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– On the 22nd and 23rd of November 2014  peaceful protests for political reform in Angola will be held by young activists.
– The protests will take place at the Independence Square, and at the surroundings of the constitutional court and, tentatively, the presidential palace.
– A letter is subscribed by new groups with integration of already renowned conglomerates like the Revolutionary Movement of Angola MRA.

 

Translation of Letter to Provincial Government

NATIONAL COUNCIL OF ACTIVISTS FROM ANGOLA
To the Provincial Government of Luanda – Cabinet of the Governor – Luanda

Topic: Communication of the realization of a protest on the 22nd and 23rd of November 2014.

Excellency, we are members of the civil society (civil activists), our activities pertain to what we think is a contribution to the construction of a democratic society. We are leaving you this letter, to communicate to government authorities, under article 47º of the constitution of the Republic of Angola, that we will carry out a peaceful protest on the 22nd and 23rd of November 2014. The aforesaid protest will have its assembly point at Independence Square at 15h, with the start at 22h in front of the constitutional court. At 23h we are going to be protesting in front of the presidential palace under the slogan ´political reform in Angola´.

Thereby demanding before Africa and the world the immediate resignation of José Eduardo dos Santos from the position of president of the republic.

It will be featuring members of the Revolutionary Movement.

Protest Movement of Angola
Revolution Movement of Angola
Angolan Reformer Movement
Activists Union of the 18 provinces and the people in general

Without further points of concern we wish you a good health

Luanda, 10 October 2014.
National Council of Activists from Angola – Different Peoples One Nation … To Liberty
The subscribers

O relato que irão ver no vídeo aqui partilhado é feito por dois jovens huilanos que foram recrutados pela empresa CITIC na Praça da Halohanha, na Chibía, Huíla. Foi-lhes dito que a vida em Luanda seria um mar de rosas e que aufeririam de um salário de 35 mil kwanzas, com o qual poderiam ajudar as suas familias.

Só que este era um “contrato” com muitas daquelas letrinhas pequeninas que ninguém lê e, mal se viram em Luanda, começaram a ser alvo de abusos, tratamentos degradantes, descontos sem justificação e uma série de outras arbitrariedades que são protegidas pela presidência da República, através da utilização do seu braço armado (UGP).

A CITIC é a empresa responsável pela construção da Centralidade do Kilamba e uma série de outros empreendimentos estratégicos que fazem parte da carteira de investimentos geridos pelo GRN (Kopelipa) no âmbito da linha de crédito cedida pela China e cujos termos começam agora a revelar-se predatórios do interesse nacional.

Diz-se que quando alguém morre, é simplesmente enterrado no perímetro. Esta informação, ainda que rumor alimentado por funcionários como forma de atemorizar e domesticar os indisciplinados, é séria demais para ser descartada sem que se tente apurar a sua origem.

Será que a PGR irá ter peito para investigar, ou vão, como costumam, fazer ouvidos de mercador e dizer que nunca receberam a queixa no gabinete?

Que as autoridades angolanas protejam maus-tratos perpretados por empresas estrangeiras em território nacional é pura e simplesmente inadmissível e mostra bem que tipo de regime é este liderado por José Eduardo dos Santos e nos faz olhar com outros olhos, para lá de metafóricos, para a frase que tanto alarido criou há algumas semanas: “Angola precisa de uma nova independência”. Basta percorrer o perímetro do Hospital Militar para rapidamente nos darmos conta que aqueles slogans continuam a ser todos bastante atuais.

Uma entrevista conduzida pelo mano Tony Fancy e pela Central Angola

Mais um cidadão angolano a brilhar (muito) no estrangeiro, lá onde a educação é levada muito à sério, onde a academia é encarada como a fábrica de conhecimento que catapulta as novas gerações para serem os futuros motores da sociedade, onde a filiação partidária não interfere rigorosamente nada na dinâmica de (falta de)  oportunidades.

Joaquim Graça Principal

Este jovem chama-se Joaquim Graça e formou-se em radiologia pela UCS Ipswitch no Reino Unido. Este advento, por si só, não teria nada de extraordinário pois, todos os dias, angolanos concluem com sucesso os seus percursos académicos pelo mundo fora. O Joaquim, para além de ter terminado o seu curso com excelência, foi recentemente o primeiro premiado de um concurso promovido pela Sociedade Inglesa de Radiologistas com o seu trabalho “The potential role of functional Magnetic Resonance Imaging in the definitive diagnosis of autism” (“O papel preponderante da Ressonância Magnética no diagnóstico conclusivo do autismo”) , tendo visto o seu artigo publicado numa revista da especialidade, juntamente com os outros 4 premiados. Isto significa que neste ano, o Joaquim foi o melhor estudante do seu curso em todo o Reino Unido.

Joaquim Graça Diploma

Joaquim e os seus irmãos

Joaquim e os seus irmãos

Num país onde as figuras promovidas incansavelmente para serem idolatradas são artistas, mormente músicos cantando sobre coisa nenhuma em especial e mais preocupados com os seus próprios egos, é revigorante ir sabendo, mesmo que por portas e travessas (foi um primo que nos chamou a atenção para este caso), que temos cérebros que poderiam e deveriam ser valorizados para tirarem Angola deste marasmo em que se encontra, ao invés de “vamos ver se entre estudo e feitiço qual é o mais forte”.

Desejamos toda a sorte do mundo ao Joaquim e que continue empenhado na nobre missão de salvar vidas.

O que vocês vão ouvir aqui poderá deixar-vos incrédulos. A displicência e à vontade com que o embriagado protagonista se revela, violando todos os códigos que imaginamos serem regras para um agente da Segurança de Estado, são sintomáticos de um desleixo e de um desmazelo que só nos pode fazer chegar a uma de duas conclusões: ou 1) este senhor é um Jaime Bunda que quis aumentar alguma coisa à sua insignificância existencial, ou 2) apesar de se investir mais do nosso OGE na “segurança” do que no binómio saúde+educação, a formação dada a estes agentes roscoff é precária e preocupante, pois numa situação real de defesa dos interesses da pátria (por oposição à defesa de JES/MPLA), estes homens vão correr dispersos.

Este agente, “Zuna” de sua alcunha, aparece já embriagado na casa do Emanuel, alegando vir visitar a sua comadre (mãe do Emanuel). A dada altura, começa a puxar o assunto das manifestações e para mostrar ao Emanuel que era “credenciado” para o efeito, comete a indiscrição de mostrar o seu passe.

Emanuel Piitra

Emanuel Piitra

Ao aperceber-se que não era apenas fanfarronice do etilizado agente, o Emanuel entra no jogo e entabula conversa com o “Zuna”, buscando um dispositivo para, ato contínuo, gravar o diálogo.

O resultado está aí e não adianta comentar muito mais: o agente admite ter sido encomendada a morte de Mfulupinga e muito outros que se escusa de nomear, deixando no ar a possibilidade dele próprio vir a ser carrasco do Emanuel.

As imagens de agentes do SINSE e policiais à paisana que verão na montagem final são imagens que fomos recolhendo ao longo dos anos, nenhuma delas é do senhor “Zuna”.

Hoje pelas 10h00 da manhã, um grupo de ativistas deslocou-se à Cidade Alta com o objetivo de fazer chegar um ofício ao Presidente da República.

Nessa carta, subscrita por 11 jovens ativistas, reivindica-se por celeridade no desfecho do caso que vitimou mortalmente o cidadão angolano, pai, engenheiro, professor e membro da juventude partidária da CASA-CE, Manuel Hilberto Ganga, um dos quadros que o próprio Presidente assumiu já serem poucos, justificando assim a solicitação de expatriados para nos darem uma “mãozinha” na reconstrução nacional.

José Eduardo, mesmo diante das revelações frescas que davam conta do duplo homicídio de Cassule e Kamulingue às mãos de agentes da Polícia Nacional e da Segurança de Estado e do seu próprio exército (a UGP) ter assassinado covardemente com um tiro pelas costas o nosso irmão Ganga, teve o desplante de vir, com o seu cinismo habitual, decretar que “O Estado não mata”. Quereria se calhar dizer “o Estado não deveria matar… infelizmente ainda o faz”.

Exorta-se em dita carta para que ele se digne “promover as diligências necessárias para a responsabilização dos culpados.” e recorda-se que, tal como sucedeu com Cassule e Kamulingue, não descansaremos enquanto a senhora com a balança na mão não deixar de espreitar por debaixo da venda.

Segue na íntegra:

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Magno MagnoJuventude é a fase da vida onde a pessoa acerta as suas realizações com vista aquilo que será a sua imagem como jovem-adulto, adulto e depois velho.

Aqui em Angola, pode ser que tenha outro significado, pois o Estado vive à lés dos jovens e não esconde o medo que tem destes. Basta ver o que é feito contra os jovens que se manifestam e contra todo e qualquer jovem que ouse mostrar que tem uma mente própria. Dado o abandono, cada jovem procura o que fazer para poder sustentar as suas apetências e, às vezes, até o que fazer para poder sustentar a própria família.

Fiquei a saber que neste exato momento 67 angolanos definham em cadeias brasileiras devido ao tráfico de drogas. Apenas pelo tráfico, para já. E que em quase todos os voos do Brasil para Angola há no mínimo um angolano preso por causa desta bodega… O que surpreende é que são na maioria jovens e na faixa entre 18 e 25 anos de idade… enfim.

Tumba Esperança Muanda (Turância para alguns e Mamy para outros), 20 anos de idade., viajou para o Brasil no passado dia 17 de Agosto e no dia 24, quando já se dirigia para a porta do avião para embarcar no vôo de regresso à Luanda: záaaaaaaaas! Foi presa, porque encontraram na sua mala 4,14 kilos da mais pura cocaína!

Desde esse dia, até hoje, a família e os amigos não mais tiveram contacto com ela. Graças a diligências de pessoas de bem e um artigo encontrado online, ficou-se a saber que ela está nesta situação.

O Estado foi notificado por via de carta enviada pela família ao Ministério das Relações Exteriores e espera que este ajude.

Quem sabe desta vez o Estado angolano se digne em mostrar preocupação com tantos angolanos presos nas masmorras brasileiras, onde se conhecem casos de gente que fez de 12 a 20 anos por estes motivos.

Era bom tentar investigar um pouco, saber que acordos existem com relação a extradição de ambos os lados e quantos brasileiros estarão presos aqui em Angola.

De qualquer forma, o último caso de que temos conhecimento  é o da Turância, e com este veremos o quanto o Estado angolano se importa ou não, tanto com os seus cidadãos, como também com a juventude que por não ser bem cuidada acaba sendo aliciada com coisas deste tipo.

Para mim, a Turância não é a vilã, é apenas uma vítima. Vítima de algo que muitos de nós não entende nem sabe onde começou. Vítima do abandono a que a juventude é votada e vítima da falta de política juvenil do Estado. Vítima de alguém que decidiu aliciar uma jovem de 20 anos para o tráfico de drogas…enfim, vítima da falta de Angola. A Angola que todos nós lutamos e nós batemos para que exista.

Vou continuar aqui, na Angola esquecida a espera que o Estado me prove que vai levantar um palha para libertar os 60 e tal angolanos, portanto abandonados nas masmorras brasileiras.

Por Magno Magno

Fizemo-lo mais uma vez, apresentámos queixa contra os comandantes e oficiais da PNA que abusam das nossas liberdades fundamentais e nos levam em passeios indesejados para esquadras fedorentas.

No passado apresentámos queixas-crime contra altos dignatários na Nação, fomos chamados algumas vezes à PGR para repetirmos tudo o que já estava escrito nos documentos e desde então a coisa estancou.

Desta vez, apresentámos queixa pelo tratamento que nos reservaram no dia 4 de Agosto, aquando de uma manifestação espontânea diante do Ministério da Educação em solidariedade com os professores grevistas do SINPROF na província da Huíla.

A queixa foi entregue ao Diretor Nacional da Policia Judiciária e Militar com cópia para a PGR, tal como se pode ver nas imagens abaixo anexadas.

A ladaínha conhecemos: “para quê se darem ao trabalho, já sabem que irá redundar em nada, a justiça é manietada, é como queixar o porco ao javali”. OK! Mas se fossemos por essa ordem de ideias, também deixaríamos de dar o corpo ao manifesto porque sabemos de antemão que vamos apanhar no lombo, eventualmente verter uns litros de sangue, visitar aldeias longínquas em províncias vizinhas (turismo policial), ser “retidos” longas horas e soltos sem justificação, pedido de desculpa ou indemnização, então… que sentido faz mexermos um dedo que seja para a causa que for?

Acreditamos que os processos poderão, numa primeira instância, incutir um efeito dissuasor ou disruptivo entre a cadeia de comando “ordem superior” —-> executor de ordem ilícita e, mais tarde, numa Angola livre, poderão ser retomados para trazer ao banco dos réus esses fósseis que tentam hoje encobrir-se uns aos outros.

 

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