura estão nessa lista.

Essa polícia toda, é suposto nos intimidar? Somos pela PAZ e todos já perceberam isso, mesmo vocês que querem incitar-nos a práticas pouco urbanas de reivindicação.

É uma VIGÍLIA! Velas, luto e orações!

PAZ! PAZ!! PAZ!!!

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Hoje, dia 22 de Maio pelas 11h00 da manhã, demos entrada na Assembleia Nacional de uma denúncia ao PR por abuso de poder e violação da Constituição da República. Enquanto Chefe do Executivo é sobre si que recai a responsabilidade máxima de respeitar e fazer respeitar a Constituição, logo, é a si que se devem imputar os comportamentos inconstitucionais reiterados por parte dos seus subordinados hierárquicos.

Alguns desses subordinados foram igualmente visados por nós em queixas-crime distintas que foram entregues, também esta manhã, à PGR. A lista dos “queixados” é a seguinte:

1 – Comandante Manuel Tito da Divisão de Viana – Polícia Nacional

2 – Comandante Francisco Notícia da Divisão do Sambizanga – Polícia Nacional

3 – Amaro Neto – Director Provincial de Investigação Criminal

4 – Comandante-Geral Ambrósio de Lemos – Polícia Nacional

5 – Bento Francisco Bento – Governador da Província de Luanda

6 – Ângelo Veiga Tavares – Ministro do Interior

O conteúdo das cartas pode ser lido na íntegra nas imagens publicadas abaixo.

A denúncia contra o PR foi entregue à Assembleia Nacional pois a PGR já alegou por diversas vezes “incompetência”, apontando para a AN como o órgão indicado para ordenar a instauração de investigação ao maioral da República. De lembrar que o crime de violação da Constituição está nesta última tipificado como uma das violações que podem levar a destituição do Presidente da República (artº 129).

Cumprimos com o nosso dever de cidadãos, usando da CRA e das leis ordinárias que regulam a nossa vida em sociedade para denunciar crimes de Estado perpetrados por pessoas perfeitamente identificadas que parecem gozar de imunidades ocultas e extra-constitucionais para abusar dos direitos de comuns e indefesos cidadãos deste país.

Temos consciência que os amigos se protegerão e que estas queixas não serão levadas à sério, para já. Mas também temos a certeza absoluta que estes mesmos documentos servirão, numa Angola livre das garras dos seus predadores actuais, para incriminá-los judicialmente por inacção face à denúncias graves. Acabarão todos na desgraça se, do alto das suas cadeiras de decisores se coibirem de aplicar as leis da República apenas e só quando estas os lesem. Lembrem-se que até aos dias de hoje os responsáveis pela carnificina Nazi estão a ser encontrados, julgados e condenados pois há certos crimes que não prescrevem.

Vamos ser patriotas e começar a fazer uso da lei de forma uniforme, imparcial e sem privilégios para quem quer que seja.

Queixa PN pg1.resizedQueixa PN pg2.resizedQueixa PN pg3.resizedQueixa Bento Bento pg1.resizedQueixa Bento Bento pg2.resized

A esta carta foram feitos os seguintes anexos: Prova de entrega e recepção da carta comunicando a manifestação ao GPL e Lei 16/91 com sublinhados dos artigos aos quais fazemos alusão.

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Estamos em Maio, ano de 2013. Dentro de dias celebrar-se-ão dois infelizes aniversários: dia 27 do rapto de Alves Kamulingue e dia 29 o de Isaías Kassule. Poucas esperanças temos que ainda estejam vivos, mas iremos continuar a exigir que se esclareça o que se passou com esses irmãos e não estaremos satisfeitos até que se apurem os factos e se punam os prevaricadores que, até então, continuam a merecer a protecção da estrutura de Estado com promessas vagas de investigações (no âmbito da qual o nosso mano Hugo Kalumbo foi intimado e intimidado a responder em Benguela, numa sessão que mais parecia uma tortura psicológica que uma tentativa de chegar ao cerne da questão) cujos resultados teimam em não aparecer.

Para que os nomes desses dois rapazes não caiam pura e simplesmente num buraco obscuro e longínquo do que insistimos chamar de memória colectiva, continua a geração da mudança a insistir em exprimir periódica e publicamente o seu repúdio pelo que interpretam ser um crime de Estado.

Desta vez, será realizada uma VIGÍLIA, já comunicada tanto ao GPL (obrigatório por lei) quanto ao MININT (não obrigatório), como poderão constatar nas imagens em anexo onde se vê a acusação de recepção das diligências em ambos os órgãos.

A vigília terá lugar no LARGO DA INDEPENDÊNCIA, das 16h00 do dia 27 de Maio até a manhã do dia seguinte, dia 28 de Maio.

Senhores brutamontes e desrespeitadores da lei da República de Angola: será uma VIGÍLIA! Sem palavras de ordem, sem cartazes, sem marchas, sem ofensas, sem nada que possam considerar ofensivo ao bom nome de quem nos ofende todos os dias com a sua incompetência assassina. VIGÍLIA. Leram bem? Agora levem os recados aos vossos chefes e DEIXEM-NOS EM PAZ! Preocupem-se com as 500 mil pessoas que estão a morrer à fome no Cunene, nos Gambos, no nosso lindo Sul onde os gritos de S.O.S continuam a ser ignorados como se aqueles fossem menos angolanos que os suínos que conduzem tubarões na cidade capital. Preocupem-se com aqueles que já desalojaram e que estão agora a morrer um pouco todos os dias derivado das condições dos pântanos para onde os atiraram. Preocupem-se em esclarecer o caso Kassule e Kamulingue, Milocas Pereira, Alberto Chakussanga, ou outro dos quinhentos mil pendentes que têm vis-à-vis da sociedade angolana a quem se habituaram a não mais dar satisfações.

DEIXEM-NOS EM PAZ!

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