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Assassinados!

Posted: November 11, 2013 in Uncategorized
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As instâncias judiciais de Angola confirmam o assassinato dos activistas cívicos Alves Kamulingue e Isaías Cassule, desaparecidos desde o dia 27 de Maio de 2012, por agentes da polícia política do hediondo regime de Zé Kitumba dos Santos, os famigerados Serviços de Inteligência e Segurança de Estado (SINSE). Não há dúvidas sobre quem cometeu o crime, pelas imagens fotográficas de elementos do SINSE, a desfazerem-se dos cadáveres – fotos essas que serviram para provarem aos chefes que os os dois cidadãos estavam mortos e vinte palmos abaixo da terra – conforme as ordens que receberam.

Depois de uma continuada pressão sobre o governo do maquiavélico Eduardo dos Santos para que explicasse o desaparecimento dos dois activistas cívicos – o que nunca aconteceu -, e no seguimento do anúncio dos partidos da oposição em bloco de colocarem o regime nas mais altas instâncias penais internacionais, vem agora a PGR apressadamente e com vista a evitar que tal acontecesse, confirmar que Cassule e Kamulingue foram assassinados, facto que há muito se temia.

O deputado Raul Danda, já em Maio de 2013 disse que as autoridades já se tinham elas próprias contradito: “Primeiro a polícia diz que sabiam onde eles estavam, presumivelmente detidos, mas depois vieram a público dizer que não sabiam nada deles. Estas responsabilidades estão do lado do executivo e da polícia que têm que dizer onde estão as pessoas porque não podemos viver como se estivéssemos na selva, onde acontece tudo às pessoas e ninguém é responsabilizado. Isto não pode continuar”.

Por outro lado e na mesma altura, o presidente do Bloco Democrático, Dr. Justino Pinto de Andrade afirmava ter fé de que alguém seria responsabilizado pelo desaparecimento dos dois concidadãos: “Nós e outras forças partidárias iremos apresentar este assunto em instâncias internacionais, para que seja feita justiça na devida altura. Alguém há-de pagar por estes crimes”.

Num país onde o poder é pessoal e da responsabilidade presidencial, não há dúvidas de que o ditador Zé Kitumba dos Santos tem de ser levado ao Tribunal Penal Internacional, por estes e outros crimes brutais de pacíficos cidadãos, que assumiram como sua missão o esclarecimento político e consciencialização do povo, vítima da selvagem repressão do regime quando protestam sobre as suas miseráveis condições de vida.

Nunca os órgãos de comunicação social controlados pelo regime, tiveram a mais pequena palavra sobre o desaparecimento dos dois activistas. Alves Kamulingue, de 30 anos, foi raptado a 27 de Maio de 2012, na baixa de Luanda, quando se dirigia a uma manifestação de antigos combatentes que reclamavam o pagamento de pensões em atraso. Dois dias depois, Isaías Cassule, também foi raptado, ao anoitecer, no Cazenga, sua área residencial. O silêncio desses órgãos de propaganda governamental, foi obviamente imposto pelo regime, que amordaça a opinião pública.

Conseguiu-se resgatar das garras dos energúmenos agentes ao serviço do feroz regime, o adolescente e activista Nito Alves, que escapou felizmente ao mesmo fim depois de 50 dias na cadeia. Mas lamentavelmente, Cassule e Kamulingue não tiveram a mesma sorte. A pide angolana, os serviços secretos de Angola, SINSE, tem como missão abafar o descontentamento popular, restringindo a movimentação e prendendo ilegalmente os activistas, chegando ao ponto de os assassinar.

Este comportamento selvagem do regime, indica claramente desespero que deriva da pressão que tem sido alvo nos bastidores diplomáticos, para que mude de rumo imediatamente. Não foi por acaso que o ministro das Relações Exteriores (Negócios Estrangeiros), Jorge Chicote, quando discursava na cimeira África, tenha defendido a saída de África (incluindo Angola) do Tribunal Penal Internacional.

Caso se concretize o anseio do MPLA de José Eduardo dos Santos em persuadir os demais presidentes Africanos para assinarem a carta de petição para abandonarem o Tribunal Penal Internacional (TPI), consuma-se o golpe e confirma-se deste modo a inclinação do regime para se tornar um Estado pária e sem lei. Assim, nenhum gangster da elite angolana protegida pelo presidente será condenado por prática de corrupção pelo TPI, tendo em conta que só o MPLA nega oficialmente que em Angola exista corrupção institucionalizada que, como se sabe, atinge níveis colossais e inimagináveis.

Sobre esta intenção, o Nobel da Paz sul-africano Desmond Tutu considerou que “os dirigentes africanos que defendem a retirada do Tribunal Penal Internacional (TPI), procuram na realidade “uma autorização para matar, mutilar e oprimir” com total impunidade enquanto apresentam discursos relacionados com a descriminação racial ou efeitos do colonialismo. África sofre as consequências dos actos de dirigentes irresponsáveis há demasiado tempo para se poder deixar enganar desta maneira”.

Mas Zé Kitumba dos Santos e seus acólitos, tarde ou cedo não escaparão à justiça. O cerco aperta-se e chegará o dia que nem de Angola poderão sair, como acontece já com o gangster e familiar do presidente, general Bento Kangamba.

Cassule e Kamulingue: SEMPRE PRESENTES !

Por Telmo Vaz Pereira

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O executivo goza com as pessoas, o executivo quer fazer figura para a imprensa como se habituou ao longo dos últimos anos, jogando a carta do “mesmo que não tenhamos a mínima intenção de cumprir, basta dizer que estamos a fazer que as pessoas acreditam, porque o Estado é uma instituição séria e nós estamos de fato e gravata, esses maltrapilhos não têm como descredibilizar-nos”.

Pois é, mas já esperámos demais, Kassule e Kamulingue esperaram demais, Milocas esperou demais, Mfulupinga esperou demais, Ricardo de Mello esperou demais, tantos outros que vão sendo empurrados para o limbo do esquecimento, cidadãos que não gozam nem do direito póstumo a uma investigação condigna que faça luz sobre os factos que conduziram ao seu desaparecimento físico.

Sem justiça, essa paz é mbandalho, por isso a juventude vai voltar às ruas no dia 30 de Março para pedir dignidade e direito à vida de quem pensa diferente!

É desta que te juntas à nós ou ainda tens medo?

Abaixo, o panfleto da manifestação que já circula nas ruas de Luanda e, como vem sido hábito, a carta enviada ao GPL para comprovar que a lei está do nosso lado!

Panfleto 30 Março 2013 Manif 30 Março

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Não temos outro nome para isso a não ser terrorismo de estado. Entre ferimentos graves, cabeças partidas, hematomas, e uma raiva cega e paralisante, achamos melhor fazer um copy paste do que acaba de postar o Rafael Marques do que estarmos aqui a tentar escrever um texto mínimamente coerente. Para os terroristas que nos atacaram, saibam de uma vez por todas que não é com este tipo de acções cobardes que vão nos calar. Não funcionou na primeira vez, e não vai funcionar nunca. Ou nos matam, ou quê.

Milícias pró-Dos Santos Atacam

Um grupo de cerca de 15 indivíduos afectos às milícias pró-governamentais, armados com pistolas, catanas e varas de ferro, atacou esta noite o núcleo de jovens que tem liderado a organização de manifestações anti-Dos Santos, desde Março de 2011.

Pouco depois das 22h00, os atacantes irromperam, de surpresa, a residência do rapper Casimiro Carbono, no Bairro Nelito Soares, em Luanda, onde se encontravam reunidos 10 jovens.

De pistolas em punho, os atacantes espancaram violentamente Gaspar Luamba, Américo Vaz, Mbanza Hamza, Tukayano Rosalino, Alexandre Dias dos Santos, Jang Nómada, Massilon Chindombe, Mabiala Kianda, e Explosivo Mental. O anfitriao, Casimiro Carbono, escapou aos ataques por ter saído pouco antes para atender a um telefonema.

Afonso Mayanda “Mbanza Hamza”, 26 anos, explicou como os agressores, mal abriram a porta, executaram, de forma profissional e rápida, os ataques. “Bateram-me com uma vara de ferro na cabeça e em todo o corpo, e apontavam as pistolas para não reagirmos à pancadaria”, disse Mbanza Hamza. O jovem sofreu fracturas na cabeça, que levou 12 pontos, e no braço direito.

Gaspar Luamba também foi severamente atingido na cabeça com vara de ferro, tendo levado oito pontos, e ficou com os membros inferiores fracturados com a pancadaria. Um dos delinquentes pró-regime também assestou uma barra de ferro na cabeça de Jang Nómada, causando-lhe grande ferimento, para além da pancadaria que recebeu por todo o corpo.

Por sua vez, o rapper Jeremias Manuel Augusto “Explosivo Mental”, 25 anos, ofereceu resistência aos ataques na cabeça e acabou com os braços inflamados, um dedo da mão direita fracturado, e hematomas por todo o corpo.

Massilon Chindombe, que procurou refúgio no quarto, contou como um dos assaltantes lhe apontou a pistola quando tentava fechar a porta. “Gritámos que estávamos a chamar a polícia e ele riu e respondeu ‘qual polícia’?” O activista conta que, após o ataque levaram as vítimas ao Hospital Américo Boavida. “O Luamba e o Mbanza Hamza perderam muito sangue e estavam semi-conscientes. No hospital um dos enfermeiros começou a suturar o Luamba sem anestesia ou cuidados básicos de higiene. Tivemos de ir para uma clínica privada”, explicou.

Esta é a segunda vez que a milícias invadem a residência de Carbono Casimiro. A primeira aconteceu a 9 de Março passado, tendo os agressores atacado, com barras de ferro, o anfitrião, os activistas Liberdade Sampaio, Catumbila Faz-Tudo “Caveira”, Nelito Ramalhete e António Roque dos Santos. Estes planificavam um protesto anti-Dos Santos para o dia seguinte. A 10 de Março, os atacantes dispersaram violentamente uma concentração de cerca de 30 manifestantes, no Tanque do Cazenga, em Luanda, tendo causado sérios ferimentos, entre outros, ao rapper Luaty Beirão “Ikonoklasta”, ao secretário-geral do Bloco Democrático, Filomeno Vieira Lopes, que teve de ser operado na Alemanha. A Televisão Pública de Angola (TPA) deu amplo espaço, a 12 de Março, a um suposto “Grupo de Cidadãos Angolanos pela Paz, Segurança e Democracia na República de Angola” que reivindicou os ataques e prometeu mais actos de violência contra todos aqueles que se manifestem contra o regime.


A censura e o controlo da informação na TPA são monitorados de forma minuciosa pelo Executivo do Presidente José Eduardo dos Santos e a leitura de um comunicado, em que um grupo desconhecido, se vangloriava de ter cometido um crime, em circunstância alguma teria passado sem o aval das autoridades. Os extremistas pró-governamentais inspiraram-se no modelo de comunicados de organizações fundamentalistas árabes para transmitir a sua imagem de terror.

Ao retirarem-se do local do crime, as milícias, segundo várias testemunhas oculares, efectuaram três disparos para afugentar a vizinhança que se começava a reunir na rua, e o fizeram em viaturas Land-Cruiser alegadamente atribuídas a oficiais da Polícia Nacional. Em várias manifestações, reprimidas pela Polícia Nacional, o grupo de agressores realizava sempre os seus actos de violência com protecção policial. Alguns dos seus membros são identificados como oficiais desta corporação.

Desde a passada segunda-feira, os organizadores das manifestações contam com um programa radiofónico bi-semanal na Rádio Despertar, onde pretendem promover a liberdade de expressão e falar de protestos. Segundo Carbono Casimiro, a reunião, que sofreu o ataque, “visava traçar novas estratégias para o nosso programa de rádio, e estávamos também a discutir outros problemas de organização interna e projectos”. A Rádio Despertar emite, desde 2006, como parte dos Acordos de Paz que permitiram, à UNITA, a transformação da sua então estação emissora Voz do Galo Negro (Vorgan) em rádio comercial. Esta emite em Luanda apenas, em Frequência Modelada (FM), e tem vindo a aumentar a sua audiência pela sua linha editorial marcadamente anti-regime.

-Rafael Marques

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Foi estampa em vários orgãos de informação tanto angolanos como estrangeiros com o seguinte título:

Embaixador de Angola em Lisboa diz que há “lobbies” em Portugal para “desestabilizar” o seu país

Eis a reação de um dos internautas, que, não sabendo se é angolano ou portuguêes, chamaremos de ‘povo’ na mesma:

Que piada é esta?
Então o governo angolano está preocupado que se torne público que as suas instituições são uma bandalheira e são corruptas? Mas isso já toda a gente sabe há muito tempo. Qual é o problema? Não disseram também que Eduardo dos Santos e a filha controlam a maior parte da riqueza produzida em Angola, isto é, aquela que não sai directamente para os EUA pelos barcos americanos sob a forma de crude. O governo angolano entede que lá porque tem algumas pessoas ricas que vêm gastar fortunas em Portugal que isso lhes dá um estatudo de país civilizado? Pois desengane-se.

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O jornalista da RTP, Paulo Catarro, foi agredido por agentes à paisana e a sua camara foi partida. Puseram-lhe uma substância tóxica nos olhos e a reportagem da RTP foi obrigada a se retirar do local. Momentos antes, um dos manifestantes relatou o clima que se vive na rua Deolinda Rodrigues:

“Até ao momento em que me retirei eramos pouco menos de 100. A policia tentou reprimir até se apeceberem da presença dos Jornalistas da RTP que até ao momento é o único orgão de comunicação social que se faz presente. Isto é a prova de que até a imprensa está corrompida.

Notou-se a presença em massa de policiais à paisana.
Existem algumas senhoras (poucas) dentre as quais, mães dos presos políticos de 3 de Setembro

Uma delas dizia as seguintes palavras para alguns jovens que filmavam a concentração:
“se eles realizaram a manifestação ontem, porque razão estão a reprimir a nossa marcha? Que tipo de justiça é essa? eu quero pedir a comunidade internacional e nacional, até mesmo ao presidente da república para libertar o meu filho, ele está a estudar, eu vendo água para pagar as propinas da faculdade dele” pelas palavras apercebi-me de que se tratava da mãe do Santero, um dos presos em 3 de Setembro que se encontra com o braço quebrado.”

Contactos directos:
936194849; 922350077; 923931465;

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Passamos aqui na íntegra a entrevista que Dra. Mihaela Webba concedeu à LAC ontém, dia 20 de Setembro, no programa Café da Manhã. A Central subscreve às palavras da Dra. Webba. Ouve-se muitas vezes a expressão “lufada de ar fresco”, mas num ambiente onde o ar já é fétido por natureza dada a igualdade das intervenções dos bajuladores, pseudo-juristas e pseudo-analistas do costume, as palavras da Dra. são sim um verdadeiro furacão de ar fresco.

*gravação ‘uploadada’ por Arlindo Capitango

Y’en a marre!

Posted: August 11, 2011 in Uncategorized
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Significa “Estamos fartos!” e é um movimento constituído essencialmente por rappers no Senegal que em Março começou com manifestações inicialmente para exigir transparência e respeito pela constituição e que agora, com as altercações e problemas que têm tido no exercício da sua cidadania, subiram de tom e recusam que o atual presidente, Abdoulaye Wade, se recandidate para um terceiro mandato presidencial em 2012. As manifestações deles têm muito mais adesão do que as nossas, mas são incríveis as similitudes nas origens, atitudes, discursos, exigências e acções concretas no terreno que esses jovens têm comparados com as dos jovens angolanos que optaram também pela exigência da democracia real e pelo fim da fantochada.

O primeiro vídeo ilustra uma detenção musculada da polícia de intervenção senegalesa (ridículo) aquando de uma sentada pública e pacífica de um número ínfimo de rappers e o segundo, para quem entende francês, uma entrevista ao Thiat, um dos rappers do movimento, em que ele revela o posicionamento do movimento em relação ao poder instituído, perdoando a polícia por “só fazer o que lhes foi ordenado!”.