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Os moradores no Bairro da Cerâmica no município de Cacuaco precisam de apoio o mais urgente possível. A falta de acesso à zona no tempo chuvoso obriga as pessoas a inventar soluções menos seguras para poder atravessar a água, que pode a qualquer momento causar mais mortes. Para piorar a polícia que já mal circulava nos bairros agora deixou de entrar por falta da travessia, e os delinquentes vão aproveitando-se da situação.

Convidamos os funcionários públicos de Cacuaco a visitar a vala, ver e planear uma solução.

As últimas chuvas de 8 ao 16 de Dezembro acabaram por destruir o único suporte que possibilitava o movimento de pessoas e veículos. O caso já tinha sido analisado e apresentado na Central em Abril, veja aqui: https://centralangola7311.net/2015/04/03/vala-de-drenagem-come-pessoas-em-cacuaco-com-video/

Antes da chuva a drenagem era feita através de quatro (4) manilhas (vejam a foto com a gente a passar por cima dessas manilhas). Tinham sido colocadas pelos moradores para possibilitar o acesso para esta zona, visto que é uma via que dá acesso do bairro Paraíso à Vila de Cacuaco e vice-versa. Adicionalmente também servia para evitar mortes nas imediações da vala original no caso de acontecerem fortes enxurradas. Com a última chuva foi escavada uma nova vala em paralelo às manilhas, assim acabando com a estrada.

As primeiras 5 fotos estão postas na ordem geográfica, enquanto a 6a segue a número 5 mas com a situação visualizada do lado oposto. Já as fotos 7 e 8 foram tiradas do lado oposto do número 1 ou 2. Nestas últimas as manilhas não são visíveis, as pessoas estão em cima delas e a nova vala encontra se em frente da câmara. Foto 2 apresenta o problema: as manilhas continuam no local ao lado direito, mas deixaram de cumprir o seu papel. Criou-se a vala enorme que está a impossibilitar milhares de pessoas de atravessarem de um lado para outro.

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A improvisação é feita por jovens com bastões de ferro, mais tarde trocado pelas chaparias de carro. As manilhas já não estão seguras e se cair mais uma próxima chuva será bem provável que vão se embora também. Para os moradores atravessarem a drenagem têm que correr o grande risco de serem levados pelas fortes correntezas que esta água está a trazer nos dias de chuva. Os alunos são obrigados a faltar a escola. Ainda em Abril foi constatado que alguns morreram mesmo com as mochilas nas costas.

É culpa do cidadão? Ou podemos esperar uma ajuda das autoridades responsáveis dum departamento local para a área de Planeamento e do Desenvolvimento Territorial ou da Administração do Território, ou ainda do Urbanismo e Habitação, ou pode vir da Energia e Águas?

“Nós queremos que salvem as nossas vidas agora, e não nas campanhas eleitorais”

18 de Dezembro 2015

CA7311

O que vocês vão ouvir aqui poderá deixar-vos incrédulos. A displicência e à vontade com que o embriagado protagonista se revela, violando todos os códigos que imaginamos serem regras para um agente da Segurança de Estado, são sintomáticos de um desleixo e de um desmazelo que só nos pode fazer chegar a uma de duas conclusões: ou 1) este senhor é um Jaime Bunda que quis aumentar alguma coisa à sua insignificância existencial, ou 2) apesar de se investir mais do nosso OGE na “segurança” do que no binómio saúde+educação, a formação dada a estes agentes roscoff é precária e preocupante, pois numa situação real de defesa dos interesses da pátria (por oposição à defesa de JES/MPLA), estes homens vão correr dispersos.

Este agente, “Zuna” de sua alcunha, aparece já embriagado na casa do Emanuel, alegando vir visitar a sua comadre (mãe do Emanuel). A dada altura, começa a puxar o assunto das manifestações e para mostrar ao Emanuel que era “credenciado” para o efeito, comete a indiscrição de mostrar o seu passe.

Emanuel Piitra

Emanuel Piitra

Ao aperceber-se que não era apenas fanfarronice do etilizado agente, o Emanuel entra no jogo e entabula conversa com o “Zuna”, buscando um dispositivo para, ato contínuo, gravar o diálogo.

O resultado está aí e não adianta comentar muito mais: o agente admite ter sido encomendada a morte de Mfulupinga e muito outros que se escusa de nomear, deixando no ar a possibilidade dele próprio vir a ser carrasco do Emanuel.

As imagens de agentes do SINSE e policiais à paisana que verão na montagem final são imagens que fomos recolhendo ao longo dos anos, nenhuma delas é do senhor “Zuna”.

O aparato policial está montado. Permitir manifestações neste país? Impossível! A Lei nada vale.

CRA de anedotas

Vamos tentar (vocês conhecem bem as limitações da nossa internet) transmitir ao vivo a partir do Largo da Independência. Estejam atentos a este post e à nossa página de facebook. Os canais são estes aqui:

 

http://www.ustream.tv/channel/cen7raltv
http://www.ustream.tv/channel/cen7raltv2

https://www.youtube.com/channel/UCeZGc0hHqQ2AvboAofpq0kA

Sempre que uma manifestação é convocada, o regime abre os cordões à bolsa para financiar toscas campanhas de desinformação e incitação ao ódio, racismo e violência que, se até 2012 podiam ainda surtir efeito, se tornaram ultimamente e por acumulação de evidências um colossal desperdício de dinheiro que, devemos lembrar, vem dos nossos bolsos, contribuintes, ou que devia ter chegado aos nossos bolsos via “distribuir melhor” os recursos fartos do nosso subsolo, mas que leva krf’s constantes já “lá em cima”. Alguns destes krf são institucionalmente assumidos (vide gastos com a “defesa”plasmados no OGE), a maior parte são mesmo pondo a mão no pote de mel e lambuzando-se gulosamente sozinhos.

Antes de passarmos à manifestação convocada pelo Movimento Revolucionário para o próximo dia 27 de Maio, permitam-nos compilar em retrospetiva alguns dos elementos que sustentam as nossas alegações.

Manifestação convocada para 25 de Maio de 2011 pelo extinto MRIS. (Parte da) Reação do regime  aqui.

Após manifestação de Dezembro de 2011 convocada por ativistas cívicos (antes de existir formalmente o MRA). (Parte da) Reação do regime aqui.

Manifestação de 30 de Março de 2012 convocada por ativistas cívicos (antes do MRA) em Luanda e Benguela. (Parte da) Reação do regime aqui.

Manifestação de 19 de Setembro de 2013 convocada pelo Movimento Revolucionário. (Parte da) Reação do regime aqui.

Manifestação Nacional de 23 de Novembro convocada pela UNITA para protestar contra os assassinatos de Cassule e Kamulingue. (Parte da) Reação do regime aqui.

E finalmente chegamos a manifestação da próxima semana, 27 de Maio de 2014, convocada pelo Movimento Revolucionário.

Panfleto MRA 27 de Maio

Exatamente a uma semana do evento começou o rodopio da intimidação por parte do regime e ontem, numa dessas atividades, a coisa acabou por lhes correr mal pois, tendo escolhido o bairro do já super popular Manuel Nito Alves, os vizinhos não encararam o conteúdo dos seus panfletos com muitos bons olhos e interpelaram-nos ostensivamente perguntando quem lhes teria mandado fazer aquilo. Dois dos indivíduos meteram-se em fuga, ficando o Sr. Valente cercado, retido pelos populares que lhe terão aplicado umas baçulas e uns sopapos de controle.

SINSE NITO 02  SINSE PANFLETO 02SINSE PANFLETO 01

Foi preciso o Nito Alves vir esbaforido do óbito onde se encontrava para travar o ímpeto dos populares enfurecidos.

Sentaram-no na casa do Nito onde se procedeu a entrevista que poderão acompanhar abaixo.

Depois chamaram a Polícia para que o Sr. fosse levado para a esquadra em segurança, sem correr o risco de voltar a ser agredido.

A polícia vendo uma câmara de filmar a registar tudo quis levar também o operador de câmara detido por arrasto, mas a população fez muita confusão e sacudiu os agentes até estes abrirem mão das suas maléficas intenções.


Nito Alves e Adolfo Campos acompanharam o Sr. à esquadra, exibiram os cartazes e apresentaram uma queixa de “conspiração para homicídio”.

O Cdte da Esquadra identificado apenas por “São”, terá sido extremamente prepotente com os ativistas decretando ali mesmo que o Sr. Valente era inocente do que tentavam imputar-lhe e que nem sequer pertencia ao SINSE. Como é que o Cdte “São” pode saber isso antes de investigar? Ele tem uma lista completa dos efetivos do SINSE?

Como podem ver no vídeo é o próprio Sr. Valente que admite pertencer aos Serviços de Segurança. Se mentiu, que se investigue e se apure quem são os mandantes. Para todos os efeitos, a bola agora está do lado do SINSE/PNA. Estamos a espera de um esclarecimento acerca da natureza deste “trabalho” do Sr. Valente, da identificação dos outros dois colegas, dos verdadeiros mandantes e das suas intenções.

O MRA confirma a intenção de sair às ruas no dia 27 tal como devidamente comunicado ao GPL.

Vídeo registado no dia 1 de Abril de 2014.

Isto não é uma mentira, isto não é uma montagem.

É a vida real de quem é forçado a assistir aos “1 de Abril” diários na TPA ficando com a falsa sensação de constituir uma minoria excluída.

Apanhado de alguns vídeos envolvendo agentes da (des)ordem e da “autoridade” com práticas pouco… mhhh.. digamos católicas!

 

Para além dos esclarecimentos acerca de Kassule e Kamulingue, Milocas Pereira, Nito Alves, artº 47 da CRA e “parvoíces” desse género que, ao que parece, são questões que só inimigos da paz poderiam ousar levantar, eis o discurso que gostaríamos de ouvir sair da boca do Kitumba:

 

 

Neste vídeo, o Presidente da Federação Angolana de Hóquei em Patins, Carlos Alberto Jaime Pinto “Calabeto”, aparentemente alcoolizado (celebração antecipada?) e nitidamente emocionado, demonstra que a arte de bajular ganhou dimensões alarmantes em Angola.

No seu discurso, durante a inauguração do Campeonato Mundial de Hóquei em Patins, teve a “coragem” de comparar Angola e Alemanha em termos de qualidade de obras públicas e prazos de cumprimento das mesmas.

Como se não bastasse, fez elogios desproporcionais ao PR, estimulando assim o já doentio culto de personalidade que algumas instituições públicas propuseram-se a fazer ao Zé Kitumba.

Mas, aproveitando o balanço e na emoção, vai doutorizando todos os outros que decidiu citar no seu discurso, tendo corrigido à última da hora a palavra “senhor” para “doutor” quando se refere ao Governador Bento Bento.

Angola, bem podia chamar-se Coreia do Norte Parte II.

É muito desnorte nesses dirigentes incompetentes e dados à vassalagem ao Zé dos dólares e caso para dizer “Calem o Beto”!

Se ainda restavam dúvidas da implosão desse regime decrépito e sem fôlego, essas foram completamente dissipadas entre o dia 12 e o dia 19 de Setembro, com a sequência de ações, cada uma mais atrapalhada do que a outra, que precederam uma manifestação convocada pelo Movimento Revolucionário que visava reivindicar uma série de pontos acerca dos quais qualquer pessoa minimamente sensata haverá de concordar que existem carências e/ou lacunas aberrantes.

No dia 12, a Polícia deteve Nito Alves, a quem já andava a espiar/perseguir há algum tempo, em “flagrante delito”… imprimindo 20 t-shirts! É isso mesmo, 20 t-shirts. O “flagrante delito” eram as inscrições estampadas na t-shirt que, certo, agressivas, para alguns repugnante, eram a reprodução de uma frase, título de um livro e de um artigo do jornal Folha 8 de Agosto de 2009: “Quando a guerra é necessária e urgente”. De autoria de Domingos da Cruz que, imagine-se, tinha acabado de ser ilibado das acusações que a PGR movera contra si alguns dias antes (depois de 5 sessões adiadas enquanto se desbaratinava a CRA e o Código Penal em busca de uma maneira de o inculpar), não é a justeza ou a severidade da frase que estamos a analisar, o choque e o estupor que ela causa, sobretudo a um povo que tem ainda feridas por cicatrizar de uma guerra que terminou há pouco mais que uma década, é O DIREITO OU A FALTA DELE de estampar e envergá-la no seu dorso.

Nito Alves TPA Tshirt

Muita gente ficou, compreensivelmente, ofendida, mas à polícia não cabe agir por impulso ou inventar “delitos” onde não existam e levar o rapaz (e o dono da gráfica de arrasto) para a cadeia à revelia, privando-o de ver familiares ou advogados é em si uma violação de vários direitos humanos, de cidadão e de detido.

Manuel Nito Alves está detido nos calabouços da DPIC até a data em que se redige este texto, mas aqui entra o mais insólito: ele encontra-se detido SEM PROCESSO (teve um, depois foi alterado e agora está sem nenhum) pois não se consegue atribuir-lhe UM CRIME! Para coroar toda esta maravilhosa loja de horrores, esta arbitrariedade está a ser perpretada contra UM MENOR DE IDADE! É isso, Nito Alves, o miúdo destemido que veem nesta imagem, ainda não ultrapassou os 17 cacimbos!

Nito Alves 01

A polícia, na pessoa de Aristófanes dos Santos, seu porta-voz, veio publicamente justificar a detenção aproveitando para generalizar a iniciativa individual de um único jovem à todo um movimento que vinha advogando uma mensagem completamente distinta e pacífica e ancorando nesses argumentos a fundamentação para interditarem a manifestação convocada para dia 19. Vejam os argumentos “jurídicos” utilizados pelo “camarada”.

Mantendo a intenção de levar à cabo a manifestação, os jovens foram convocados pelo Comando Provincial da PN no dia 17, dois dias antes da data evocada para a saída às ruas, para que lhes fosse comunicado que a manifestação tinha sido proibida pelo GPL pelo que eles não poderiam levá-la à cabo. Mais uma vez, a Polícia, que dias antes, diante das câmaras da TPA, tinha exibido “exímio” conhecimento acerca da lei 16/91 que regula o direito à reunião e manifestação, propõe-se a violá-la inescrupulosamente em benefício do sabotador e em detrimento do respeitador. Sendo certo que a hora marcada para o início das atividades feria superficialmente a lei que prevê que em dias de semana as manifestações só podem começar depois das 19h00, mais certo é que o horário não pode constituir por si só motivo de inviabilização de toda a atividade, pois esse ajusta-se! O que não se ajusta, esse sim, violação flagrante da lei, é o facto do GPL ser obrigado a comunicar por escrito aos subscritores da carta que lhe é submetida a avisar da intenção de manifestarem-se, qualquer inviabilização da atividade pretendida, devidamente fundamentada (apoiada em argumentos legais) e, isto é importante, NUM PRAZO NÃO SUPERIOR A 24 HORAS (consultar lei aqui)!

Cabe portanto ao GPL e não à PNA comunicar aos pretensos manifestantes que a sua actividade será ilegal e portanto indeferida e isso tem de ser feito por escrito, num prazo de 24 horas. Ora, a carta foi entregue ao GPL no dia 2 de Setembro, como poderão constatar aqui. Passaram-se 360 horas desde o momento da entrega até ao momento em que a PNA (e não o GPL) chamou os jovens do Movimento Revolucionário para lhes informar que “não vai ser possível”.

Pois, se o país tem leis, elas são para todos e o Movimento Revolucionário mostrou que não iria claudicar nem ceder a chantagens e/ou ameaças dos “ordens superiores”, convocou uma conferência de imprensa para informar à comunidade jornalistica que a manifestação era para sair, com ou sem repressão.

Na manhã do dia 18 foi posto a circular um panfleto falso, certamente concebido e distribuido pelos Serviços Desinteligentes e Deselegantes de Angola, para reforçar a mensagem que os jovens do Movimento Revolucionário querem o retorno à guerra, como se fosse sequer concebível que “300 frustrados sem sucessos profissionais ou académicos” pudessem ter acesso a armamento de guerra e fazer face ao mais pequeno batalhão da UGP. Abaixo o panfleto verdadeiro, seguido pelo falso.

Movimento Revolucionário Manif
Panfleto MR - Falso ou Verdadeiro

Na noite do dia 18, Aristófanes dos Santos reforçou o posicionamento das ordens superiores com a arrogância que lhes é peculiar, ameaçando que iriam usar da força para reprimir qualquer tentativa de “desordem” no dia seguinte.

Isto no noticiário das 20h00 da nossa amada TPA que, para não variar, anulou completamente a possibilidade de defesa do contraditório, não metendo em confronto com o senhor Aristófanes um dos elementos do Movimento Revolucionário Angolano para contrapor os seus argumentos e deixar os angolanos julgarem quem tinha razão, se a força da razão ou a razão da força.

A última imperou.

Luaty Beirão

Cenas dos próximos capítulos: Manifestação reprimida; muitos jovens detidos; tortura; julgamento; soltura; liberdade de 20 minutos; rapto; tortura; o de sempre… ditadura!

Enquanto o discurso da juventude mobilizadora se focar em palavras como as que se ouvem nos vídeos abaixo, nós, pessoal da Central Angola, continuaremos a subscrever e a apoiar incondicionalmente TODA a manifestação pública de repúdio pelo actual paradigma no qual se encontra Angola.

A PNA já deixou bem claro com o comunicado que partilhámos ontem o que se pode esperar na próxima quinta-feira, dia 19 de Setembro: a continuada política de total desprezo pela CRA, recurso à intimidação e força bruta para inviabilizar o exercício de um direito elementar em qualquer democracia que se preze, detenções arbitrárias, julgamentos “sumários”, sessões de pancadaria e, sabe-se lá, mais raptos e assassinatos.

Ainda assim, a firmeza que se sente no tom de voz destes rapazes (e rapariga, wau!) é contagiante e faz-nos sentir que o lado certo é o deles. O resto é MEDO, CAGUNFA!